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Campinas,  de 2018

Viola Perpétua tem primeira exibição

no CIS-Guanabara

Documentário será apresentado gratuitamente

no próximo dia 19, às 19h30

 

A celebração de valores ligados à cultura caipira por meio de orquestras que têm a viola como forma de expressão musical é o combustível que dá vida ao documentário Viola Perpétua, longa metragem do diretor Mário de Almeida, que será exibido em primeira mão no próximo dia 19 (quinta-feira), às 19h30, na gare do CIS-Guanabara. Com duração de 72 minutos, Viola Perpétua lança luz sobre as diversas formas de envolvimento com a música de viola e sobre as possibilidades e conflitos, no que tange a coexistência da cultura caipira no ambiente das orquestras e outros grupos que se utilizam do instrumento. Com depoimentos de pessoas ligadas a essa cultura, o documentário apresenta fragmentos de vida, possibilitando uma aproximação do espectador em um contexto de personagens que refletem sobre as suas próprias raízes. A exibição do filme será seguida de uma conversa entre o público e o diretor que falará sobre sua primeira experiência em longa metragem. O evento também será marcado pelo lançamento do site que leva o mesmo nome do filme. 

Segundo o diretor, foram mais de seis anos de pesquisa em busca de aspectos sobre grupos e pessoas que se expressam através da viola no estado de São Paulo. O trabalho focalizou diversas orquestras e seus integrantes, desde os primeiros grupos até os mais atuais, relacionando o surgimento  desses conjuntos com as novas formas de expressão do instrumento e da cultura peculiar. “Neste processo, segui no rastro de histórias que tinham as orquestras como ponto de partida ou de personagens que me levaram até seus grupos. Identifiquei contextos singulares, vivências de personagens em suas experiências coletivas. É isso que quero compartilhar por meio desse filme”, afirma Mário de Almeida. Ele ressalta que a ideia não é traçar um panorama geral sobre o surgimento de várias orquestras em curto espaço de tempo, lembrando que no período entre 2001 e 2009, segundo o pesquisador da Unicamp, Renato Cardinali Pedro, foram criados 49 grupos no estado de São Paulo. Também não quer fazer o espectador entender exatamente esse fenômeno. “Diferentemente disso, a intenção é compartilhar esse processo de imersão nos fragmentos que compõem um universo tão cheio de significado e proporcionar uma viagem pelas riquezas dos saberes populares e da luta por manter viva essa cultura no Brasil”, esclarece.

Em 2012, o diretor iniciou a pesquisa tendo como recorte principal orquestras de viola e grupos que trabalham atualmente com o instrumento no estado de São Paulo, especialmente no interior: “Neste projeto, desde o início, a busca foi por encontrar nas memórias e nas histórias das pessoas um sentido para o fenômeno do crescimento da viola. Queria ouvir desde aqueles que não têm muito contato com a cultura caipira até os que nasceram na roça ou têm uma forte ligação com a tradição. Sempre me interessou ir atrás de saber quais os sentimentos que uma cantoria, o som de viola ou mesmo o cheiro do fogão de lenha, despertam nessas pessoas. Na literatura, sempre encontramos pistas, mas é na conversa com as pessoas que a gente confirma que a viola é, por excelência, a porta-voz desses sentimentos”.

Mário de Almeida é documentarista e trabalha há 15 anos em projetos audiovisuais e multimídia. Formado em Rádio e Televisão pela Universidade Anhembi Morumbi, atua nas funções de diretor, roteirista, produtor e editor, participando de projetos em diversos segmentos. Além de Viola Perpétua, é diretor e produtor dos curtas REIS - os violeiros de Palmital (2013) e A mão direita do Itapuã (2017), filmes que são resultado de sua pesquisa sobre a cultura caipira e a música de viola.

Cenas que integram o documentário Viola Perpétua que que terá estreia nacional no CIS-Guanabara

 

Para o músico, pesquisador e autor de entrevistas que integram o documentário, Saulo Alves, esses grupos musicais vivem um momento de inovação. “Assim como reconhecemos a representação da imagem de uma dupla caipira para o segmento sertanejo, as orquestras representam um novo modo de se conceber a música de viola, seja pela formação do grupo, dos arranjos vocais e instrumentais ou do repertório. Mais do que cantar clássicos do cancioneiro sertanejo, as orquestras têm inovado com composições diversas que anteriormente permaneciam em campos musicais próprios”, afirma.

O filme, com produção de Carolina Scatolino e Mário de Almeida, contou com recursos da Secretaria Estadual da Cultura por meio do edital ProAC, programa de incentivo à cultura do governo paulista. Após essa primeira exibição na Estação Guanabara, o filme percorre um longo circuito por cidades do interior de São Paulo.  A apresentação do documentário no CIS-Guanabara tem a coordenação das agentes culturais Maria Aparecida Vaz Bueno e Helenice Vitorino. A exibição de Viola Perpétua é franqueada ao público. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, no Botafogo (estacionamento gratuito no local).

 

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