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Estão abertas as inscrições para envio de propostas para 2018!!

           Fique atento aos prazos de inscrições:

 

  • Para realização de eventos no período de JANEIRO a FEVEREIRO de 2018 – Prazo de inscrição: até  20 de dezembro de 2017

  • Para realização de eventos de MARÇO a JUNHO – Prazo de Inscriçãoaté  31 de janeiro  de 2018

  • Para realização de eventos de JULHO a DEZEMBRO  – Prazo de Inscrição: até 31 de maio de 2018

 

 As  inscrições  devem  ser  feitas  via  Formulário de  Agendamento.

O formulário e instruções gerais de preenchimento estão disponíveis em nosso site:

http://www.cisguanabara.unicamp.br/280814.htm


Dona Jacy, integrante de grupo de música sediado no CIS-Guanabara, completa 100 anos

 

Reitor participa de homenagem feita por grupo de cantores

em que a caçula tem 70 anos de idade

 

Texto: Amarildo Carnicel       

Fotos: Sérgio de Souza Silva

 

Todas as tardes de segunda-feira a gare do CIS-Guanabara é invadida por uma cantoria afinada, produzida na Galeria I. De lá, em meio a acordes de Vinícius de Moraes, de Adoniran Barbosa e de Vítor e Leo , baixos, barítonos e sopranos ensaiam novos arranjos de samba, bolero, MPB e música sertaneja. São cantores que integram o programa “Brincando com a Música”, sediado há três anos na Estação Guanabara, em que a caçula da turma tem 70 anos e a decana está prestes a completar um século de vida. E para comemorar o centenário de dona Jacy de Arruda Faccioni, que ocorre no próximo dia 17, o grupo se reuniu hoje para uma apresentação especial que contou com a presença de inúmeros convidados, entre eles, o reitor da Unicamp, professor Marcelo Knobel.

 A comemoração do aniversário de dona Jacy marca a primeira visita oficial do reitor ao CIS após sua posse em abril desse ano. Para Marcelo Knobel, celebrar o centenário de uma integrante de um dos inúmeros grupos sediados na Estação Guanabara é um momento especial, não apenas para o grupo que atua no CIS, mas para toda a comunidade acadêmica. "Atividades como esta evidenciam o esforço da Unicamp na direção de uma integração maior com a sociedade, não só por meio da pesquisa e do ensino, mas também pela arte e a cultura".

Para o sociólogo e diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco, o projeto fomenta a participação de pessoas que queiram compartilhar o prazer de cantar e declamar poesias, sem que haja qualquer pré-requisito. Para além da ação, o mais importante para o CIS é fomentar iniciativas que atendam a terceira idade, uma vez que o mercado do entretenimento não prioriza essa faixa-etária. “Essas pessoas encontram nessas tardes não somente interlocutores da música e poesia, mas a possibilidade de ampliar o convívio com o outro, afastando de vez a condição de solidão e esquecimento, algo que muitos idosos estão sujeitos”.

Tudo na memória – Quem vê dona Jacy sem apoio de bengala e desprovida de óculos para leitura quando canta ou declama poemas não imagina que a senhora com pouco mais de 1 metro e meio de altura comandando um grupo de idosos está fazendo 100 anos. “Faço minhas sessões de fisioterapia com disciplina”, justifica. “Agora, as letras de música e de poemas, eu fico até tarde da noite decorando para não fazer feio na hora da apresentação. Por isso não leio diante do público”. Isso justifica a declamação do longo poema Vida Plena , de sua autoria, em que todo o conteúdo é previamente memorizado. “Só me preocupo com a interpretação”.  

Natural de Sales de Oliveira (SP), dona Jacy traz em sua biografia passagens difíceis. “A vida foi dura comigo”, avalia. Aos seis anos de idade perdeu a mãe. Aos sete perdeu o pai, a casa e viu a família se desfazer quando as cinco irmãs foram distribuídas entre os parentes. “O mundo desabou sobre mim. Passei a ser a orfãzinha que todos tinham piedade. Perdi minha identidade e briguei com Deus. Só me reencontrei com ele aos 13 anos quando praticamente assumi a ‘guarda’ de minha irmãzinha, filha de minha tutora. Se hoje chego aos cem anos sem perceber é por causa da grande fé que tenho em Deus”, acredita.

Apesar dessa história que poderia alimentar o roteiro de uma novela ou de um drama cinematográfico, dona Jacy se recorda com saudade dos tempos de criança. “Minha infância foi muito linda. Segundo minha cabecinha que trabalha e que flutua muito, sempre imaginei que meu pai fosse um boêmio. Ele tocava vários instrumentos, violão, bandolim e chocalho. Ele trabalhava muito, acordava cinco horas da manhã voltava só à tarde, tomava seu banho, e saía para encontrar com poetas e escritores. Lembro que ele pedia para a mamãe me distrair até ele voltar. Acho que eu era uma das filhas mais salientes e ele gostava de ficar comigo”. Ela acredita que suas influências musicais e literárias tenham vindo de seu pai.

Viúva, três filhos, sete netos e 13 bisnetos, dona Jacy mostrava-se uma pessoa avançada, um ponto fora da curva para uma mulher que chegava à maturidade nos anos 40 do século passado, apesar disso ela insiste que “foi criada à moda antiga”. Casou-se aos 28 anos e numa época em que a maioria das mulheres era sustentada pelo pai ou marido, ela foi à luta, cursou contabilidade quando percebeu que o dinheiro proveniente de suas costuras não era algo muito seguro. “Muita gente pedia o serviço e não pagava. Era difícil”, lamenta.

Afirma ter descoberto sua veia literária já em Campinas, quando passou a coordenar uma oficina de poesia na Associação de Moradores do Bairro da Vila Marieta. No entanto, dona Jacy nutria dois sonhos que se realizaram quando a maioria das pessoas já teria pendurado as chuteiras: fez magistério e tornou-se professora de pré-primário aos 72 anos e subiu ao palco na condição de atriz aos 90, quando interpretou um trabalho realizado no Teatro do Sesc. “No magistério eu era a substituta virtual. Quando faltava professor, alguém me telefonava em cima da hora. Eu ia correndo, mas com uma alegria...”    

Música e poesia – Seu interesse pela arte mantém vivo no grupo “Brincando com a Música”, que na verdade, é uma espécie de sarau em que os idosos dividem os ensaios em dois momentos. Dona Jacy coordena os trabalhos de literatura. “Temos uma agitação bastante grande. Ensaiamos poemas, declamamos e tudo termina com a apresentação de um jogral. Há poesia individual também.” Esse é um dos momentos em que o militar reformado, Jacyro Bertozzo, 80 anos, expõe seu talento quando declama poemas de seu livro Cordel Paulista.

