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CIS-Guanabara leva teatro infantil

ao Prodecad da Unicamp

 

 

Espetáculo Ana e o Super Mipia tem

apresentação gratuita dia 26 de outubro

 

 

 

O CIS Guanabara, em parceria com o projeto “Ana e o Super Mipia”, promove no dia 26 de outubro o espetáculo homônimo no Prodecad da Unicamp. Com entrada franca e início marcado para as 14h00, a peça fala da importância de manter hábitos alimentares saudáveis e sobre sustentabilidade ambiental.

O espetáculo conta a história de Aninha, uma menina muito ativa e esperta, que ama assistir desenho animado, mas não gosta de comer. Certo dia, seu personagem favorito, um super herói, mais conhecido como Super Mipia, a convida para acompanhá-lo em suas aventuras e desafios. Assim, eles ganham consciência das possibilidades físicas de seus corpos, compreendendo a importância de ter uma alimentação saudável para enfrentar questões com o meio ambiente. Segundo a produtora cultura Kora Prince, o espetáculo incorpora elementos de teatro, circo e música, para falar de um assunto importante, de forma cômica e lúdica, criada especialmente para este projeto.

O espetáculo Ana e o Super Mipia fala sobre a importância de

uma alimentação saudável e da sustentabilidade

 

O projeto é inédito e vem realizando apresentações gratuitas em diversas escolas públicas municipais da região de Campinas, com a participação de ONGs como Casa do Bom Menino, o Lar Franciscano e o espaço PIPA. As apresentações fazem parte do projeto “Ana e o Super Mipia”,  realizado pela Educom.Arte com apoio do Instituto Ideia Coletiva. Recebeu recursos da Lei Rouanet, patrocínio da Oji Papéis Especiais e parceria com o CIS-Guanabara. A apresentação do espetáculo no Prodecad tem a coordenação da agente cultural, Helenice Vitorino. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).


 

CIS-Guanabara inaugura exposição Lusofoniax

 

Telas, instalações de poéticas ambientais e objetos da natureza ressignificados

estarão expostos de 8 a 18 de outubro

 

O CIS-Guanabara realiza no período de 8 a 18 de outubro, das 13h00 às 20h00, a Exposição/ocupação +351 e Atelier Contagio. O evento inaugura a programação Lusofoniax de residências artísticas transoceânicas que a partir de janeiro 2019 promoverá o intercâmbio de artistas brasileiros e países lusófonos. Telas, impressões, instalações de poéticas ambientais com plantas, troncos, cascas, vasos, objetos da natureza ressignificados serão expostos na gare e na área externa da Estação Guanabara.

Exposição Lusofoniax pode ser vista de 8 a 18 de outubro no CIS-Guanabara

 

Integram o programa artistas brasileiros e de países como Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O evento tem curadoria e produção  da Galeria Sede, de Campinas, que desde 2012 promove o lançamento de novos artistas bem como programação sociocultural com oficinas, residências, ocupações e itinerâncias. Mais informações podem ser obtidas no site www.lusofoniax.com

 Lusofoniax tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Elizabeth Aparecida Piva da Silva Oliveira. A exposição tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. A entrada é franca. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).


 

Evento celebra Dia Mundial

da Alimentação no CIS-Guanabara

 Encontro será dia 19 de outubro. A entrada é franca

 

 Em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, o CIS-Guanabara sedia no dia 19 de outubro o encontro "Comida e Bem Viver: Celebrando o Alimento e a Vida". Oficinas, palestras, mesa redonda, feira e cinema integram a programação que será realizada das 9h00 às 16h00 com entrada franca.

Ao longo de todo o dia o público terá acesso a amplo espectro de atividades e temas ligados à alimentação, que vão desde  a segurança alimentar até o legado de saberes dos receituários campineiros nos séculos XIX e XX. Constam da programação projeção de curtas metragens, oficinas de culinária indígena, de plantas não convencionais, de reaproveitamento de alimentos, de compostagem, além de mesa de classificação de alimentos. Paralelamente à tradicional Feira Pé na Roça, de produtos orgânicos, que ocorre toda sexta-feira, será realizada a feira de artigos patrimoniais indígenas.

Além de pesquisadores da Unicamp, participam do evento profissionais da Prefeitura de Campinas, SESC, CATI e Embrapa. O encontro é uma promoção do CIS-Guanabara em conjunto com a Rede de Agroecologia da Unicamp (RAU), Programa de Extensão em Agroecologia (PEA) e Coletivo Etnocidade.

Diversos órgãos da Unicamp participam de forma direta ou indireta do evento: SAE, Instituto de Biologia, NEPA, Centro de Lógica e Epistemologia, CEPID/OCRC e FCA/Limeira.

As inscrições para as oficinas são gratuitas e serão feitas com 30 minutos de antecedência, por ordem de chegada, sendo 25 vagas para cada oficina.

O encontro tem a coordenação das agentes culturais do CIS-Guanabara, Silvana Di Blasio e Irani Ribeiro e da responsável pela RAU-Unicamp, Giovanna Garcia Fagundes. A exposição tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. A entrada é franca. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).


 

Menino russo criado por cães

é tema de peça no CIS-Guanabara

 

Apresentações serão sábado, às 20h00, e domingo, às 19h00

 

A Cia Cor de Teatro apresenta nos próximos dias 13 e 14 no CIS-Guanabara seu novo espetáculo teatral Entrecães. A peça, baseada na história real de Ivan Mishukov, narra a trajetória do garoto russo que, motivado pela indiferença da mãe e pela agressividade do padrasto, viveu sozinho nas ruas de Moscou entre os quatro e os seis anos de idade. Com a companhia de uma matilha de cães, Ivan sobreviveu a todas as intempéries até ser acolhido em um orfanato. Lá, foi submetido a um processo de reintegração à sociedade por apresentar comportamentos similares aos de um cão, além de dificuldades de comunicação. O espetáculo terá sessões no sábado às 20h00 e no domingo, às 19h00. O espetáculo tem entrada franca, com contribuição voluntária no chapéu.   

