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Ferroviário aposentado relata

memórias no CIS-Guanabara

 

Ivo Arias é o convidado “memória viva” em projeto

do Sesc que tem etapa no próximo domingo na Estação Guanabara

 

 

O ferroviário aposentado Ivo Arias, 76 anos, foi telegrafista, chefe de estação, controlador de circulação de trens e chefe do Departamento de Transporte em diferentes companhias. Vestiu o uniforme da Sorocabana, da Mogiana, da Fepasa, empresa onde se aposentou em 1987. Lembra com emoção dos áureos tempos da ferrovia no estado de São Paulo, quando as estações de Campinas integravam o roteiro que partia do interior e seguia para o porto de Santos. “As pessoas estavam sempre bem vestidas. Os homens de terno, gravata e chapéu, muitas mulheres usavam luvas. Os funcionários da estação deviam usar quepe, terno e os sapatos muito bem engraxados, caso contrário, tomavam um dia de suspensão”, fala em tom nostálgico. Arias, como era conhecido no meio ferroviário, é o convidado “memória viva” do CIS-Guanabara para o projeto “Campinando...”, iniciativa do Sesc-Campinas que ocorre no próximo domingo em diferentes locais históricos da cidade.

Trata-se de uma proposta de (re) conhecimento de Campinas, que no auge de seus 244 anos têm uma história permeada por transformações importantes para a cidade e o país. Passeios e vivências vêm ao encontro da memória, dos patrimônios materiais e imateriais, das áreas naturais e rurais e das personagens que Campinas abriga, como o ferroviário Ivo Arias, além da tecnologia, da ciência e das artes produzidas no município.

A apresentação será às 8h30 no hall de entrada da Estação Cultura. O roteiro terá início às 9h00, com acompanhamento de guia turístico credenciado pelo Ministério do Turismo. A visita guiada começa na Estação Cultura onde os participantes terão uma introdução à história da ferrovia e sua trajetória em Campinas. Na sequência, embarque em ônibus para passeio pelo Palácio da Mogiana. “Após almoço ocorre a visita guiada na antiga Estação Guanabara, onde o ferroviário Ivo Arias terá a oportunidade de relembrar momentos de seus quase 35 anos de profissional de diferentes companhias de trem”, diz a agente cultural e responsável pela etapa no CIS-Guanabara, Flávia Moraes Salles. Na sequência, visita à Estação Anhumas para embarque no trem da Maria Fumaça com destino à Estação de Tanquinho. O retorno está previsto para a Estação Cultura às 18h30.

Para alguns, viajar de trem é um resgate da memória, para outros é uma oportunidade de descobertas. Em Campinas a ferrovia surgiu nos tempos áureos do café e era o meio de transporte mais utilizado para escoar a produção, fator primordial para o crescimento e desenvolvimento da cidade. Durante a visita guiada no CIS-Guanabara, o ferroviário aposentado terá também a oportunidade de falar da decadência desse sistema de transporte e da importância da preservação dessa memória. 

O aposentado Ivo Arias é o “memória viva” que coordenará a visita guiada no CIS-Guanabara

 

Arias vivenciou um momento triste da memória ferroviária de São Paulo, uma espécie de crônica da morte anunciada quando, segundo ele, os horários dos trens que partiam do interior rumo à capital foram alterados com o objetivo velado de acabar com esse meio de transporte e dar início ao sucateamento que se estende até os dias atuais. Ele lembra que o trem procedente da Alta Sorocabana, com passageiros de cidades como Presidente Prudente, Assis e Ourinhos, chegavam a São Paulo às 6h00 da manhã e retornavam para o interior às 18h00. “Os passageiros eram comerciantes que enchiam suas sacolas com produtos das ruas 25 de Março e José Paulino, passavam o dia fazendo compras e voltavam no final da tarde para as cidades de origem. Esses trens viviam lotados.” Em meados dos anos 1970, no entanto, os horários mudaram. Os trens passaram a chegar à capital às 16h00 e retornavam às 8h00 do dia seguinte. “Com esse novo horário, os passageiros desapareceram. A viagem não se tornava mais viável para o comerciante. Os trens ficaram vazios e o sistema tornou-se deficitário. Moral da história: acabaram com a linha. Era o início do fim da derrocada da ferrovia paulista”, fala com propriedade.