Na segunda parte dos trabalhos, o grupo ensaia o coral, sob a coordenação de dona Mildred Ravizza, 73 anos, que logo avisa: “Aqui não tem lugar para a ‘sofrência’ [também conhecida como dor de cotovelo], músicas desse gênero não têm espaço no repertório”, afirma com a autoridade de quem comanda essa atividade musical há muitos anos. Ela lembra que os ensaios ocorriam no Sesc desde 2003, porém as oficinas ali sediadas ganharam novos formatos e o grupo ficou à deriva. “Mas um trabalho desse não podia terminar dessa forma. Ainda bem que a Unicamp abriu suas portas e hoje estamos aqui, muito felizes”.

Dona Marilisa Matiazzo Andreoli, 79 anos, a mais nova integrante do grupo [nova de casa e não de idade, faz questão de afirmar] é um retrato dessa felicidade dos idosos: “Nos sentimos muito alegres. É uma terapia. Quando termina o ensaio não vejo a hora de chegar a próxima segunda-feira para estar aqui novamente”. O aposentado César Maiolini, 73 anos, voz marcante do coro masculino e sempre um dos primeiros a chegar, procura transitar com a mesma desenvoltura na música e na literatura. Além de cantar afinado, pouco antes da homenagem, fala baixinho com orgulho sobre a poesia que escreveu para esse encontro. “Dona Jacy não sabia de nada, foi uma surpresa que fiz para ela”, fala orgulhoso.

Mildred Ravizza exalta a importância do grupo, o enorme bem que seus integrantes fazem quando se apresentam a cada dois meses na Casa de Terapia Reviver. “Faz um bem enorme para eles e para nós”. O número de integrantes do grupo “é um pouco flutuante. Os médicos atrapalham nossos ensaios”, afirma de maneira bem humorada. Dona Jacy, atenta, interfere na conversa. “Nossa coordenadora musical é muito competente e exigente. Se não ensaia, não canta. Os arranjos são únicos e ninguém pode atravessar aqueles que estão cantando certo. Ela [Mildred] não gosta quando eu falo isso, mas é a pura verdade. É por isso que esse grupo deu tão certo.” Dona Jacy acrescenta que o CIS-Guanabara é um espaço para o idoso “expressar e extravasar seus sonhos poéticos. A música faz muito bem para o espírito, é um momento de êxtase”.

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Alunos do IA apresentam peça teatral

 no CIS-Guanabara

 

Espetáculo Carcaças ocorre de sexta a domingo. A entrada é franca

 

Alunos do Instituto de Artes da Unicamp apresentam nos próximos dias 08, 09 e 10 de dezembro, às 19 horas, no CIS-Guanabara, o espetáculo Carcaças. Produzido pela Pedra Cia. de Teatro, o espetáculo é resultado de um trabalho realizado ao longo desse ano por alunos que foram contemplados na 7ª edição do edital Aluno-Artista (SAE/Unicamp), sob a orientação artística do professor Junior Romanini. A entrada é franca. Os ingressos serão distribuídos meia hora antes do espetáculo.

Segundo Gabriel Pangonis, um dos intérpretes de Carcaças, o texto transita no universo de Guimaraes Rosa num cenário com elementos do sertão, do cerrado e da savana. É o pano de fundo onde “corpos nômades transitam entre polos e trazem em suas narrativas diferentes facetas da tristeza que, vez ou outra, assola os humanos”, afirma Pangonis.

Carcaças pode ser visto de sexta à domingo, no CIS-Guanabara, sempre às 19 horas

 

Ficha Técnica

Intérpretes Criadores: Eder Asa; Fernanda Pio; Gabriel Góes, Gabriel Pangonis e Lucas Fernandes.

Execução musical: Otis Selimane Remane

Orientação Artística: Júnior Romanini

Provocação: Matteo Bonfitto
Consultoria Visual: Helô Cardoso

Figurino e cenário: Ju Maltempe e o grupo

 

Serviço

Espetáculo: Carcaças

Datas: 08, 09 e 10 de dezembro

Horário: 19h00

Local: CIS Guanabara

Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas. Estacionamento gratuito no local.

Entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos meia hora antes de cada espetáculo


 

Casa da Gestante realiza exposição

no CIS-Guanabara

 Evento será aberto no dia 13, às 19h30.

A entrada é franca

         No período de 13 a 15 de dezembro o CIS-Guanabara sedia a exposição Em Cantos, mostra de pintura, colagem, poema, vídeo e fotografia realizada por mulheres atendidas pela Casa da Gestante, serviço vinculado ao Instituto Padre Haroldo. A abertura do evento será no dia 13 (quarta-feira), às 19h30. Nos dias 14 e 15 as atividades começam às 13h00 e se estendem até às 20 horas com rodas de conversa, oficina de shantala e ciranda. O evento tem entrada franca.

A Casa da Gestante atende mulheres maiores de 18 anos que vivem em situação de extrema vulnerabilidade social. Trata-se de uma unidade de acolhimento para gestantes, puérperas (mulheres que deram à luz recentemente) e seus bebês. O serviço tem capacidade para acolher 20 pessoas, sendo gestantes e filhos de zero a 6 anos de idade, por um período de até dois anos.

 

Serviço

Evento: Exposição Em Cantos

Data: 13 a 15 de dezembro

Horário: 19h30

Local: CIS-Guanabara

Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).  Entrada gratuita

 


 

CIS-Guanabara realiza feira de arte,

moda e cultura afro-brasileira

 

Palestra e lançamento de livro integram a programação que tem entrada franca

         

Racismo, genocídio da população negra, formas de resistência, superação do preconceito e manifestações de cultura e arte afras são temas que permeiam a Feira de Arte, Moda e Cultura Afro-brasileira que será realizada no próximo dia 16, das 16h00 às 22h00, no CIS-Guanabara. O evento é aberto ao público em geral e tem entrada franca.

A feira, no entanto, não será apenas um espaço para apresentações culturais, culinária e comercialização de produtos afros. “Nossa intenção, na verdade, é compor a programação com elementos que possibilitem uma reflexão sobre a situação do negro no Brasil”, afirma a idealizadora e organizadora da feira, Irani Ribeiro. Nesse sentido, está programada a palestra “Diálogos para uma Literatura Negra” que será ministrada pela escritora Cidinha da Silva que estará lançando o livro Parem De Nos Matar. A palestra será seguida de debate que contará com a moderadora Anselma Sales, formada em Letras pela Unicamp e doutoranda na mesma área do conhecimento na USP.

A historiadora Cidinha da Silva, autora do livro Parem de Nos Matar

Parem De Nos Matar é o décimo livro da historiadora mineira, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Cidinha da Silva. O livro aborda o genocídio da juventude negra por meio de crônicas produzidas entre 2012 e 2016. Em entrevista ao Blog Correio Nagô, ela fala sobre a experiência dessa publicação: “não é um livro que se tenha alegria ao fazer, é o contrário disso, pois fala da morte imposta à população negra no Brasil, na diáspora e em África, tanto pelo extermínio físico, quanto pela morte cultural e simbólica”. Ela ressalta que a obra, ao longo de 72 crônicas distribuídas em 240 páginas, trata também da resistência da comunidade negra. “É uma leitura densa que exige estômago e coragem. É um livro que exige mais do que o desgastado uso do termo ‘denúncia’ para caracterizá-lo. A obra é testemunha de acusação do genocídio contemporâneo da população negra. É memória viva em transformação que se vale da crônica como suporte”, afirma a autora.