Segundo o ator Ricardo Adorno, que interpreta o garoto russo, a história de Ivan inspirou diversas obras na literatura, no rádio e no teatro, entre elas Dog Boy, de Eva Hornung e Ivan And The Dogs, de Hattie Naylor. A narrativa rememora a Rússia da década de 1990, devastada pela miséria durante o colapso econômico do socialismo. Na época, diversas famílias tomaram medidas extremas para reter gastos como o abandono de animais de estimação e crianças. A montagem tem direção de Alexandre Castelli, responsável cênico pelos espetáculos do Instituto Ser, de Campinas. A cenografia é de autoria de Jésus Sêda, criador de bonecos do Castelo Rá-Tim-Bum. No elenco, além de Adorno, estão Michel Bueno de Moraes que interpreta o psicanalista Lyov, avaliando os relatos do menino, e Renata Marraschi, que dá vida à personagem Erina, assistente social que adota Ivan.

Cenas do espetáculo Entrecães, em cartaz nesse final de semana no CIS-Guanabara. Entrada franca.

Durante as sessões serão promovidas atividades em prol de Organizações Não Governamentais parceiras que atuam na causa animal. Em Campinas, a iniciativa será em parceria com a ONG Associação Amigos dos Animais de Campinas (AAAC).

Cia Cor de Teatro

Fundada em janeiro de 2013, em Campinas, a CIA Cor de Teatro realizou apresentações em parceria com o Instituto Rubem Alves baseadas no conto "A menina e o pássaro encantado" (melhor espetáculo infantil para espaços alternativos no Festival NaLona de teatro – 2016). Produziu as contações de histórias: O Flautista Mágico, De Que Cor São Minhas Asas (PROAC/ICMS - Governo do Estado de São Paulo) e Pra Ser Amigo Meu, (Edital cultural – Unicamp). 

Entrecães tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Helenice Vitorino. A apresentação tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp.

 

Serviço

O que: Entrecães

Quando: 13 e 14 de outubro de 2018 (sábado às 20h e domingo às 19h)

Onde: CIS Guanabara (Rua Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas/SP). O local dispõe de estacionamento gratuito.
         Quanto:
Contribuição voluntária “no chapéu”

Classificação indicativa: 12 anos
         Mais informações no link:  https://www.facebook.com/events/536340333485685/


Artesã mostra a arte do macramê

no hall do CIS-Guanabara

Renata Zaupa assina a mostra Entre(nós), que pode ser vista até 31 de outubro

  

O CIS-Guanabara apresenta no período de 5 a 31 de outubro, no hall de entrada, a mostra Entre(nós), Macramê Moderno, uma técnica de tecer fios que não utiliza maquinaria ou ferramenta. Assinada pela artesã Renata Zaupa, a exposição tem vernissage marcada para o dia 4 de outubro, das 17h00 às 21h00. A entrada é franca.

A artista, também formada em moda, apresenta nessa mostra inédita, peças decorativas que retratam um pouco sua relação com essa forma de arte. Para Renata, o trabalho manual sempre fez parte de sua vida. Quando criança teve o primeiro contato com a arte em forma de pequenos retalhos, agulhas de tricô e a máquina de costura de sua nonna. Aos oito anos seus pais a incentivaram a frequentar aulas de tear, o que proporcionou a base de todos os seus trabalhos. Alguns anos mais tarde, surge o macramê como forma de diversão, ao confeccionar pequenas pulseiras. Com um pouco de treino ela nunca mais esqueceu a técnica.

Diferentes peças produzidas pela artesã Renata Zaupa em macramê podem ser vistas

no hall de entrada do CIS-Guanabara até o final de outubro

 

Estudos indicam o uso do macramê na China, na Mesopotâmia e no Egito por volta do ano 3.000 a.C, porém o nome, Macramê (Migramach –  que significa “tecido com franjas, tramas ornamentais e galão decorativo” em turco), só passou a ser utilizado na Turquia no século XIII d.C quando os tecelões decidiram dar um nome ao trabalho de franja em toalhas barradas que fabricavam. “Hoje em dia, em um tom moderno, o macramê volta e se mistura com outras técnicas, transformando fios, cordas e cordões em sensações, soluções e, porque não, em beleza”, diz Renata. (Entre)nós, segundo a artesã, apresenta um pleonasmo de nós e formas, declarando abertamente sua enorme paixão pelo conceito da construção pela repetição, que, para ela, é a síntese do macramê.

A mostra estará aberta ao público de 05 a 31 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00 e sábados e domingos das 9h00 às 17h00. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).

Entre(nós) tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros. A exposição tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. A entrada é franca.


CIS-Guanabara sedia exposição Impulsos

Vernissage da artista plástica Isabelle Cedotti será dia 4 de outubro, a partir das 17 horas 

 A artista visual Isabelle Cedotti assina a exposição Impulsos que será realizada no CIS-Guanabara no período de 5 a 31 de outubro. São quinze obras nas técnicas óleo sobre tela e acrílico sobre tela em que os rostos retratados, embora produzidos individualmente, segundo a artista, procuram estabelecer um diálogo. A vernissage será no dia 4 de outubro, das 17h00 às 21h00, na Galeria da Estação Guanabara.

 

 

 

Retratos produzidos por Isabelle Cedotti ficam expostos na

Galeria do CIS-Guanabara até o final de outubro

 

Essa não é a primeira vez que Isabelle apresenta seus trabalhos em espaços da Unicamp. Ela já participou de mostras coletivas na Galeria do Instituto de Artes (GAIA) em duas ocasiões: uma com pinturas e xilogravuras, outra com desenhos e instalação artística, envolvendo a representação da figura humana. Também fez parte de uma coletiva na Casa do Lago.