Apesar do sucateamento desse meio de transporte, o ferroviário fala com orgulho de seu papel na preservação de composições e percursos que mantém viva a memória da ferrovia paulista, como no trecho que liga a estação Anhumas, em Campinas, até a cidade vizinha de Jaguariúna. “Participei desse processo de preservação no sentido de sensibilizar os gestores da Fepasa. Apontei as locomotivas e os vagões que deveriam ser preservados” Arias foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e hoje atua como voluntário da entidade. “Sempre que possível vou aos finais de semana a Anhumas e Jaguariúna, só para ver se está tudo funcionando certinho”, fala com a naturalidade de quem viveu quase 35 anos entre trilhos, plataformas e composições ferroviárias.

 


 

CIS-Guanabara sedia curso sobre mídia digital



Encontro, voltado para gestores culturais da RMC, será no próximo dia 26



          O que é mídia social? Como usá-la para divulgar, integrar e fomentar a arte e novos públicos? São basicamente essas as duas questões que norteiam o workshop “O Uso das Mídias Digitais na Área Cultural” que será realizado no dia 26 de junho, das 8h30 às 17h30, no CIS-Guanabara. O encontro é destinado a gestores de cultura da Região Metropolitana de Campinas que vislumbram nas mídias digitais importante espaço de divulgação de seus eventos
          Segundo a coordenadora, Sílvia Bueno, nesse encontro serão explicados recursos e estratégias para potencializar a divulgação de eventos e produtos culturais via Facebook, WhatsApp, Twitter, YouTube, Snapchat, Instagram e outras mídias sociais. “São ótimos veículos de comunicação, com baixo custo e excelente alcance”, justifica.
          Sílvia Bueno é formada em Comunicação Social pela Unesp-Bauru, curso voltado para RTV e novas mídias. Trabalha com internet desde 2000, produzindo conteúdo para sites, blogs e mídias sociais em vários segmentos, além de treinamentos em comunicação e redes sociais. Dentre as empresas em que atuou destacam-se Casas Bahia, Brookfield, Vale, Triunfo, Danone, Telefònica, CVV, Polishop e Americanas.com. Lecionou no Senac Piracicaba no Curso Livre de Mídias Digitais e Interativas e no Curso Técnico de Publicidade. Em 2016 ministrou a palestra "O Uso de Mídias Sociais na Área Cultural" na Oficina
Cultural Carlos Gomes, em Limeira. Atualmente é responsável pelo Marketing e Mídias Sociais da Imobiliária ATO, em Piracicaba.
          A promoção é da Secretaria do Estado da Cultura em parceria com secretarias municipais de Cultura, Agemcamp e Pró Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) da Unicamp. O CIS Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).
 


 

CIS-Guanabara integra o programa Roda SP

 

Passageiros farão visita guiada percorrendo aspectos da história da antiga estação de trem

  

No próximo dia 21, a partir das 8h30, o CIS-Guanabara passa a integrar o Roda SP, programa desenvolvido pelo governo do Estado de São Paulo que visa promover o turismo em Campinas e cidades que compõem o Circuito das Águas. A Estação Guanabara, muito além de uma plataforma de embarque e desembarque de passageiros, torna-se um espaço onde os viajantes poderão fazer uma visita guiada, conhecendo aspectos da história do patrimônio ferroviário existente na cidade. O programa, promovido pela Secretaria Estadual de Turismo, se estende até 6 de julho, passando por Campinas, Águas de Lindoia, Serra Negra, Socorro, Amparo e Jagariúna. O valor da passagem (ida e volta) é de R$ 10,00. No CIS-Guanabara, as visitas guiadas serão realizadas nos dias 21 de junho e 05 de julho pelo estudioso da história de Campinas, Wagner Paulo dos Santos e pela agente Cultural do CIS, Flávia Moraes Salles.  

Criado em 2011, o Roda SP promove viagens aos visitantes e moradores do estado por meio de roteiros turísticos de ônibus, organizados e de baixo custo. A ação é itinerante, com a realização de circuitos turísticos em ônibus de turismo percorrendo diversas regiões, acompanhando o fluxo de turistas em eventos, períodos de alta temporada e de férias. A iniciativa, inédita no país, estimula o conhecimento do próprio estado, sua história e aspectos dos patrimônios culturais e ambientais. No Circuito das Águas, o Roda SP já esteve em julho de 2013, integrando as nove cidades do roteiro. A inclusão de Campinas, mais especificamente da Estação Guanabara, é uma das novidades dessa edição.

Um pouco de história – Por volta de 1890, havia na Estação Guanabara apenas uma casa para guarda e uma porteira. Conforme o relatório da Mogiana de 1891, ali se construiu uma estação e um armazém, no local chamado Guanabara. Inaugurada em 1893 como plataforma alternativa para desafogar a estação de partida original (Cia. Paulista), por alguns anos recebeu também os trens da Sorocabana que chegavam da Funilense ou de Mairinque pelo ramal de Campinas, com 13 linhas, caracterizando o intenso movimento de passageiros e mercadorias.