Capa do livro que será lançado dia 16 de dezembro no CIS-Guanabara

 

Anselma Sales, professora formada pela Unicamp, será a moderadora do debate

 

Serviço

Data: 16 de dezembro

Horário: 16h00 às 22h00

Local: CIS-Guanabara

Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local)

Entrada gratuita

 


 

Mostra no CIS-Guanabara apresenta

trabalhos de alunos de Pedagogia

 

Evento realizado pela Metrocamp será dia 5 de dezembro. A entrada é franca

 

O CIS-Guanabara sedia no dia 5 de dezembro (terça-feira), às 20 horas, a exposição Tudo o que Imagino. A mostra reúne trabalhos de 35 graduandos do 4º semestre do curso de Pedagogia da Devry-Metrocamp sob curadoria da professora Denise Valarini. A mostra apresenta produções pautadas por narrativas da vida cotidiana, memórias da infância, temáticas sobre o tempo e a paisagem que serão apresentadas ao público por meio de desenhos, fotografias, esculturas, pinturas, vídeos e instalações.

          Segundo a curadora, a arte passou a ser um campo de conhecimento essencial para formação do pedagogo. Dessa maneira vem realizando um trabalho com ênfase na poética visual do professor-pedagogo possibilitando aos alunos o contato com metodologias de ensino, história da arte e produção artística.

          Denise Valarini, mestre em Artes Visuais pela Unicamp, reconhece que o objetivo desse projeto se manteve no processo criativo. “No entanto, as produções me chamaram muito a atenção, me motivando a buscar um espaço cultural do porte do CIS-Guanabara para partilhar com a comunidade a pesquisa e a produção artística desses futuros pedagogos que serão os responsáveis pela iniciação artística das crianças na escola”.

          A aluna Ingrid Araújo, uma das expositoras, relata que “é muito importante que o pedagogo tenha conhecimentos intrínsecos sobre a arte, para que nessa condição possa sensibilizar seus alunos e contribuir para a formação estética e o senso crítico”.

          Na noite de abertura, haverá premiação dos melhores trabalhos que serão julgados por Diogo Bueno, graduado em Artes Visuais pela PUC-Campinas, e Ana Piu, palhaça e pesquisadora portuguesa formada pelo Centro Dramático de Évora. A coordenação da exposição, que tem entrada franca, é da professora Carmem Julia Pereira.

 

Esculturas, pinturas, desenhos e fotografias

integram a mostra sobre o uso da arte na Pedagogia

 

Serviço

Exposição: Tudo o que Imagino

Data: 05 de dezembro

Horário: 20h00

Local: CIS Guanabara

Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas. Estacionamento gratuito no local.

Entrada gratuita


O artesanato como instrumento de cidadania

CIS-Guanabara faz a parceria entre Unicamp e PUC-Campinas

 

Texto: Amarildo Carnicel

Fotos: Sérgio de Souza Silva

 

Érica Pereira, 29 anos, é moradora da ocupação urbana Joana d’Arc, em Campinas. Mãe de seis filhos (o caçula tem três anos e o mais velho é um adolescente de 14), viúva do primeiro marido e divorciada do segundo, ela foi uma das primeiras pessoas a se instalar na região onde estava o antigo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), na Estação Anhanguera, ao lado da rodovia que leva o mesmo nome. Para sustentar os filhos, sempre fez de tudo um pouco. Trabalhando como manicure a domicilio, nunca perdia a oportunidade de oferecer às clientes doces e bolo gelado, que preparava em casa nas horas vagas. “Mas essa fase acabou. Hoje sou uma artesã e é desse trabalho que tiro o sustento da minha família. Depois das oficinas de artesanato que fiz no CIS-Guanabara posso dizer com orgulho: sou uma empreendedora”, comemora. A oficina a que ela se refere é uma etapa do projeto de extensão “A cidadania feminina em ocupações urbanas: mulheres em ação politizando a cidade”, sediado na PUC-Campinas, que escolheu o CIS-Guanabara como parceiro para o desenvolvimento das atividades. Essa parceria entre Unicamp e PUC-Campinas é um dos inúmeros exemplos de ação extensionista e que se insere nas prioridades da atual gestão da Universidade Estadual de Campinas.

A oficina de artesanato do CIS-Guanabara é uma etapa desse projeto de extensão coordenado pela socióloga da PUC-Campinas, Stela Cristina de Godoi. Trata-se de um trabalho que propõe ações socioeducativas sobre o tema dos direitos sociais das mulheres e seu protagonismo no acesso às políticas públicas para a redução da pobreza e desigualdade no Brasil. “Queremos que essas mulheres se reconheçam como sujeito de direito, se apropriem de suas próprias potencialidades e, neste processo, também se fortaleçam enquanto um grupo organizado para a geração de renda através do trabalho associativo”, afirma.

Stela de Godoi: estímulo ao trabalho artesanal associativo para a geração de renda contribui

para o fortalecimento do Espaço das Joanas (Foto: Sérgio de Souza Silva)

A socióloga esclarece que o trabalho é mais abrangente, pois há uma preocupação de conscientização que perpassa as diferentes etapas do projeto. São realizadas oficinas para a discussão dos direitos e políticas públicas voltadas às mulheres em que se busca problematizar os temas elencados pelas participantes. “Em meio ao trabalho associativo, desenvolvido coletivamente no espaço da própria ocupação, criamos um tempo em que as mulheres puderam dividir com outras companheiras os dilemas outrora vividos solitariamente em suas rotinas domésticas”, afirma. Stela elenca aspectos que vão aflorando durante o desenvolvimento das atividades. “Notamos, por meio dos espaços de escuta criados pelo projeto, que apesar da experiência de violação de direitos que vivenciam como ‘população sem domicílio’, são mulheres muito fortes e não vítimas passivas da história”. A socióloga complementa que o estímulo ao trabalho artesanal associativo para a geração de renda, em especial aquele que permeia as oficinas de artesanato promovidas pelo CIS-Guanabara, contribui para o fortalecimento do Espaço das Joanas, localizado na ocupação urbana onde vivem.

Do estabelecimento dessa parceria entre a PUC-Campinas e a Unicamp, via CIS-Guanabara, segundo Stela, pode-se observar que a reação de algumas integrantes do grupo vai além do aprendizado de novas técnicas de trabalho artesanal. A socióloga afirma que dentro de um ambiente muito estruturado, a experiência de transitar por outros espaços e se descobrir membro da sociedade para fora da ocupação foi muito rico para as participantes. Ela lembra que no primeiro dia de oficina, Érica Pereira demonstrou interesse em conhecer a história na Estação Guanabara. “É muito interessante pensar os sentidos que essa curiosidade pelo patrimônio histórico aflore na trajetória de uma mulher, migrante, 25 moradora da periferia e que reconhece o valor do passado para a edificação da sociedade”.