Isabelle Cedotti produz seu trabalho nas áreas de desenho, pintura e xilogravura. Concluiu seu curso de graduação em Artes Visuais na Unicamp em 2016.  Trabalhou como assistente do artista Ernesto Bonato, no âmbito do Projeto Maré, entre 2011 e 2016. Durante os anos de 2015 a 2017 atuou em oficinas de desenho no CIS-Guanabara. Atualmente trabalha no desenvolvimento de Encontros, projeto de pintura de retratos e entrevistas. Participa do Coletivo Cidade e Memória, um grupo composto por estudantes, professores, artistas e profissionais de diversas áreas que organiza passeios históricos e culturais pela cidade.

A mostra estará aberta ao público de 05 a 31 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00 e sábados e domingos das 9h00 às 17h00. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).

Impulsos tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros. A exposição tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. A entrada é franca.


 

CIS-Guanabara sedia exposição fotográfica

Mostra reúne 21 fotógrafos de diferentes áreas de atuação.

Abertura será dia 4 de outubro na Galeria da Estação Guanabara

 

O CIS-Guanabara realiza de 05 a 31 de outubro a exposição Fotografias, Uma Coletiva. A mostra reúne trabalhos de 21 fotógrafos de diferentes áreas de atuação como jornalismo, moda, viagem e documental cuja produção diária compõe uma crônica visual dos lugares por onde circulam. A vernissage será dia 04 de outubro, das 17h00 às 21h00. A mostra será realizada na Galeria da estação Guanabara, com entrada franca.

 

Foto produzida pelo jornalista Nelson Chinalia, em 1979, integra a mostra no CIS-Guanabara

 

Participam dessa exposição os fotógrafos Aluísio Pinheiro, Boris Alday, Carlos Bassan, Carolina Engler, Celso Palermo, Fábio Fantazzini, Fernando Righetto, Gil Caldas, Joni Meyer, Juliana Engler, Julio Malosso, Kama Ribeiro, Leonardo Alves, Liliana Medeiros, Luiz Carlos Monari, Martinho Caires, Nelson Chinalia, Rafaela Azevedo, Regina Pitta, Roberto London e William Marques.

A mostra estará aberta ao público de 05 a 31 de outubro, segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00 e sábados e domingos das 9h00 às 17h00. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).

Fotografias, uma Coletiva, tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros. A exposição tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. A entrada é franca.


Festival de rock reúne 7 mil pessoas no CIS-Guanabara

 

Aproximadamente 7 mil pessoas participaram no CIS-Guanabara da quarta edição do “Sunday Rock Sunday”. Foram quase 12 horas de puro rock com a participação das bandas Billy Mutreta, Rising Power, Killers Kiss, Big Six e a House Band da School of Rock, grupos que estão na estrada há algum tempo com inúmeras apresentações em casas noturnas, shows e festivais de rock pelo Brasil. Clássicos do gênero consagrados por Ozzy Osbourne, AC/DC e Kiss embalaram o público, que além da variada gastronomia oferecida pelos food trucks, pode conferir, também, entre as atividades paralelas, um espaço de compras com expositores de moda, brechó, cosméticos naturais, livros, entre outros.

 

Festival de rock realizado domingo, com cerca de 7 mil pessoas,

está entre os grandes eventos registrados no CIS-Guanabara

 


CIS-Guanabara realiza

lançamentos de livros infantis

 Evento em parceria com a Fundação DPaschoal ocorre na próxima sexta-feira à tarde

 

O CIS-Guanabara e a Fundação Educar DPaschoal realizam no próximo dia 28, das 14h00 às 17h00, a Oficina de Capacitação em Contação de Histórias. Segundo a palestrante Juliana Furlanetti, o objetivo é semear o gosto pela leitura proporcionando aos participantes o fácil acesso aos livros infantojuvenis produzidos e doados pela Fundação Educar DPaschoal por meio do projeto Leia Comigo!

Durante o evento serão lançados os livros Chispa, Gambá, Musicaligando, Diário de Um Garoto Elástico, Era Mais de Uma Vez e Cafuné. São oferecidas 40 vagas. Os interessados devem se inscrever acessando o link: https://goo.gl/forms/JVzutCYSfDZfizpx2

O evento integra a 9ª Semana da Educação de Campinas. A Oficina de Capacitação em Contação de Histórias tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Helenice Vitorino. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).

 

Capa do livro Musicaligando que será lançado sexta-feira

 


 

CIS-Guanabara é palco de festival de rock

 

A quarta edição do Sunday Rock Sunday será nesse domingo, a partir das 10 horas

 

 

O CIS-Guanabara sedia no próximo domingo (23 de setembro) a quarta edição do “Sunday Rock Sunday”, festival de rock que reunirá, a partir das 10 horas, cinco bandas que, além composições próprias, apresentarão clássicos do gênero consagrados por Ozzy Osbourne, AC/DC e Kiss. Grande variedade de food trucks e diversos produtos relacionados ao rock serão comercializados durante o evento que se estende até às 21 horas com entrada franca.

Integram a programação da quarta edição Billy Mutreta, Rising Power, Killers Kiss, Big Six e a House Band da School of Rock, bandas que estão na estrada há algum tempo com inúmeras apresentações em casas noturnas, shows e festivais de rock pelo Brasil.

Conheça as bandas

Rising Power está na estrada desde 2004 e foi criada para homenagear a banda australiana de rock AC/DC. Busca reproduzir com fidelidade músicas e performance de palco, apostando sempre no visual e nas características técnicas dos músicos. A Rising Power foi convidada para ser banda de apoio do baterista do AC/DC, Chris Slade, em sua turnê solo que passou por São Paulo em dezembro de 2012, se tornando, até então, a única banda brasileira a dividir palco com um integrante oficial da banda australiana.