Localizada na praça Mauá, ao lado do Instituto Agronômico de Campinas, a estação guarda memórias dos áureos tempos campineiros, que perduraram até final dos anos 70. Dali em diante o que se assistiu foi o sucateamento das ferrovias. O complexo da Guanabara já não operava, e se tornou moradia para muitos desabrigados. Em 2008, após a restauração e tombamento pelo Condepacc (2004), o espaço foi recriado em uma proposta de Centro Cultural de Inclusão e Integração Social, idealizado, vinculado e mantido pela, então, Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PREAC-Unicamp, hoje ProEC). Para o sociólogo e diretor do CIS, Marcelo Rocco, a inclusão do CIS-Guanabara no roteiro do Roda SP é o reconhecimento da importância desse espaço na memória histórica de Campinas e do próprio estado. “No início deste ano, a Estação Guanabara se tornou patrimônio histórico e cultural do Estado de São Paulo, tombada pelo Condephaat, de modo que essa parceria com a Secretaria Estadual de Turismo é o reconhecimento da sua importância como um Centro Cultural, preocupado não apenas em preservar e conservar o patrimônio, mas também de proporcionar condições para o desenvolvimento de projetos de educação, cultura, lazer e emancipação humana por meio de ofertas públicas à comunidade de Campinas e região metropolitana”, afirma.

Roteiro tem início no CIS-Guanabara, com visita guiada. Bilhete (ida e volta) custa R$ 10,00.

 

Sobre a operação – Os roteiros vão funcionar de 21/06 a 06/07, de terça a domingo. Terças, quintas e sábados, os ônibus seguem para Serra Negra e Amparo. Quartas, sextas e domingos, com destino a Águas de Lindóia e Lindóia. Os embarques ocorrem sempre às 9h00 no CIS Guanabara, que também é ponto de venda de passagens.

Em dias de jogos do Brasil da Copa do Mundo 2018 não haverá saída dos ônibus (dia 22 e 27/6 já confirmados). Nesses dias, os pontos de venda terão horários especiais. O valor de 10 reais dá direito apenas ao bilhete do Roda SP. Custos com almoço e ingressos de atrativos não estão inclusos.

Mais Informações:

www.facebook.com.br/programarodasp

www.instagram.com/programarodasp

www.rodasp.com


 

CIS-Guanabara recebe oficina “Além do Encantamento”

Atividade de contação de histórias ocorre nas férias de julho. Inscrições gratuitas

 

Fazer da prática de contar histórias ferramenta para despertar o interesse na leitura de crianças e adultos. Esse é o principal objetivo da Oficina de Contação de Histórias “Além do Encantamento” que será oferecida nas férias escolares pela Fundação Educar-DPaschoal em parceria com o CIS-Guanabara. No período de 12 a 14 de julho serão ministradas gratuitamente cinco turmas. “Queremos proporcionar ao inscrito a oportunidade de vivenciar o poder transformador do livro”, afirma a responsável pela atividade, Juliana Furlanetti.  

A oficina envolve técnicas de contação de histórias, utilizando recursos auxiliares com base em elementos recicláveis, para aproximar a relação livro-leitor. “Pretendemos inspirar as pessoas a se utilizarem dessa técnica como ferramenta para despertar o interesse na leitura em crianças, jovens e adultos”, diz Juliana, que terá ao seu lado a oficineira e também gestora da fundação, Simone Santos.

A atividade tem por base o projeto “Além do Encantamento”, que nasceu em 2005, baseado nos livros distribuídos gratuitamente pelo programa “Leia Comigo!”, da Fundação Educar DPaschoal. Nesse projeto, as histórias percorrem temas diversos a respeito de valores humanísticos e cidadania, como preservação do meio ambiente, voluntariado, aproveitamento integral dos alimentos, cooperação e educação no trânsito, dentre outros assuntos.

Para inspirar mais pessoas, a Educar produziu vídeos de contação de histórias com tutoriais para montar recursos auxiliares, como bonecos, fantoches e cenários, que ajudam no momento da narração. O projeto já promoveu mais de 50 oficinas que permitiram a capacitação de aproximadamente 1.200 pessoas, dentre elas, educadores da rede pública, instituições públicas e voluntários. Foram distribuídos gratuitamente mais de 40 milhões de livros com cerca de 180 títulos produzidos. Mais informações sobre essas ações podem ser obtidas no site www.educardpaschoal.org.br.

