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Campinas,  de 2017

Projeto Louis Braille “Oficina de Cores - Uma Experiência Sensorial com Elizabeth Piva” no dia 19 de abril de 2017 no CISGUANABARA

O projeto Louis Braille, parceria entre o Rotary Clube de Campinas Norte, Centro Cultural Louis Braille e o GPECIS do CISGUANABARA/UNICAMP  tem como objetivo apresentar as artes aos deficientes visuais do Centro Cultural Louis Braille. Neste segundo encontro, Elizabeth Piva inspirando-se nos filmes “Vermelho como o Céu” e no livro “ Um antropólogo em Marte” criou esta oficina direcionada aos deficientes visuais do Centro Cultural Louis Braille.

Elizabeth inicialmente fez o teste da mistura das cores com os diversos cheiros para criar as tintas.  Fez um teste com a equipe do CISGUANABARA para verificar se a metodologia funcionava. Posteriormente pintou cerâmicas para verificar se a tinta aderia às peças.

Elizabeth definiu que seriam pintadas as cerâmicas produzidas pelos deficientes visuais na oficina de cerâmica de Afrânio Montemurro . As cerâmicas foram  queimadas no atelier de Montemurro pelo próprio artista.Assim seriam pintadas por cada um suas próprias peças de cerâmica  produzidas na oficina de cerâmica.

Elizabeth explicou para os participantes o que seria a oficina, suas dificuldades em criar a metodologia partindo do princípio de como explicar a cor a quem nunca tinha visto ou para quem tem dificuldades em ver. Falou sobre a freqüência das cores e perguntou o como sabiam das cores. Os participantes  que nunca haviam visto colocaram que sabiam das cores porque as pessoas tinham contado a eles. A equipe passava os copos com cheiros pelos participantes que cheiravam as cores. Após essa fase, contávamos a cor associada ao cheiro. Por exemplo; o café ao marrom.

A equipe perguntava então com que cor o participante gostaria de pintar a cerâmica então a cor era escolhida. Nas mesas foram colocadas as cores selecionadas.

As peças de cerâmica foram pintadas. Quem não tinha produzido a cerâmica na oficina anterior pintou em papel cartão.

Enquanto as peças secavam a artista preparou uma mesa onde associávamos as cores aos sabores para desenvolvermos o sentido do paladar.

A oficina foi muito prazerosa e os resultados surpreendentes com uma  boa reflexão sobre os sentidos da visão, olfato, paladar  e sobre a relação do homem mediante suas deficiências com o mundo em que vivemos onde a falta de um sentido pode ser complementada e ou compensada por outros.

 

Galeria de Imagens

       

       

         

 

 

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