Killers Kiss leva ao palco no CIS-Guanabara os consagrados figurinos e maquiagens que

imortalizaram a banda norte-americana Kiss  (Foto: Rafael Brienza)

Killers Kiss é considerada um dos destaques da experiência em Kiss cover do Brasil. Além da qualidade musical, a banda leva aos palcos os consagrados figurinos e maquiagens do Kiss, em uma produção cênica com luminoso gigante, iluminação especial, chuva de papel picado, sirenes e gelo seco. A Killers Kiss foi a banda de apoio de Bruce Kulick, ex-guitarrista do Kiss, em suas passagens pelo Brasil em 2007 e 2013, com vários shows realizados, inclusive em um cruzeiro pela costa brasileira.

Billy Mutreta está na estrada desde 2003. Com apresentações em casas noturnas e eventos pelo interior paulista e sul de Minas Gerais, a banda Billy Mutreta sempre se destacou por sua postura no palco. Suas apresentações primam pela energia e interação com o público. No repertório, além de canções autorais, clássicos do rock, blues e rockabilly sugerem uma ‘viagem’ no tempo.

A proposta da Banda Big Six é homenagear alguns dos grandes e imortais vocalistas do rock de todos os tempos, entre eles, Robert Plant, Ozzy Osbourne, David Coverdale, Dio, Bruce Dickinson e Bon Scott. Seus integrantes estão na cena do rock de Campinas há bastante tempo e todos fizeram parte de diversas bandas nos anos 80.

A House Band da School of Rock, formada pelos alunos da School of Rock de Campinas, apresenta clássicos do rock.

O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, bairro Botafogo, em Campinas. A entrada é gratuita. De maneira voluntária, os participantes poderão doar um quilo de ração para animais.


 

CIS-Guanabara inicia atividades do Projeto Guri

 

Aulas de canto coral, violino, viola, contrabaixo, saxofone e trompete são algumas das atividades oferecidas gratuitamente

 

A partir do dia 28 de agosto o CIS-Guanabara passa a sediar atividades do Projeto Guri, um dos maiores programas socioculturais do país. Aproximadamente 120 crianças terão aulas todas as terças e quintas-feiras, das 13h30 às 18h00, nas modalidades canto coral, cordas agudas (violino e viola), cordas graves (contrabaixo e violoncelo), madeiras (clarinete e saxofone) e metais (trompete, trombone e eufônio).

Segundo a gerente da Regional de Jundiaí do Projeto Guri, Eliza Langame, inicialmente, participam os alunos já matriculados no primeiro semestre. Ao todo são oferecidas 120 vagas. Em caso de desistência, novas vagas serão abertas. Os interessados devem procurar a coordenação do projeto nos dias de aulas. As atividades vão até a primeira semana de dezembro e após o recesso retornam em 2019. Além do CIS-Guanabara, o Projeto Guri atua em Campinas no DIC-5 e na Fundação CASA.

 

As aulas do Projeto Guri serão oferecidas no CIS-Guanabara,

as terças e quintas, no período da tarde. (Foto: Divulgação)

 

O Projeto Guri é mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos incompletos. Anualmente, cerca de 50 mil alunos são atendidos em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o Estado de São Paulo. Desde seu início, em 1995, o projeto já atendeu cerca de 650 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.

O acesso ao Projeto Guri é universal e gratuito, porém, a organização desenvolveu políticas e práticas com foco na inclusão de alunos em situação de vulnerabilidade econômica e social. A partir do momento em que passam a  integrar o Guri, os alunos recebem atenção que vai muito além do ensino musical, com foco em trabalhar observando todas as condições que afetam a vida e o bem-estar de cada um, incluindo educação, assistência social, saúde, habitação, entre outras necessidades.

 


 

 

CIS-Guanabara é a nova casa do Projeto Guri, em Campinas

 

 

Aulas de música para 120 alunos de 6 a 18 anos serão oferecidas gratuitamente duas vezes por semana

 

O músico Rafael Peregrino nunca imaginou que um dia pudesse integrar o grupo de alunos do Conservatório Royal de Mons, na Bélgica, tampouco, que viesse a cursar percussão sinfônica no Instituto de Artes da Unicamp. Essa escalada no mundo da música foi possível graças ao trabalho de base que desenvolveu em Marília, interior de São Paulo, no Projeto Guri, um dos maiores programas socioculturais do país, que a partir de hoje tem o CIS-Guanabara como sua mais nova casa em Campinas. A solenidade de abertura aconteceu nessa quinta-feira, às 10h00, e contou com as presenças do pró-reitor de Extensão e Cultura (PROEC-Unicamp), Fernando Hashimoto, do vice prefeito de Campinas, Henrique Magalhães Teixeira, da gerente da Regional do Guri, Eliza Langame e do diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco. Durante o evento, houve a apresentação do grupo Regional da Vila, formado por alunos e ex-alunos de pós-graduação e de graduação em música pela Unicamp, entre eles, Rafael Peregrino.

 

Integrantes da mesa durante de apresentação do projeto

que vai reunir 120 alunos na Estação Guanabara


         Para a gerente da Regional de Jundiaí do Projeto Guri, Eliza Langame, a história do aluno Rafael, da Unicamp, é um dos vários exemplos que ocorrem com certa frequência no Guri. “Isso para nós, é fenomenal, é ver o resultado de um trabalho conjunto, que nasce com a experimentação do aluno, cresce com ele se desenvolvendo, se descobrindo como músico e depois alcançando um patamar profissional, muitas vezes de estudo e de referência dentro da própria Unicamp. Isso é muito bacana, é muito positivo”, afirma orgulhosa.