        

Aspectos de oficinas “Além do Encantamento”, oferecida em anos anteriores pela Fundação Educar-DPaschoal   

 

A oficina no CIS-Guanabara será oferecida em cinco turmas. Os interessados, com idade a partir de 14 anos, deverão participar de apenas um encontro, pois os conteúdos se repetem em todas as turmas. “Além do Encantamento” tem a coordenação das agentes culturais do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros e Helenice Vitorino. A iniciativa tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp.

 

Serviço

Evento: Oficina de Contação de Histórias “Além do Encantamento”

Datas e horários: Dia 12 de julho, das 9h00 às 12h00 (turma 1) e das 14h00 às 17h00 (turma 2), na Sala Multiuso-3. Dia 13 de julho, das 9h00 às 12h00 (turma 1) e das 14h00 às 17h00 (turma 2), na Sala Multiuso-3. Dia 14 de julho, das 9h00 às 12h00 (turma 1), na  Sala Multiuso-1

Público: Adolescentes, jovens e adultos (a partir de 14 anos)

Vagas: 25

Inscrições:

Dia 12/07 – 9h às 12h - https://goo.gl/forms/Wj8VfrCT9krCNVvS2

Dia 12/07 – 14h às 17h - https://goo.gl/forms/CHq7qRetIvKnRGL12

Dia 13/07 – 09h às 12h - https://goo.gl/forms/opWVlQMO6J3C3Fg93

Dia 13/07 – 14h às 17h - https://goo.gl/forms/srDiRdSC2IYuzKlp2

Dia 14/07 – 09h às 12h - https://goo.gl/forms/kEXBDrk7LzCZQP2J2

Local: CIS-Guanabara

Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local). 

 


 

Cerâmica ganha exposição

no CIS-Guanabara

 

Trabalhos em diferentes técnicas ficarão expostos até 30 de agosto. A entrada é franca.

O CIS-Guanabara sedia de 9 a 30 de agosto Cerâmica em Foco, uma mostra que reúne diferentes técnicas de produção da arte cerâmica. Dentre as modalidades, está a técnica japonesa denominada Raku. São peças feitas por diferentes artistas de Campinas e região que expressam por meio do Raku sentimentos de leveza e tranquilidade, qualidades inerentes à cultura do Japão. O Raku surgiu em Kyoto como uma cerimônia de queima de Chawan (xícaras), utilizadas no ritual do chá, Chanoyu. “Essa produção artística está muito ligada a uma meditação e por isso não deve ser considerada como uma simples técnica, mas como um cerimonial de queima”, explica a expositora e curadora da exposição Cris Rocha. A vernissage será dia 9 de agosto, das 17h00 às 21h00, na Galeria do CIS-Guanabara.

A curadora explica que após o final da guerra, ceramistas ocidentais conheceram os mestres japoneses e assim o Raku ganhou o ocidente e encantou a todos pela rapidez da queima e o contato do ceramista muito próximo ao fogo. Por onde o Raku passou, recebeu algumas modificações e dentre elas se encontra o Horse Hair uma modalidade que utiliza a crina de cavalo, lã de ovelha, pena de galinha e cabelo para impressionar a peça recém saída do forno. “Por essa razão, cada obra é única”, explica Cris Rocha.

Diferentes técnicas de produção da arte cerâmica serão expostas em agosto no CIS-Guanabara 

 

A exposição conta com trabalhos em diferentes técnicas produzidos pelos artistas Carla Picchio, Cris Couto, Cris Rocha, Darly Pellegrini, Ely Satie Ito, Flavia Pircher, Guza Amad, Luciana Thomaz, Regina Nogueira, Rogerio Antonio Carvalho Silva e Ruben Alekxander.

A mostra estará aberta ao público de 10 a 30 de agosto, segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00 e sábados e domingos das 9h00 às 17h00. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).

Cerâmica em Foco tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros. A exposição tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. A entrada é franca.


 

Alimentação é tema de visita guiada no CIS-Guanabara

 

Evento ocorre no dia 8 de junho. Entrada franca

 

Alimentação, saúde, educação, meio ambiente, agricultura e sustentabilidade são temas que norteiam a visita guiada que ocorre no dia 8 de junho, às 15 horas, no CIS-Guanabara. O evento, realizado pela equipe do projeto Sexta na Estação, em parceria com o CIS-Guanabara, acontece durante a tradicional Feira Pé na Roça, um dos principais pontos de venda de produtos orgânicos de Campinas.  As reflexões trarão o enfoque da agroecologia como campo do conhecimento científico que busca construir um novo paradigma de desenvolvimento sustentável na agricultura e na sociedade. 