Erica Pereira: multiplicando entre as mulheres da ocupação Joana D’Arc os conhecimentos

 assimilados nas oficinas realizadas no CIS-Guanabara (Foto: Sérgio de Souza Silva)

Embora interessada em informações de caráter histórico do prédio da Estação Guanabara, Érica não perdeu o foco. Tinha muita clareza do que pretendia assimilar  dos ensinamentos transmitidos durante as oficinas no CIS-Guanabara. “Eu já tinha alguma noção de técnicas de artesanato, mas foi aqui que encontrei espaço para criar, inovar, aprender coisas diferentes”, afirma. Ela admite que não tinha noção do valor que deveria atribuir aos produtos. “No começo, vendi muito artesanato com prejuízo”, lamenta. “Hoje sei quanto vale o material e, principalmente, o meu tempo destinado à essa produção. Fiquei tão estimulada que tudo que aprendo aqui eu levo para as mulheres da ocupação.” Stela, coordenadora do projeto, acrescenta que cuida para “que o trabalho artesanal associativo seja tanto uma finalidade, no sentido da geração de renda, quanto um meio de reflexão e organização coletiva, que caminhe na contramão da lógica competitiva que orienta os produtores e consumidores no grande mercado”.

Érica e outras mulheres do grupo de artesãs da Ocupação Joan D’Arc mostraram suas criações recentemente na Feira de Artesanato no Swiss Park  e no CIS-Guanabara, no final de setembro, onde foi realizada a segunda edição da Feira Cultural, promovida pela Associação dos Artesãos de Campinas em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac-Unicamp).

 

 

 

Mulheres da ocupação Joana D’Arc durante a Feira Cultural realizada no final de

setembro na gare do CIS-Guanabara (Foto: Sérgio de Souza Silva)

 


CIS-Guanabara se destaca na parceria com o Sesc

Fachada do prédio da Estação Guanabara durante a décima Bienal do Sesc de Dança

(Foto: Sérgio de Souza Silva)

          O CIS-Guanabara configurou-se como um dos principais parceiros do Sesc na 10ª. edição da Bienal Sesc de Dança. De 14 a 24 de setembro a Gare e o Armazém foram palco de inúmeros eventos. Durante visita à instalação Campo Antípoda, no CIS-Guanabara, o diretor regional do Sesc, Danilo Santos Miranda, ressaltou a importância dessa parceria: “As ocupações realizadas na Estação Guanabara sinalizam a presença da Bienal num espaço muito privilegiado”. O gerente do Sesc-Campinas, Hideki M. Yoshimoto, reconheceu o CIS-Guanabara como um importante espaço na cidade, gerido por uma equipe hábil e capacitada, cujo resgate histórico de uma antiga estação ferroviária ampliou a oferta cultural na cidade”.

 

Flávia Cavalcanti, Danilo Miranda e Marcelo Rocco em visita à instalação "Campo Antípoda"

(Foto: Sérgio de Souza Silva)


          O sociólogo e diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco, afirmou que um dos propósitos da atual gestão é fomentar a ocupação dos espaços universitários por parte da sociedade de Campinas e região. Para Rocco, um evento dessa natureza ratifica a proposta da nova política cultural da Universidade. “Nossa missão é produzir, fomentar e acolher ações culturais, como a Bienal do Sesc. O que vimos nesse evento é que nossas expectativas foram alcançadas”. Para a psicóloga e produtora cultural Flávia Moraes Salles Cavalcanti, a Bienal do Sesc encerrada no último final de semana, enalteceu os esforços da equipe do CIS-Guanabara. “Queremos, cada vez mais nos firmar junto à cidade de Campinas como espaço privilegiado da Unicamp de diálogos, trocas e interação cultural”, afirma. Para a produtora cultural, Massako Toma, a grande presença do público durante o evento demonstra que o CIS-Guanabara cada vez mais se configura como um espaço singular que agrada igualmente produtores de eventos e espectadores.


Flávia Cavalcanti e Hideki Yoshimoto: o CIS-Guanabara como espaço privilegiado de interação cultural

(Foto: Sérgio de Souza Silva)

 


Revelando a sala escura

 

Deficiente visual produz fotografia no CIS-Guanabara

 

          Adriano Melo Rita nasceu cego. Ele tenta imaginar como são as cores. Quando arrisca produzir uma foto procura fazer primeiro um reconhecimento tátil do objeto fotografado ou se vale da descrição feita por terceiros, antecipando a ele o que ele vai fotografar. Luzinete Nunes de Alencar, 46 anos, perdeu a visão aos 30. Fotografou muito o filho mais velho, hoje com 25 anos. O mais novo, de oito anos, ‘conhece’ pelo que falam sobre ele e pelo toque, quando acaricia o garoto. Elizeu José Araújo Ribeiro perdeu a visão há 14 anos num acidente de carro. Preserva imagens na lembrança. Hoje, vivenciando a completa escuridão, faz dos ouvidos seus olhos. Ele se guia pelo ‘barulho’. Arrisca afirmar que se tiver a missão de fotografar alguém falando ao microfone certamente fotografará a caixa de som.

Scarpinetti fala sobre os princípios básicos da fotografia (Foto: Sérgio de Souza Silva)


          São histórias de vida emocionantes que se cruzam a partir de uma nova experiência. Um universo que ganhou no último dia 20 setembro no CIS-Guanabara contornos diferentes quando eles, juntamente com outros integrantes do Centro Cultural Louis Braille, participaram da Oficina de Fotografia para Deficientes Visuais. Entre atividades teóricas e práticas, muitos manusearam pela primeira vez uma câmara fotográfica analógica, rebobinaram filmes, ajustaram fotômetro e acionaram o obturador. Fotografaram e se deixaram fotografar. Vibraram muito ao som de cada acionamento do disparador. “O simples apertar do botão da câmera, mesmo sabendo que jamais verão as imagens, seja na condição de fotógrafos, seja na condição de modelos, permitiu a eles uma participação num processo de produção jamais vivenciado”, afirma o jornalista e fotógrafo da Secretaria de Comunicação da Unicamp (Secom), Antonio Scarpinetti, responsável pela atividade. “Sentiram-se participantes de um fazer fotográfico que elevou a autoestima por assumirem o lugar de responsáveis pela eternização de uma imagem e isso para eles é o que basta”.

Scarpinetti ensina aluno manusear câmera fotográfica (Foto: Sérgio de Souza Silva)

 
          A oficina foi dividida em três momentos. Inicialmente os onze participantes se apresentaram, falaram da experiência de viverem na escuridão total e com muito bom humor falaram da expectativa do desafio da produção fotográfica que estava por vir. Luzinete, enquanto manuseava a câmera disse: “fazer isso [a foto] é interessante, mas o que vai sair só Deus sabe.” Para Scarpinetti, os depoimentos são significativos e mostram como as fotografias ficaram marcadas na vida daquelas pessoas que perderam a visão depois de adultos. “Interessante como elas falam de momentos do cotidiano familiar a partir da lembrança de uma fotografia que ficou fixada na memória. Imagens simples como a de um casamento ou de uma atividade escolar do filho permitem recordar aquele instante, possibilitam reviver um filme em que foram personagens”.