 

Eliza Langame: “A parceria com a Unicamp é uma oportunidade

ímpar de integração de linguagens culturais”


         O pró-reitor Fernando Hashimoto, docente do curso de música da Unicamp, destaca a importância do cunho social do Guri, programa que apresenta muita afinidade com as propostas na Universidade. “O projeto, além do aspecto social, tem muita qualidade no aspecto artístico. Muitos alunos que fazem hoje graduação na Unicamp passaram pelo Projeto Guri, um modelo de extensão muito parecido com o que procuramos desenvolver na Universidade. Vale salientar a importância da parceria com o Governo do Estado e com a Prefeitura de Campinas, fortalecendo essa relação por meio de projetos dessa natureza”, avalia. O vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira enaltece a parceria com a Unicamp e considera essa nova casa do Guri um local especial em que as crianças terão oportunidade de aprender música numa antiga estação de trem, num ambiente que estimula o conhecimento e que é de grande relevância para na história de Campinas.

 

Fernando Hashimoto: “Projetos dessa natureza solidificam

parcerias entre a Universidade e os governos estadual e municipal”

         Sobre a importância do projeto social, Hashimoto destaca a utilização da música como instrumento de desenvolvimento dessas crianças. “A formação na área de artes trabalha com a sensibilidade dos alunos. Se você pega esses alunos na faixa entre 6 e 12 anos de idade, por exemplo, você consegue um desenvolvimento pela música, atinge áreas específicas do cérebro que nenhuma outra forma de educação proporciona. Você cria uma melhoria geral na formação dessa criança. Além disso, o ensino de música apresenta outras qualidades como o sentido de coletividade, já que você nunca faz música sozinho, de organização, de disciplina, de responsabilidade. É como no esporte, que desenvolve muito a capacidade espacial, de percepção, de tridimensionalidade. Um adulto que não teve essa oportunidade, tem mais dificuldades. Então a gente sabe que essa formação mais global elabora um repertório que desenvolve um cidadão mais equilibrado, do ponto de vista intelectual. Isso também traz a criança para o mundo real, deixando de lado as microtelas. Pelo menos, no momento em que está ensaiando ou se apresentando, o aluno se dá conta de que existe um mundo fora do celular”.


         Fazer do CIS-Guanabara a nova casa do Guri em Campinas, para Hashimoto, é estratégico, tanto para o projeto quanto para a Reitoria, porque o CIS é o espaço da Unicamp no centro da cidade. “Sediar o Guri não representa oferecer algo apenas para o aprendiz de música, mas também para sua família. Trata-se de uma atividade cultural que vai permitir que mais pessoas conheçam a Estação Guanabara, um centro cultural de relevância situado fora do campus da Unicamp”. Nesse sentido, a proposta do CIS, segundo o sociólogo e diretor do órgão, Marcelo Rocco, é oferecer paralelamente aos pais dos alunos atividades culturais enquanto as crianças estiverem em aula. Para Eliza Langame, contar com a Unicamp e, mais especificamente com o CIS-Guanabara como parceiro, é fundamental para o desenvolvimento do projeto Guri. “O trabalho que o centro cultural realiza vai complementar as ações do Guri e vice-versa. É a possibilidade de desenvolvimento de novos projetos, novas propostas para o espaço, tanto para os alunos do Guri quanto para o público que frequenta o CIS-Guanabara. Considero uma oportunidade ímpar de integração de linguagens culturais”, afirma.

 

Marcelo Rocco: “O CIS-Guanabara está sediando um projeto

de educação musical. Quem ganha é a sociedade”

  
         Nessa linha de raciocínio, Rocco ressalta que, tradicionalmente, os centros de cultura têm nas artes um meio de interlocução com o público, de modo que a música, assim como as artes visuais e cênicas figuram, quase sempre, como aquelas que vertem expressiva gama de ações à sociedade quando comparadas aos outros campos de interesse. “Fomentar e ofertar ações no campo da música é algo já esperado por qualquer centro cultural, no entanto, nessa ação conjunta com o Guri, o que estamos viabilizando é um projeto de educação musical e, nesse sentido, ser um centro cultural que também abriga uma escola de música nos coloca numa condição de grande relevância e quem sai ganhando com isso é a sociedade”, afirma.

 

Henrique Magalhaes Teixeira: “Aprender música é um desafio,

daí a importância da família nessa caminhada com as crianças”

         Durante a solenidade de abertura, a professora Diana Patrícia Ferreira de Santana, mãe de três alunos do Guri, fez um agradecimento especial aos educadores do projeto, mostrando o quanto eles são importantes para a formação de seus filhos. “A música tem uma função terapêutica que torna o ser humano melhor. O reflexo disso eu percebo dentro de casa”, afirma. Henrique Magalhães Teixeira, músico de formação, diz que o aprendizado da música é um desafio e a participação da família é essencial. “Ao longo desse percurso, o estímulo e apoio dos pais é fundamental para aflorar as potencialidades e o desenvolvimento dos alunos.” O evento contou com a palestra do historiador Henrique Anunziata que focalizou temas ligados ao patrimônio ferroviário. “É importante que os alunos e os pais que aqui permanecerão duas vezes na semana saibam da importância histórica dessa estação que a partir de agora se torna, também, uma escola de música”, ressalta. O aluno do curso de física da Unicamp e coordenador geral do Trote da Cidadania, Tiago Enrique Cantuário,  participou do evento e fez a doação de 200 canecas para as crianças do Guri. “É a forma simbólica que encontramos para dar boas vindas às crianças que agora iniciam uma trajetória no CIS-Guanabara e que pode culminar, quem sabe, em algum curso de graduação da Universidade”, diz.