A Feira Pé na Roça foi criada em 2011, no CIS-Guanabara, como uma atividade do Programa de Extensão em Agroecologia da Unicamp e da Rede de Agroecologia da Unicamp.
As inscrições deverão ser feitas com 15 minutos de antecedência ao início do evento e são limitadas a 25 vagas.
Escolas e entidades que queiram realizar esta visita guiada em outras datas podem solicitar agendamento prévio.

 

Visita guiada durante Feira Pé na Roça discute alimentação saudável

 

Serviço

Evento: Visita Guiada na Feira Pé na Roça

Data: 08 de junho

Horário: 15h00

Inscrições: Gratuitas 15 minutos antes do evento

Local: CIS-Guanabara

Mais informações:  raunicamp@gmail.com
         Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local). 

 

 


 

CIS-Guanabara recebe propostas de eventos para o segundo semestre

O CIS-Guanabara recebe, até o dia 31 de maio, as inscrições de propostas artísticas e culturais a serem realizadas no segundo semestre de 2018.

O CIS-Guanabara está localizado à rua Mario Siqueira, 829, no bairro Botafogo, próximo ao centro da cidade. Suas instalações disponibilizam para esta chamada espaços como a Gare, Galeria de Arte, Barracão do Café, salas multiuso, amplo e gratuito estacionamento.

 

 

As  inscrições devem ser feitas via Formulário de Agendamento. O formulário e instruções gerais de preenchimento estão disponíveis em nosso site:

http://www.cisguanabara.unicamp.br/280814.htm

 


Exposição Improvisos ganha espaço no CIS-Guanabara

 

Mostra pode ser vista até o dia 14 de junho. Entrada franca

 

Aquarelas sobre papel, colagens e óleo sobre tela são algumas das técnicas aplicadas pelos artistas Eni Ilis, Joao Bosco e Tiago Cesar na mostra Improvisos que será realizada na Galeria de Arte do CIS-Guanabara, no período de 17 de maio a 14 de junho. A vernissage, com apresentação musical de Aline Sampaio e Julio Oliveira, ocorre às 17h00 e a mostra poderá ser vista gratuitamente de segunda a sexta-feira sempre das 9h00 às 20h00 e aos sábados e domingos das 9h00 às 17h00.

Artista autodidata e atualmente envolvida com Arte Postal, Eni Ilis é formada em Filosofia. Com larga produção na técnica esferográfica, a artista apresenta pela primeira vez, em Improvisos, seus mais recentes trabalhos em aquarela sobre papel. 

Eni Ilis mostra seus mais recentes

trabalhos em aquarela sobre papel

 

João Bosco apresenta nessa mostra obras realizadas em técnica mista tendo a pintura e colagens sobre tela como seu principal suporte. Seus trabalhos são inspirados na Arte Povera, técnica em que o improviso e o inusitado se unem. A Arte Povera (em inglês, “poor art” ou “arte pobre”) surgiu na Itália nos anos 1960 e se caracteriza pelo uso de materiais simples, muitas vezes, descartáveis.

Artista plástico e arte-educador, João Bosco tem no currículo diversas exposições e premiações. Ilustrador da Folha de S. Paulo entre os anos 2007 e 2014, atuou como curador na Livraria Pontes e Estação Cultura de Campinas. Integra o catálogo digital Gravura Brasileira – Acervo Olho Latino 2014.

 

O artista João Bosco aplica

técnicas mistas em seus trabalhos

 

Tiago Cesar apresenta um trabalho despojado, de cores e traços vivos realizados com tinta óleo sobre tela. Retrata o espírito humano de maneiras variadas e inusitadas, como brincadeiras, danças, esportes (surf, futebol, bicicleta). Também passeia pelo abstrato e figuras autênticas e engraçadas como na série “Rostos Camuflados”, em que as faces são apresentadas de maneira desproporcional. 

 

Trabalho de Tiago Cesar retrata o espírito humano de maneira variada e inusitada  

 

O artista trabalha com pintura nas técnicas com tinta a óleo e acrílico desde 2011. Natural de Vitória, atualmente mora em Campinas, onde já expôs em diversos locais como Casa do Lago na Unicamp, Franz Café, Piola, Ateliê Lisa França e Estação de Cultura de Campinas. Em 2017 obteve primeiro lugar na categoria pintura no salão de Indaiatuba. Atualmente expõe na Feira de Artesanato do Centro de Convivência de Campinas, sempre aos sábados e domingos. A coordenação da exposição é da agente cultural do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros. A exposição Improvisos é uma realização da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) da Unicamp.