Fotógrafa e fotografada diante de uma nova situação (Foto: Sérgio de Souza Silva)

 

          Após a etapa de depoimentos, Scarpinetti projetou e leu frases de fotógrafos e de curadores de exposições com larga vivência no universo da fotografia produzida por deficientes visuais. Falou de filmes, como o documentário Luz Escura, A Arte dos Fotógrafos Cegos, cujos protagonistas são fotógrafos que não enxergam. Numa tentativa clara de elevar a autoestima dos participantes, valeu-se de pensamentos do fotógrafo e curador norte-americano, Douglas McCulloh, quando se refere à produção de alguns fotógrafos cegos. Sobre Peter Eckert ele afirma: “É um dos fotógrafos mais puros, porque ele monta suas fotos cuidadosamente, peça por peça, como uma construção metal, primeiro. E depois, pode levar meses até que ele tenha uma visão completa em sua mente. Então, como ele diz, ele passa uma foto sob a porta de seu mundo de escuridão para o nosso mundo visual.” A proposta, segundo o responsável pela oficina, foi mostrar que eles podem, por meio da fotografia, nos revelar como é viver uma realidade com absoluta falta de luz.

Scarpinetti auxilia aluna no enquadramento da imagem (Foto: Sérgio de Souza Silva)


          O terceiro momento da oficina foi a produção fotográfica. A câmera foi instalada num tripé e, com a ajuda do fotógrafo, o deficiente visual manuseou o equipamento. Na outra ponta estava o modelo a ser fotografado, outro deficiente, que diante da objetiva, muitas vezes sorrindo, fazia poses. “O barulho do obturador, o diálogo muitas vezes jocoso entre eles, foi muito especial. A alegria que expressavam ao participar daquele momento, ainda que não vissem nada após a produção, foi supreendente. A partir do momento em que colocam a mão na máquina eles se transformam, sabem que têm em mãos um instrumento poderoso e isso valoriza a sua participação nesse processo”, avalia Scarpinetti.

‘Modelo’ sorri para fotógrafa que faz seu primeiro registro  (Foto: Sérgio de Souza Silva)


          A oficina realizada no CIS-Guanabara permitiu ao fotógrafo da Secom-Unicamp vivenciar uma situação que até então conhecida apenas na teoria impressa nas páginas dos livros. Ele se vale da reflexão do fotógrafo esloveno Evgen Bavcar, que ficou cego aos 12 anos após dois acidentes. Doutor em História, Filosofia e Estética pela Universidade de Sorbonne, na França, Bavcar, ainda na época da fotografia analógica, afirmou: “Todos os fotógrafos precisam de um quarto escuro, devem revelar seus filmes em uma sala escura, e toda a minha vida é uma sala escura, eu sou uma sala escura, usando uma máquina por onde entra a luz. Por que não poderia fazer fotos? Isso não é uma provocação e sim um desejo interior de fazer imagens.” Segundo Scarpinetti, pessoas, como as que participaram da oficina, devem, sim, ter oportunidade de se expressarem por meio da fotografia. Devem revelar a ‘sala escura’ onde vivem.”

Aluno sorri durante primeiro ‘ensaio fotográfico’ feito por colega cego (Foto: Sérgio de Souza Silva)


          Essa experiência, coordenada pela equipe de projetos do CIS-Guanabara em conjunto com Rotary Clube Norte e Centro Cultural Louis Braille, por ora é vista como um piloto. A ideia, segundo o sociólogo e diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco, é, com base em trabalhos semelhantes realizados por outros órgãos instituições, aplicar algo semelhante de maneira sistematizada a partir do próximo ano. “Fundamentalmente, as artes tem o propósito de despertar os sentidos. A experiência provocativa dessa oficina vai muito além da experimentação de um enquadramento ou clique, ela consiste em revelar que tudo é possível. O projeto “Ampliando os Sentidos” prevê ações dessa natureza, e o oferecimento dessa atividade está em consonância com os propósitos dessa casa de cultura”, afirma.
 


 

Muito além do entretenimento

 

 

Bienal de Dança do Sesc, na Unicamp, exibe arte como

produção de conhecimento. CIS-Guanabara recebe atividades diárias

 

A participação da Unicamp na 10ª. edição da Bienal do Sesc de Dança, no período de 14 a 24 de setembro em Campinas, vai muito além de uma instituição que abrigará eventos numa vasta programação de espetáculos nacionais e internacionais, coreografias solos ou de grandes grupos, performances e lançamentos de livros. Na condição de única parceira que será palco de apresentações diárias, o momento é especial, não apenas de exibição de diferentes atrações, mas de reflexão sobre a dança como produtora de conhecimento e de investigação científica. Para a diretora de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac) e professora do Instituto de Artes (IA) da Unicamp, Verônica Fabrini, a participação da Universidade nessa programação é relevante, pois se trata de reconhecer a Arte como campo de produção de conhecimento, algo muito além do entretenimento. “Todos nós vivemos dentro de um corpo e nossa percepção de mundo é mediada por nossos corpos, quer tenhamos consciência disso ou não”. Para ela, a Bienal de Dança vai além de espetáculos de alta qualidade, “ela reúne trabalhos instigantes e provocadores, que problematizam o corpo, nos faz perceber os corpos e o próprio corpo de uma nova maneira”, afirma.

 


Verônica Fabrini, diretora da Cultura da Preac: “A Bienal de Dança vai além

de espetáculos de alta qualidade. Reúne trabalhos instigantes e provocadores,

que problematizam o corpo.” (Foto: Juliana Hilal)

 

Ela lembra que os cursos de graduação em Dança e Artes Cênicas na Unicamp tiveram início em 85 e a pós-graduação em Artes em 1991, ou seja, a Arte tratada no âmbito da universidade. “Considero que já estava na hora da Bienal de Dança ocupar esse espaço no ambiente acadêmico. Essa parceria é o reconhecimento da Arte [no caso das artes do corpo] como campo de investigação e de produção de conhecimento. É fundamental ultrapassar os limites entre conhecimento acadêmico e conhecimento artístico, sensível e avançar na ideia da arte como um saber tão fundamental quanto a ciência”, avalia a diretora de Cultura.
 

Para Verônica a opção do Sesc pelo CIS-Guanabara foi muito acertada. Define como um espaço estratégico, tanto pela sua localização e personalidade ¬¬– afinal, a Estação Guanabara está carregada de memórias da cidade, e por isso não é um espaço impessoal – quanto pela sua função de ser um lugar de troca entre a cidade e a universidade. “Nossos alunos, professores e pesquisadores, pela via da extensão, encontram no CIS Guanabara um ponto de confluência de saberes, de troca com a cidade. É assim que ambos [cidade e universidade] se vitalizam, buscam soluções, desenham utopias”. A aproximação da universidade com o município, na visão de Verônica, é uma ação que deve ser cada vez mais intensificada. “Acredito que receber a programação intensa da Bienal Internacional de Dança é estreitar esses laços da universidade com a cidade e abrir-se para um abraço maior, com o mundo. Talvez seja essa uma ‘vocação de Estação’, promover trânsitos”.
 