 

Evento de lançamento do Projeto Guri reuniu autoridades e pais de alunos de música


         No CIS-Guanabara o curso começa no dia 28 de agosto. As aulas serão realizadas as terças e quintas, das 13h30 às 18h00, nas modalidades canto coral, cordas agudas (violino e viola), cordas graves (contrabaixo e violoncelo), madeiras (clarinete e saxofone) e metais (trompete, trombone e eufônio). Inicialmente, participam os alunos já matriculados no primeiro semestre. Ao todo são oferecidas 120 vagas. Em caso de desistência, novas vagas serão abertas. Os interessados devem procurar a coordenação do projeto nos dias de aulas. As atividades vão até a primeira semana de dezembro e após o recesso retornam em 2019. Além do CIS-Guanabara, o Projeto Guri atua em Campinas no DIC-5 e na Fundação CASA.
 
         Mais sobre o Guri
         O Projeto Guri é mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos incompletos. Anualmente, cerca de 50 mil alunos são atendidos em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o Estado de São Paulo. Desde seu início, em 1995, o projeto já atendeu cerca de 650 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.
         A Amigos do Guri é uma organização social de cultura que administra o Projeto Guri. Desde 2004, é responsável pela gestão do programa no litoral e no interior do estado de São Paulo, incluindo os polos da Fundação CASA. Além do Governo de São Paulo, idealizador do projeto, a Amigos do Guri conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas. Seus principais objetivos, segundo Eliza Langame, são fortalecer a formação das crianças, adolescentes e jovens como sujeitos integrados positivamente em sociedade e difundir a cultura musical em sua diversidade. “As ações propõem às crianças, adolescentes e jovens a potencialização de suas dimensões estética, afetiva, cognitiva, motora e social por meio da valorização das diferentes expressões culturais e o estímulo a criações e apresentações de grupos musicais”, explica.

 

Rafael Peregrino: “Estou à vontade para dizer aos meninos que aproveitem,

mesmo, essa experiência, que é única”


          O acesso ao Projeto Guri é universal e gratuito, porém, a organização desenvolveu políticas e práticas com foco na inclusão de alunos em situação de vulnerabilidade econômica e social. A partir do momento em que passam a  integrar o Guri, os alunos recebem atenção que vai muito além do ensino musical, com foco em trabalhar observando todas as condições que afetam a vida e o bem-estar de cada um, incluindo educação, assistência social, saúde, habitação, entre outras necessidades.
          A partir de 2008, o Projeto Guri criou o programa “Aulas Espetáculo”, um circuito de apresentações interativas de grupos musicais brasileiros, reconhecidos pela crítica por suas propostas inovadoras. A ação visa democratizar o acesso à cultura para os alunos e a comunidade das cidades em que ocorrem as apresentações. Os artistas convidados mesclam ao seu show usual elementos didáticos, como conceitos sobre teoria e técnica musical, e interagem com os estudantes, de forma a ampliar seu universo de referências e inseri-los num novo contexto musical.
         Outro programa é o “Grupos de Referência”, uma oportunidade para jovens em estágio mais avançado de aprendizagem de aprimorar seu conhecimento musical, melhorar suas técnicas, refinar seu repertório e participar de diversas atividades e eventos que proporcionam a troca de experiência com estudantes de diferentes polos, músicos e regentes de grande destaque nacional e internacional. “É o momento de deixar de seguir para serem seguidos, tornando-se exemplo para os guris em desenvolvimento”, afirma Eliza Langame. Rafael Peregrino antes vir para a Unicamp participou dos Grupos de Referência e também atuou como professor do projeto em cidades na região de Marilia, sua terra natal. “Com essa vivência no Guri e as possibilidades que o projeto me proporcionou, me sinto muito à vontade para dizer aos meninos que aproveitem mesmo essa experiência, que é única”, afirma o aluno da Unicamp. 
 
         Grupo Regional da Vila
 
         Durante a cerimônia de abertura, o grupo Regional da Vila apresentou parte do repertório do projeto “Música Brasileira em foco: 100 anos de Jacob do Bandolim”. Formado por alunos e ex-alunos da pós-graduação e graduação em música pela Unicamp, o grupo nasceu em 2018 e tem como objetivo difundir a cultura musical brasileira através de um olhar sobre a linguagem musical singular do choro. Com apresentações em casas noturnas e centros culturais em São Paulo e Campinas, o Regional da Vila conta com cinco integrantes. Além do ex-aluno do Projeto Guri, Rafael Peregrino (pandeiro), integram o conjunto Ricardo Henrique (violão de seis cordas), Guilherme Sakamuta (bandolim), Maurício Guil (violão de sete cordas) e Eduardo Pereira (cavaquinho).

 

Grupo “Regional da Vila”: Homenagem a Jacob do Bandolim e difusão da cultura

do choro dentro e fora da universidade


         Ao longo desse ano, o grupo vem fazendo homenagem ao centenário de um dos maiores compositores e bandolinistas da música instrumental brasileira, Jacob do Bandolim. “O projeto Música Brasileira Em Foco: 100 Anos de Jacob do Bandolim, para além de sua abordagem artística, traz uma continuidade do programa Caminhos do Choro realizado em parceria com web rádio Unicamp, em que buscamos homenagear, mensalmente, um compositor ou instrumentista ligado ao choro”, afirma o integrante do grupo, Ricardo Henrique. “Nossa proposta é difundir a cultura do choro dentro e fora da universidade de forma a favorecer a ampliação do alcance social desse patrimônio cultural brasileiro”.
 


CIS-Guanabara sedia encontros

sobre cultura indígena na RMC

 

Evento gratuito tem primeiro encontro no dia 25 de agosto

 

Durante o segundo semestre desse ano o CIS-Guanabara será sede de cinco encontros promovidos pelo grupo EtnoCidade, coletivo de indígenas e não-indígenas que busca dar visibilidade às etnias indígenas que vivem em contexto urbano na Região Metropolitana de Campinas. O primeiro evento, dia 25 de agosto, das 13h00 às 17h00, tem como tema “Educação Decolonial: uma conversa de como os indígenas podem contribuir para a inclusão da diversidade etnicocultural nas escolas ” O encontro será coordenado pelo sociólogo e promotor cultural Alessandro José de Oliveira.