 

Serviço

Evento: Exposição  “Improvisos”

Data: 17 de maio a 14 de junho de 2018

Horário: Segunda á Sexta-feira: 9h às 20h | Sábados e Domingos: 9h às 17h

Abertura: 17 de maio, às 17h00

Local: CIS-Guanabara

Entrada: Gratuita

Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local). 


Artesanato chileno é tema

de oficina no CIS-Guanabara

 

 Atividade em Arpillera será oferecida a partir de 8 de maio.

As inscrições são gratuitas

 

  O CIS-Guanabara promove nos próximos dias 08, 15 e 22 de maio, das 18h30 às 20h30, a Oficina de Arpillera. Ministrada pelos artesãos Victor Manuel Espronceda e Cristina Monaco, a técnica em Arpillera consiste em uma expressão artística popular de customização de cenas cotidianas feitas com pequenos pedaços de retalhos. O intuito desta atividade é ensinar e difundir uma técnica chilena tradicional e popular de artesanato, bem como uma oportunidade para apresentar aspectos culturais do Chile. A oficina tem a coordenação da produtora cultural do CIS-Guanabara Maria Aparecida Vaz Bueno. As inscrições para essa atividade estão abertas. 

Retalhos de tecidos expressam momentos vividos na ditadura Pinochet

 

A oficina será composta por apresentação e contextualização social e política da Arpillera; apresentação dos painéis de Victor Espronceda como forma ilustrativa do trabalho a ser desenvolvido pelo grupo e de aspectos culturais do Chile; apresentação dos processos técnicos e dicas para mesclar cores, formas e tecidos; incentivo à criação e definição de tema; atividades de apoio para criação e montagem de exposição final que estará aberta à visitação no período de 29 de maio a 8 de junho no CIS-Guanabara.

Uso das cores tenta minimizar período duro que marcou a vida dos chilenos

Victor lembra que a Arpillera foi bastante difundida no Chile na época da ditadura de Pinochet (1973-1990) quando mulheres bordadeiras retratavam e denunciavam em tecidos as injustiças e violência vivenciadas no cotidiano do governo militar. Em virtude da pobreza generalizada da época, a técnica se desenvolveu com simplicidade reaproveitando tecidos, sacos de cereais ou até mesmo roupas velhas para customizar cenas coloridas de um duro cotidiano.

Artesanato em Arpillera também retrata cenas bucólicas do povo andino

 

 Serviço

Evento: Oficina de Arpillera

Data: 08, 15 e 22 de maio

Horário: 18h30 às 20h30

Inscrições encerradas

Local: CIS-Guanabara

Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local). Entrada ocorrerá pelo estacionamento do CIS-Guanabara.

 


 

Reminiscências

Vivência com alunos do UniversIDADE remexe

baú de fotografias no CIS-Guanabara

| Texto: AMARILDO CARNICEL | PROEC | ESPECIAL PARA O JU     | Fotos: DIVULÇÃO | REPRODUÇÃO

 

O historiador por vocação, Wagner Paulo dos Santos: palestra focalizou

 o antagonismo das praças campineiras Largo do Rosário e Largo do Pará

Quando a comerciária aposentada Eleni Zilda Giraud Galani viu a foto da extinta doceria Términus, de Campinas, projetada na parede da sala multiuso 1 do CIS-Guanabara, não se conteve. Em tom claramente nostálgico, falou dos tempos em que saía da também extinta Lojas Sears, no centro da cidade, e se dirigia para Términus onde saboreava um cremoso chocolate quente. “Eles nos serviam em bules de prata e em xícaras de porcelana fina. E os bolos então? Um melhor que outro”. Foi nesse cenário de boas lembranças que transcorreu a vivência “Re-tratos, a Cidade que Mora em Mim – Memória, História e Significados”, ministrada dentro do Programa UniversIDADE, pelo engenheiro civil aposentado e estudioso da história de Campinas, Wagner Paulo dos Santos e pela psicóloga e produtora cultural do CIS-Guanabara, Flávia Moraes Salles.

“A foto me fez lembrar o gosto daquele delicioso chocolate engrossado com maisena nas tardes de frio. Senti o cheiro, o sabor dos doces e, o melhor, a lembrança da liberdade de falar de coisas que não podíamos tocar no ambiente de trabalho”, recorda a aluna que no próximo dia 22 de maio completa 70 anos.