Para Verônica essa parceria com o Sesc sinaliza a complementaridade que deve existir entre uma universidade pública, do porte da Unicamp, e uma instituição privada de natureza social. “O Sesc é uma instituição nacional poderosa no campo da arte e da cultura, além de ser exemplar quanto ao serviço social. Atua não só como divulgador, mas como formador também. O Sesc e as universidades públicas possuem naturezas distintas e por isso mesmo complementares. Num momento de retração da economia, parcerias e união de forças de resistência são fundamentais”. No entanto, segundo a professora do Instituto de Artes, universidade e Sesc têm papéis específicos. “O Sesc é uma instituição privada que pode estar em diálogo e em colaboração com a universidade pública, desde que saibamos que uma coisa não substitui a outra. Trata-se de uma colaboração, de troca, afinal, muitos artistas, programadores culturais, e outros profissionais que atuam nessas instituições, foram formados por universidades públicas”, destaca Verônica.
 

Segundo o sociólogo e diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco, um dos propósitos da atual gestão é fomentar a ocupação dos espaços universitários por parte da sociedade de Campinas e região. “Queremos que a Unicamp tenha a cara da nossa sociedade, produzindo um sentimento real de pertencimento. O CIS-Guanabara está sediado num ícone do patrimônio histórico campineiro, e há muito orgulho disso na cidade. Queremos ampliar esse sentimento”.

 


Marcelo Rocco, diretor do CIS-Guanabara: “Receber na Estação Guanabara espetáculos de um evento dessa natureza vai ao encontro da nova política cultural da Universidade.” (Foto: Antoninho Perri)

 

Para Rocco, um evento dessa natureza vai ao encontro da nova política cultural da Universidade. “Diferentemente do passado, hoje estamos ligados a uma Diretoria de Cultura, e esse reagrupamento organizacional nos leva a uma mudança de paradigma. O que está posto, nesta nova realidade, é que nossa missão será a de produzir, fomentar e acolher ações culturais, como a Bienal do Sesc”.
 

Rocco afirma que na condição de gestor, sua missão é pelo protagonismo. “Não estamos medindo esforços para transformar este espaço numa referência para a RMC. Para tanto, é preciso pensar a cultura para além da promoção de ações ditas culturais, é preciso pensar o homem contemporâneo e a universalidade dos seus sentidos. Uma casa de cultura deve ser parte da identidade e do patrimônio imaterial de uma sociedade. Nesse sentido, participar da Bienal de Dança é mais que importante, é necessário, pois quanto mais heterogênea for nossa produção e rede de parceiros, mais representada estará a sociedade neste espaço”.
 

Em relação à participação e reação do público que estará assistindo aos espetáculos, Rocco não esconde a ansiedade. “Esperamos que o público que virá ao CIS para prestigiar o evento saia satisfeito, e certamente isso acontecerá, principalmente pela riqueza das produções programadas. Mas desejamos que os espectadores se encantem também com a atmosfera deste lugar, com sua arquitetura, e que possam reviver os tempos de glória da Estação Guanabara, tão importante para a cidade no ciclo da economia cafeeira, e que agora reassume esse protagonismo no campo da produção cultural”.
 

Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo, o evento tem como proposição expandir as relações com a dança contemporânea e as reflexões que ela pode suscitar. No campo do ensino e da reflexão acadêmica, considera a Unicamp como o berço da mais tradicional graduação em Dança do Estado de São Paulo. Não por acaso, dentre todos os parceiros, a Unicamp, no campus em Barão Geraldo, e, principalmente no CIS-Guanabara, será diariamente palco de espetáculos de dança, instalação, conversas e lançamentos de livros. Ressalta também a importância dessa parceria, não apenas com a Unicamp, mas com órgãos públicos e privados de grande relevância na ocupação de diferentes espaços no contexto da cidade. “As ocupações pelo mobiliário urbano insinuam o convite, e sinalizam a presença da Bienal, tornando-se uma marca registrada do acontecimento no corpo da cidade”, afirma Miranda.

 

Danilo de Miranda, diretor regional do Sesc-SP: “No campo do ensino

e da reflexão acadêmica, a Unicamp   é o berço da mais tradicional graduação em

Dança do Estado de São Paulo.” (Foto: Juliana Hilal)

 

O gerente do Sesc-Campinas, Hideki M. Yoshimoto, ressalta a importância da parceria da Unicamp nessa décima edição do evento. “Com atividades que ocupam a cidade de Campinas, a Bienal vale-se não só da unidade do Sesc para receber a programação, mas também de outros equipamentos culturais, frutos de significativas parcerias estabelecidas. Neste cenário, encontramos, além da Casa do Lago e do Ciclo Básico, no campus universitário, o CIS Guanabara, um importante espaço na cidade, gerido por uma equipe hábil e capacitada, cujo resgate histórico de uma antiga estação ferroviária ampliou a oferta cultural na cidade”. Fabrício Floro, um dos curadores dessa Bienal, afirma que a ocupação de espaços acadêmicos enaltece uma forma de concretizar esse envolvimento com a Universidade. O CIS-Guanabara, segundo ele, é um importante equipamento cultural de Campinas e a opção pela realização da instalação Campo Antípoda, que reúne também alguns espetáculos, não por acaso recaiu sobre a estação. “As características estruturais e arquitetônicas do edifício dialogam perfeitamente com a proposta essa instalação”, avalia Floro. Para a psicóloga e produtora cultural Flávia Moraes Salles, sediar pela segunda vez uma programação nobre e expressiva, agora de caráter internacional, legitima os esforços do projeto CIS-Guanabara de consolidar-se junto à cidade de Campinas como espaço privilegiado da Unicamp de diálogos, trocas e interação cultural.

 

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   “Sobre Kazuo Ohno”, “Gaymada”, “Tudo Junto”, “Dança Doente” e “Protesto” são algumas

das apresentações programadas para espaços no campus da universidade e

no CIS-Guanabara (Fotos: Divulgação/Sesc)

 

 

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Pesquisa do IA ganha forma no palco do CIS

O Corpo como Relicário será apresentado nos dias 5 e 6 de setembro. A entrada é franca.


      Quem assiste a um espetáculo de dança ou de teatro, na maioria das vezes, não tem noção sobre os bastidores daquela produção. Da concepção da ideia, passando pela produção do roteiro, escolha de cenário, figurinos, iluminação e ensaios, há montagens em que são necessários alguns anos até a materialização da obra. Quando o produto é fruto de reflexões acadêmicas desenvolvidas no âmbito de um Grupo de Pesquisa cadastrado no CNPq, esse processo pode ser ainda mais complexo. Esse é justamente o universo do projeto O Corpo como Relicário, desenvolvido pelo Núcleo BPI (Bailarinos-Pesquisadores-Intérpretes) que será apresentado nos dias 5 e 6 de setembro, às 20 horas, no CIS-Guanabara.