Segundo Oliveira, a ideia é promover uma reflexão a partir da experiência de personagens de origem indígena que vivem na RMC. “Vivenciar o diálogo de fato e o compartilhamento de sentidos com indígenas que vivem na cidade permitiu-me um alargamento de minhas possibilidades de interpretar o mundo”, afirma. “Isso demanda um exercício cotidiano de alteridade e disposição para abandonar a zona de conforto gerada pelas certezas preestabelecidas como pilares de certa concepção dominante de conhecimento”. O objetivo desse encontro é dialogar com professores e público em geral sobre a situação dos indígenas que vivem em metrópoles, examinar alguns aspectos da história oficial, alertar para os vícios coloniais e refletir sobre diferentes modos de lidar com a racionalidade hegemônica tão presente na sociedade urbana.

Coletivo EtnoCidade discute a situação de indígenas que vivem na Região Metropolitana de Campinas

Criado em 2015, o EtnoCidade busca fomentar discussões e reflexões sobre cultura indígena em contexto urbano através da edição anual da Feira de Cultura Indígena de Campinas. Também procura dar visibilidade promovendo atividades culturais e apresentando o conhecimento das culturas indígenas para as escolas e instituições da cidade de Campinas e região. Oliveira afirma que o grupo procura oferecer meios para que os indígenas possam manter sua cultura mesmo vivendo em cidades e longe de suas aldeias. “O que pretendemos é quebrar estereótipos, preconceitos e mudar paradigmas que são associados à diminuição dos indígenas, esclarecendo a sociedade nos âmbitos público e privado sobre nossa herança identitária indígena”, afirma Oliveira.

          Ao longo do segundo semestre serão realizados mais quatro encontros: “Direitos achados na roça” (dia 22 de setembro), “Corpos indígenas – corpos políticos: os privilégios caçados a laço” (dia 27 de outubro), “Vivências de culinária indígena” (dia 01 de dezembro) e “Xondora e Capoeira – irmão na resistência” (dia 15 de dezembro). A atividade no CIS-Guanabara tem a coordenação das agentes culturais Irani Ribeiro e Maria Aparecida Vaz Bueno. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, bairro Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local).


Visita guiada na Estação Guanabara

encerra programa Roda SP

178 passageiros embarcaram na plataforma que um dia recebeu o imperador D. Pedro II

 

Os passageiros que participaram da última etapa do programa Roda SP nesta quinta-feira (5 de julho) tiveram a oportunidade de conhecer alguns aspectos da história da ferrovia de São Paulo. Antes de embarcarem com destino a Serra Negra e Amparo, rebobinaram o fio do tempo, retornaram ao ano de 1876 quando foi inaugurada oficialmente a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. O estudioso da história de Campinas, Wagner Paulo dos Santos, falou sobre a vinda do imperador D. Pedro II a Campinas a bordo da Maria Fumaça e da Estação Guanabara como importante entroncamento ferroviário que ajudou a desenvolver um bairro de Campinas que é hoje uma das áreas mais valorizadas da cidade.

Wagner Santos lembra que D. Pedro II passou pela Estação Guanabara em 1876, na inauguração da Companhia Mogiana. “O imperador veio de trem do Rio de Janeiro a São Paulo. Na capital, pegou a antiga estrada de ferro dos ingleses que unia Santos a Jundiaí, de onde seguiu para Campinas. Ele embarcou na Estação Central de Campinas (hoje Estação Cultura), veio para a Estação Guanabara e seguiu para Mogi Mirim. Evidentemente, no trecho Campinas-Mogi Mirim já existiam as paradas planejadas, nas fazendas dos grandes produtores de café. O imperador aproveitou a oportunidade para conceder títulos de barão e de visconde aos fazendeiros, de acordo com as conveniências políticas da época. Os novos barões, enaltecidos, aplicavam mais dinheiro nas ferrovias, algo muito importante para o desenvolvimento do estado”, afirma o estudioso revelando que na primeira visita do imperador a Campinas, em 1852, a viagem se deu no lombo de uma mula.  

 

O Estudioso da história de Campinas, Wagner Santos, relata aspectos da memória da ferrovia paulista

 

O palestrante revelou também que o bairro Guanabara era um lugar afastado do centro, mas com algum sinal de uma industrialização que se fortaleceria nos anos seguintes. “A Estação Guanabara tornou-se uma espécie de entroncamento ferroviário. Houve um momento em que eram embarcados mais passageiros aqui do que na Estação Central. Toda a produção agropecuária que vinha do interior de São Paulo passava pela Estação Guanabara com destino a estação Central de Campinas. De lá seguia para diferentes destinos, como São Paulo e Santos. A estação Guanabara, no entanto, passou a ser um importante entreposto. Aquilo que não era transportado para a capital, como as máquinas agrícolas, ficava nos barracões e daqui seguiam para fazendas em Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Jaguariúna, por exemplo. Ou seja, a Mogiana começava a ganhar vida própria, era o pontapé inicial de uma nova linha, de um mercado que começava a se expandir para uma região até então desabastecida de linha ferroviária”.