Sobrado do Villaça ou Sobrado Maldito (à direita): palco de mortes misteriosas

Dona Eleni e os outros 14 alunos do programa UniversIDADE que participaram dessa vivência exibiram fotos antigas e alguns, de modo compulsivo, desataram a falar sobre recordações a partir daquilo que estava restrito ao quadrilátero da imagem. Um recorte que, na verdade, permitia passar um filme na cabeça de cada depoente. A partir da foto de uma rua, cenário de brincadeiras de infância, surgia a lembrança das músicas tocadas na vitrola na casa do vizinho, das prosas no ponto de ônibus e das voltas de bicicleta ao redor do quarteirão. Cheiro de mato, de frutas, ruas tranquilas e quintais bucólicos compunham as temáticas fotográficas trazidas pelos alunos que cuidadosamente, como guardiões da memória, selecionaram especialmente para aquele momento.

O professor de matemática aposentado, Sebastião Antônio José Filho, 74 anos, sentiu um nó na garganta quando se lembrou das pescarias nos rios Turvo e Grande na região de Palestina, cidade onde nasceu. Embora vivesse na área urbana, era na zona rural que levantava um dinheirinho pra satisfazer seu gosto pessoal. “Minha primeira bicicleta consegui com trabalho nas lavouras de algodão”, lembra orgulhoso. No entanto, as memórias do professor Sebastião não se limitaram ao período de infância. Fez questão de falar do tempo em que fazia faculdade em Rio Claro, por volta de 1965. “Tem melhor época na vida de um jovem?”, questiona, embora tenha a resposta com muita clareza. “Lembro-me com muita saudade da boate Panqueca, perto da faculdade. Tudo acontecia lá. Muitas festas, namoricos... era o ponto de encontro dos alunos de todos os cursos”, afirma.

A Doceria Términus, por volta de 1975:

 chocolate quente em xícaras de porcelana

 

“Os comentários de dona Eleni, um momento vivido em meados dos anos 70 do século passado, do professor Sebastião sobre infância e juventude e dos demais alunos que fizeram uma viagem ao passado vão ao encontro da proposta dessa vivência, ou seja, despertar a memória que está dentro da gente. São fotos impregnadas de significado afetivo que acordam o valor pessoal adormecido”, observa a psicóloga Flávia. Segundo ela, a proposta dessa vivência foi identificar, junto aos participantes, fragmentos da cidade que representam esses alunos. “Qual é o canto da minha cidade em que eu mais me identifico? Qual é o cenário de minha infância ou juventude que mais me representa?”. Com questões dessa natureza trazidas pelos alunos, a psicóloga promoveu um exercício de identificação do significado desse recorte afetivo para essas pessoas. A partir do uso de fotografias antigas, seja do álbum de família de cada um, seja do acervo escolhido pela coordenação do trabalho, os alunos claramente emocionados passearam pela imagem, relembraram e ressignificaram histórias, sempre com os olhos no passado e a cabeça no presente.  

Dona Eleni Galani, aluna do UniversIDADE:

saudades de bons momentos na Doceria Términus

História por vocação

Documento, registro, história, memória... São muitas as nomenclaturas aplicadas à fotografia como instrumento de lembrança e registro de um recorte no tempo e no espaço. Desde a sua invenção, em torno de 1830, a fotografia vem sendo utilizada e superficialmente inserida na cultura popular como atestado de um fato, prova incontestável da verdade. Para o historiador, Boris Kossoy, muito longe de ser verdade absoluta, a fotografia constitui-se uma representação da realidade, seja do ponto de vista de quem a produz, seja da perspectiva de quem é fotografado. Independentemente das diferentes linhas de pensamento sobre a finalidade da imagem fixa, o que não se discute é que as fotografias apresentadas na vivência “Re-tratos” contaram boas histórias. Os registros fotográficos permitiram o descongelamento de momentos que começaram a aflorar durante a narração da imagem.

Essa foi também a linha de trabalho do engenheiro civil de formação e historiador por vocação Wagner Paulo dos Santos que durante os dois encontros realizados nos dias 6 e 13 de abril no CIS-Guanabara assumiu parte da vivência “Re-tratos”. No início, num exercício em que estimulava os alunos a passearem pelas fotos e identificarem os locais, o engenheiro civil focalizou o antagonismo das praças Largo do Rosário e Largo do Pará. “A primeira era a área nobre, localizada no Centro da cidade, próxima ao teatro, igreja, cafés e livrarias, local onde circulava a nobreza campineira. A segunda, embora estivesse a menos de um quilômetro do local, era considerada arrabalde”. Tanto é que, segundo ele, os elementos ali instalados eram refugos de outros pontos das cidades. O coreto e o chafariz, por exemplo, foram, inicialmente, construídos em outras praças. “É por isso que eu sempre que me remeto ao Largo do Pará, digo largo da sucata. O que fazer com as sobras das reformas de outras praças? O que fazer com chafariz retirado do Largo do Rosário? E com o coreto que estava na Praça Bento Quirino? Manda pro Largo do Pará”, ilustra Wagner.