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Espetáculo é resultado de anos de pesquisa do Núcleo BPI. Bailarinos ressignificam e levam

para o palco realidades vividas em diferentes regiões do país (Fotos: João Maria)


      Dirigido pela professora do Instituto de Artes da Unicamp (IA), Graziela Rodrigues, o trabalho é resultado de anos de pesquisa realizada por integrantes do BPI, núcleo da pós-graduação em Artes da Cena do IA. Atualmente, o Núcleo conta com sete pós-graduandos e mais três alunas do curso de Dança. Graziela explica que a pesquisa artística centraliza-se no processo criativo a partir do desenvolvimento de uma identidade do corpo de cada intérprete. “Essa identidade é desenvolvida na relação do intérprete com segmentos sociais brasileiros específicos e de manifestações populares brasileiras, contatados em pesquisas de campo”, afirma a diretora.
      Após oito meses de ensaios, o espetáculo é fruto de trabalho de campo que transitou pelo universo de benzedeiras ribeirinhas, do Amazonas, parteiras Pankararu, de Pernambuco, quebradeiras de coco babaçu, do Maranhão, baianas de escola de samba e ciganos, de São Paulo, folguedos do Boi, de Mato Grosso e comunidade dos Arturos, de Minas Gerais. Esse espetáculo, segundo a produtora cultural e intérprete Mariana Floriano, proporciona ao público uma experiência de adentrar segmentos sociais brasileiros sintetizados por sete corpos de sensações e memórias que, através do movimento depurado, alcança as forças do instinto para se alavancar o Divino.
 
Ficha técnica:


Direção: Graziela Rodrigues. Intérpretes: Elisa Costa, Flávio Campos, Larissa Turtelli, Mariana Floriano, Mariana Jorge, Nara Cálipo e Natália Alleoni. Assistente de direção: Paula Caruso. Participação especial e Apoio Técnico: Jaqueline Soraia, Flávia Pagliusi e Yasmin Berzin. Produção Cultural: Mariana Floriano e Núcleo BPI
Cenografia e figurino: Márcio Tadeu e Heloísa Cardoso. Assistência plástica: Gabih Fuziyama. Trilha sonora: Fábio Evangelista. Fotos e vídeos: João Maria. Iluminação: Francisco Barganian. Assessoria de imprensa: Confraria da Informação. Arte gráfica: Giacko Studio. Costureiras: Juliana Di Salvi e Creusa Ferreira Quintans. Máscaras: artesãos de Pirenópolis. Luthier: Cris Bueno e Toshiro. Duração: 1h15min.

Serviço:

Datas: 5 e 6 de setembro

Horário: 20h00.

Local: CIS-Guanabara.

Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas (Estacionamento gratuito no local).

Entrada: gratuita (retirar senha no local, meia hora antes do início)

Mais informações: www.bailarino-pesquisador-interprete.com

 


Olhar contemporâneo sobre técnicas antigas

 

Ex-aluna do Instituto de Artes ministra Oficina de Pintura e Bordado no CIS-Guanabara

 

        O CIS-Guanabara realizou no dia 29 de agosto (terça-feira) mais uma etapa do Projeto “Encontro com Artistas”. A artista visual Júlia Stradiotto, recém formada pela Unicamp, ministrou a atividade para cerca de 20 alunos que buscavam conhecer técnicas que reúnem a arte da pintura e do bordado. “A ideia é trabalhar com as novas possibilidades que a linha e a agulha podem nos oferecer, desenvolvendo maneiras para explorar o universo do desenho e pintura sobre papel”, afirma Julia.

Julia Stradiotto: o trabalho apresentado nessa oficina é um desdobramento do meu projeto de TCC (Foto: Sérgio de Souza Silva)

 

        Segundo a artista, oficina dessa natureza possibilita mostrar aos alunos um olhar contemporâneo sobre técnicas antigas como o bordado e a pintura. Julia também ressalta a oportunidade para o exercício de uma atividade didática. “Posso experimentar maneiras de transmitir para os alunos um pouco do conhecimento que adquiri como aluna no Instituto de Artes da Unicamp. O conteúdo ministrado nessa oficina é um desdobramento do meu TCC, uma técnica que iniciou no primeiro ano de faculdade e que vim lapidando ao longo da graduação”, afirma Julia. A experiência também serve como projeto piloto para a jovem artista que já tem agendada oficina semelhante no Sesc.

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Oficina de Pintura e Bordado permitiu aos alunos contato com técnicas desenvolvidas em aulas de graduação durante curso no IA (Fotos: Sérgio de Souza Silva)


        O projeto Encontro com Artistas é uma iniciativa do CIS-Guanabara em conjunto com o CDC-Unicamp e tem como objetivo realizar oficinas mensais com artistas plásticos jovens e experientes, de Campinas e região, oriundos ou não da Unicamp. A proposta é oferecer à sociedade a oportunidade de ter contato com artistas que utilizam diferentes técnicas para a criação e o desenvolvimento da arte. A coordenação da oficina é da técnica em museologia Cristina Amoroso Lima Barros e do técnico administrativo Fábio Cerqueira. Segundo Cristina, a oficina, além de oferecer aos alunos a oportunidade conhecer diversas técnicas de arte, permite aos artistas o contato direto com a sociedade, algo não muito presente em atividades, não raro, marcadas pelo trabalho de criação individual.

 


 

Gare torna-se castelo do conde Barba Azul

 

O CIS-Guanabara foi palco, nesse fim de semana, de três apresentações da peça teatral Barba Azul. O espetáculo, produzido pelo Núcleo Carochinha de Teatro, e orientado pela professora Verônica Fabrini, é resultado do Trabalho de Conclusão de Curso de alunos de Artes Cênicas do Instituto de Artes da Unicamp.

A chuva e o frio não foram obstáculos para presença do público que lotou a gare da Estação Guanabara. “Foi surpreendente e, ao mesmo tempo, uma satisfação muito grande ver o resultado final do trabalho”, avalia Verônica Fabrini. “Como professora e orientadora desses alunos, acompanhei todo o processo dessa produção. Observo que a cada apresentação, aumenta a preocupação do grupo em melhorar a estética, imprimir um tom poético, enfim, de lapidar o trabalho”.

 

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Apresentação da peça Barba Azul: os diferentes espaços do CIS-Guabanara tornaram-se
palco para um público que se movimentou junto com os atores
(Fotos: Maycon Soldan)

Não por acaso esses alunos venceram o edital Proac – Primeiras Obras de Produção de Espetáculo e Temporada de Teatro, instituído pela Secretaria Estadual de Cultura. Trata-se de um processo de seleção muito rigoroso em que participam grupos de todo o Estado em busca de apoio financeiro e de posterior visibilidade por meio de apresentações em diferentes espaços dentro e fora do município onde está sediado o grupo.