 

Antiga estação de trem em Mogi Mirim:

fazendeiros investiam no desenvolvimento da ferrovia paulista

 

O programa Roda SP, iniciativa da Secretaria Estadual de Turismo, teve início no dia 21 de junho. Inicialmente estavam previstas saídas diárias de um ônibus para Serra Negra e Amparo (terças, quintas e sábados) e Águas de Lindóia e Lindóia (quartas, sextas e domingos). Por conta da grande procura, com bilhetes no valor de R$ 10,00, a organização ampliou o número de ônibus. Em média, partiram diariamente da Estação Guanabara três ônibus. Hoje, foram necessários quatro veículos coletivos para atender a demanda. Segundo a agente Cultural do CIS-Guanabara, Flávia Moraes Salles, idealizadora do projeto memória-viva que possibilita a visita guiada coordenada por um estudioso ou personagem que vivenciou os áureos tempos da ferrovia paulista, a Secretaria Estadual de Turismo já sinalizou que o programa poderá se repetir no próximo ano. “Caso se confirme, nossa proposta é intensificar as visitas guiadas, apresentando aos passageiros um pouco da memória da ferrovia paulista”, afirma. 

 

Ônibus do Roda SP na Estação Guanabara: programa poderá se repetir no próximo ano

 

 


 

Ferroviário aposentado relata

memórias no CIS-Guanabara

 

Ivo Arias é o convidado “memória viva” em projeto

do Sesc que tem etapa no próximo domingo na Estação Guanabara

 

 

O ferroviário aposentado Ivo Arias, 76 anos, foi telegrafista, chefe de estação, controlador de circulação de trens e chefe do Departamento de Transporte em diferentes companhias. Vestiu o uniforme da Sorocabana, da Mogiana, da Fepasa, empresa onde se aposentou em 1987. Lembra com emoção dos áureos tempos da ferrovia no estado de São Paulo, quando as estações de Campinas integravam o roteiro que partia do interior e seguia para o porto de Santos. “As pessoas estavam sempre bem vestidas. Os homens de terno, gravata e chapéu, muitas mulheres usavam luvas. Os funcionários da estação deviam usar quepe, terno e os sapatos muito bem engraxados, caso contrário, tomavam um dia de suspensão”, fala em tom nostálgico. Arias, como era conhecido no meio ferroviário, é o convidado “memória viva” do CIS-Guanabara para o projeto “Campinando...”, iniciativa do Sesc-Campinas que ocorre no próximo domingo em diferentes locais históricos da cidade.

Trata-se de uma proposta de (re) conhecimento de Campinas, que no auge de seus 244 anos têm uma história permeada por transformações importantes para a cidade e o país. Passeios e vivências vêm ao encontro da memória, dos patrimônios materiais e imateriais, das áreas naturais e rurais e das personagens que Campinas abriga, como o ferroviário Ivo Arias, além da tecnologia, da ciência e das artes produzidas no município.

A apresentação será às 8h30 no hall de entrada da Estação Cultura. O roteiro terá início às 9h00, com acompanhamento de guia turístico credenciado pelo Ministério do Turismo. A visita guiada começa na Estação Cultura onde os participantes terão uma introdução à história da ferrovia e sua trajetória em Campinas. Na sequência, embarque em ônibus para passeio pelo Palácio da Mogiana. “Após almoço ocorre a visita guiada na antiga Estação Guanabara, onde o ferroviário Ivo Arias terá a oportunidade de relembrar momentos de seus quase 35 anos de profissional de diferentes companhias de trem”, diz a agente cultural e responsável pela etapa no CIS-Guanabara, Flávia Moraes Salles. Na sequência, visita à Estação Anhumas para embarque no trem da Maria Fumaça com destino à Estação de Tanquinho. O retorno está previsto para a Estação Cultura às 18h30.

Para alguns, viajar de trem é um resgate da memória, para outros é uma oportunidade de descobertas. Em Campinas a ferrovia surgiu nos tempos áureos do café e era o meio de transporte mais utilizado para escoar a produção, fator primordial para o crescimento e desenvolvimento da cidade. Durante a visita guiada no CIS-Guanabara, o ferroviário aposentado terá também a oportunidade de falar da decadência desse sistema de transporte e da importância da preservação dessa memória. 

O aposentado Ivo Arias é o “memória viva” que coordenará a visita guiada no CIS-Guanabara

 

Arias vivenciou um momento triste da memória ferroviária de São Paulo, uma espécie de crônica da morte anunciada quando, segundo ele, os horários dos trens que partiam do interior rumo à capital foram alterados com o objetivo velado de acabar com esse meio de transporte e dar início ao sucateamento que se estende até os dias atuais. Ele lembra que o trem procedente da Alta Sorocabana, com passageiros de cidades como Presidente Prudente, Assis e Ourinhos, chegavam a São Paulo às 6h00 da manhã e retornavam para o interior às 18h00. “Os passageiros eram comerciantes que enchiam suas sacolas com produtos das ruas 25 de Março e José Paulino, passavam o dia fazendo compras e voltavam no final da tarde para as cidades de origem. Esses trens viviam lotados.” Em meados dos anos 1970, no entanto, os horários mudaram. Os trens passaram a chegar à capital às 16h00 e retornavam às 8h00 do dia seguinte. “Com esse novo horário, os passageiros desapareceram. A viagem não se tornava mais viável para o comerciante. Os trens ficaram vazios e o sistema tornou-se deficitário. Moral da história: acabaram com a linha. Era o início do fim da derrocada da ferrovia paulista”, fala com propriedade.

Apesar do sucateamento desse meio de transporte, o ferroviário fala com orgulho de seu papel na preservação de composições e percursos que mantém viva a memória da ferrovia paulista, como no trecho que liga a estação Anhumas, em Campinas, até a cidade vizinha de Jaguariúna. “Participei desse processo de preservação no sentido de sensibilizar os gestores da Fepasa. Apontei as locomotivas e os vagões que deveriam ser preservados” Arias foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e hoje atua como voluntário da entidade. “Sempre que possível vou aos finais de semana a Anhumas e Jaguariúna, só para ver se está tudo funcionando certinho”, fala com a naturalidade de quem viveu quase 35 anos entre trilhos, plataformas e composições ferroviárias.

 

 


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