Seu Sebastião Antônio José Filho: histórias que remetem

 ao período de infância em Palestina e de juventude em Rio Claro

 

Os alunos presentes não imaginavam que a Rua Marechal Deodoro um dia fora conhecida como Rua do Picador. A razão, segundo Wagner, é simples. Morava naquela rua o senhor Salvador Cerqueira, um adestrador de cavalos que tinha em sua casa um picadeiro. Os animais chucros eram entregues para a realização do trabalho, que se tornou atração. “De maneira esperta, ele começou a fazer o trabalho aos domingos diante de uma plateia que pagava ingresso. Daí o nome, Rua do Picador”, afirma. Os alunos também não sabiam que a Avenida Senador Saraiva tem nos registros populares o nome de Rua Alegre. “É que ali estavam inicialmente instaladas as casas de prostituição da cidade. A palavra alegre era uma alusão às festas que ocorriam com frequência no local”, afirma. Ainda na linha das denominações populares, Wagner se lembra do Sobrado do Villaça ou ‘sobrado maldito’, edificação construída próxima ao Teatro São Carlos, esquina das Ruas José Paulino com Treze de Maio, no centro da cidade. O local foi cenário de mortes misteriosas. Além do proprietário que foi assassinado no local, há relatos de criadas negras que teriam, ‘acidentalmente’, caído no poço. “Após pesquisas feitas em livros de historiadores de Campinas, verifiquei que algumas negras, grávidas dos patrões, foram atiradas no poço”, afirma o engenheiro, justificando que não há na historiografia campineira registro do nome do primeiro dono do sobrado.  

A psicóloga e agente cultural do CIS-Guanabara,

Flávia Moraes Salles: fotografias que afloram a memória adormecida

 

Wagner é autor dos livros Escola Normal, a Andorinha do Amor (2003), lançado em comemoração ao centenário da Escola Normal de Campinas, e Minha Admirável Comunista (2001) em homenagem à primeira vereadora de Campinas, Vera Pinto Telles, em 1948. Seu interesse pela história de Campinas surgiu de maneira muito natural, quando buscava informações sobre suas origens. Neto de portugueses, o engenheiro queria saber quando e como chegaram seus avós ao Brasil. Da história pessoal para a história de Campinas, foi um passo. Interessou-se pelos nomes que davam nomes às ruas, às praças e viu no acervo fotográfico do Centro de Ciências, Letras e Artes uma fonte inesgotável de informações sobre a Campinas do início do século passado. “Meu happy hour durante anos foi remexendo arquivos do Centro de Ciências”, lembra com orgulho.

Aluno de instituições públicas do ensino fundamental até a graduação em Engenharia Civil feita na Unicamp, Wagner vê nessas palestras uma forma de retribuir à sociedade um pouco desse conhecimento acumulado. “Toda a minha educação foi realizada em escolas estaduais, custeadas com dinheiro do contribuinte. Chegou a hora de eu devolver um pouco daquilo que recebi”, afirma.

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Aspectos da oficina oferecida a alunos do Programa UniversIDADE no CIS-Guanabara

Dona Eleni, aluna do Projeto UniversIDADE desde o início do ano, não poupou elogios ao programa. “Vale muito a pena pegar três ônibus para participar dessas vivências. A gente aprende muito e se ocupa com atividades que dão prazer.” O professor Sebastião, também aluno desde o início do ano, resumiu sua satisfação com uma frase. “A vivência de hoje, para mim, foi um renascimento”, afirmou. “Esse tipo de depoimento confirma os ‘re-tratos’ que todos podemos fazer com os monumentos esquecidos que guardamos dentro de nós”, conclui a psicóloga Flávia. O Programa UniversIDADE, da Unicamp, visa proporcionar às pessoas das comunidades interna e externa, acima de 50 anos, condições de mantê-las ativas tanto física quanto mentalmente, além de estimular e capacitar seus integrantes por meio de atividades interdisciplinares que buscam fomentar os diálogos relacionados à longevidade e qualidade de vida.

 

 


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