“A preocupação dos alunos em exercitar a dramaturgia, a direção, enfim, em aprofundar o trabalho de formação continuada me deixa tranquila em relação ao que vem pela frente. Sei que o grupo, no andar da carruagem, no contato mais próximo com o público, vai ganhando forma e assim vai se preparando cada vez mais para os desafios profissionais que estão por vir”, avalia Verônica. Quanto ao CIS-Guanabara como palco de espetáculos dessa natureza, Verônica afirma que se trata de um espaço privilegiado, de memória, de diálogo constante com a arquitetura. “É um espaço aberto que estimula a imaginação do público”. Reforça a ideia de que possibilita uma troca direta com a cidade, sem a necessidade ter de levar o público ao campus para ter contato com a produção cultural da Universidade.

 

Professora Verônica Fabrini, orientadora do grupo: “É notável a evolução dos atores.
O trabalho ganha forma, e cada vez mais, mostra um tom poético”
(Foto: Antonio Scarpinetti)

A opção por apresentar o espetáculo numa gare de trem vai ao encontro de experiências do Núcleo Carochinha de Teatro. A proposta vista no final de semana foi explorar o espaço proporcionando ao público a possibilidade de se inserir no castelo do conde Barba Azul. “A relação dos atores com o espaço é um dos pontos mais trabalhados nessa nova versão do espetáculo, mais madura e consciente de suas escolhas estéticas”, salienta diretora Julia Prudencio sobre esse espetáculo que teve estreia em dezembro de 2016 e que volta repaginado.

A peça, que agora seguirá uma nova agenda de apresentações, também como contrapartida do edital Proac, mostra a história de Cecília, uma jovem de apenas 17 anos que vivia com sua mãe e irmã em uma pequena vila até que um homem muito rico pede a mão da menina em casamento. A vida de Cecília muda totalmente. Ela descobre na noite de núpcias que o noivo, que até então mostrava-se gentil, era, na verdade, meio homem, meio lobo.  Começa aí, a saga de Cecília para enfrentar uma nova realidade.

 

Ficha Ténica:

Direção: Julia Prudencio. Orientação: Verônica Fabrini. Apoio Musical: Marcelo Onofri. Dramaturgia: Sofia Fransolin. Fotografia: Maycon Soldan. Concepção de luz: Georgia Tavares e Karen Mezza. Técnicos: Francisco Barganian, Karen Mezza e Ton Ribeiro. Operação de Luz: Julia Lacerda e Ton Ribeiro. Operação de Som: Antonino Vaz

Produção de Espaço: Ana Carolina Madrigrano. Elenco: Alexandre Guidorizzi, Bruna Aquino, Bruna Schroeder, Julia Prudencio, Karen Mezza, Sofia Fransolin e Victor Ferrari.
Mais informações pelo link:
https://www.facebook.com/NucleoCarochinhaTeatro


CIS-Guanabara participa da Jornada do Patrimônio

 

O CIS-Guanabara (Centro Cultural de Inclusão e Integração Social da Unicamp) constituiu-se em um dos espaços na rota Jornada do Patrimônio 2017, realizada sábado pela Secretaria do Estado da Cultura em parceria com a Prefeitura Municipal de Campinas. Para o diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco, o evento permitiu aos participantes conhecer a Estação Guanabara, prédio de reconhecido valor histórico e de grande importância no contexto do patrimônio ferroviário de Campinas e do Estado.

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Patrimônios ferroviário, urbano e rural integram o roteiro histórico
da Jornada instituída pela Secretaria Estadual de Cultura

O roteiro, realizado também no domingo, foi distribuído em três blocos,  patrimônios ferroviário, urbano e rural e teve como objetivo apresentar um repertório de vários exemplares que contam um pouco da história da cidade nos seus períodos sociais, econômicos, culturais e políticos nos 243 de fundação. O bloco patrimônio ferroviário contou também com visita à Estação Cultura e Estação Anhumas. Santa Casa de Misericórdia, Observatório Jean Nicolini e os distritos de Sousas e Joaquim Egídio integraram o roteiro completo do fim de semana.  Para a produtora cultural do CIS, Flávia Moraes Salles Cavalcanti, a inserção da Estação Guanabara nesse roteiro é uma pequena mostra de outras atividades que poderão ser realizadas nos diferentes espaços do CIS-Guanabara.

Em Campinas, a Jornada do Patrimônio foi realizada pela Prefeitura Municipal de Campinas, por meio das secretarias de Cultura, Coordenadoria Setorial do Patrimônio Cultural , Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo. A Jornada do Patrimônio 2017 conta ainda com a participação das seguintes cidades: Amparo, Bananal, Cananéia, Espírito Santo do Pinhal, Guaratinguetá, Iguape, Iporanga, Itu, Jundiaí, Mogi das Cruzes, Santana de Parnaíba, Santos, São Luiz do Paraitinga e São Sebastião.  


 

Unicamp integra agenda cultural da Agemcamp

 

 

A Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp) voltará a contar com a produção cultural da Unicamp em eventos realizados nos 20 municípios que integram a RMC. A decisão foi tomada em reunião realizada na manhã desta terça-feira (8 de agosto) no CIS-Guanabara. Para o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários (PREAC)prof. Fernando Hashimoto, é uma oportunidade de a Unicamp dar visibilidade à produção cultural que ocorre no âmbito da Universidade levando suas diferentes formas de manifestações artísticas ao público da RMC. Segundo ele, a partir dessa reunião, a Unicamp manifesta seu interesse em retomar e aprofundar a relação com a Agemcamp no âmbito da produção cultural.

   Marcos Kaloy: Unicamp e Agemcamp retomam diálogo e fazem agenda

cultural integrada (Foto: Sérgio de Souza Silva)

 

 

Para a diretora-executiva da Agemcamp, Ester Viana, a participação da Unicamp nos projetos futuros enriquecem o calendário de eventos culturais promovidos pela autarquia. Segundo Marcelo Rocco, diretor do CIS-Guanabara, inserir a Estação Guanabara nessa programação é efetivamente fazer desse espaço o braço da universidade com a sociedade mais ampla, é permitir que o cidadão tenha contato com uma produção cultural da Unicamp sem ter que se dirigir ao campus. “É justamente o oposto: a Universidade vai ao encontro da sociedade”, afirma Rocco.

Para o assessor da Diretoria- Executiva da Agemcamp, Marcos Kaloy, a reunião de hoje já apresenta como resultado imediato a explícita manifestação das cidades presentes ao encontro de receber a Orquestra da Unicamp em eventos que serão realizados no primeiro semestre do próximo ano. Também aposta nas produções de música, teatro, artes plásticas e outras formas de manifestações que certamente ganharão visibilidade nos eventos que integrarão as próximas edições da Revirada Cultural. Outro resultado da reunião foi a criação de um GT que se reunirá periodicamente no CIS-Guanabara para aprofundar a discussão sobre a produção, intercâmbio e política cultural entre esses municípios bem como a realização da próxima Feira Cultural.

 

 

Marcelo Rocco: o CIS-Guanabara como palco de produções com a assinatura da Unicamp

(Foto: Sérgio de Souza Silva)

 

 

 


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