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CIS-Guanabara promove oficina de

malabares no Progen

 

Serão oito encontros em Ong localizada na Vila Castelo Branco, em Campinas

 

O CIS-Guanabara inicia nessa terça-feira (10 de outubro), às 14 horas, no Progen (Projeto Gente Nova) a Oficina de Malabares. As atividades serão realizadas pelo oficineiro Guilherme Veronezzi de Souza, estudante de Geografia na Unicamp e artista de rua. Destinada ao público iniciante (a partir de 12 anos), a oficina será realizada na unidade do Progen, na Vila Castelo Branco, região Noroeste de Campinas, e contará com técnicas de jogo e de confecção de malabares. A coordenação do trabalho, que integra o programa “Virando Mestre”, é da técnica em museologia Cristina Amoroso Lima Barros.

O Projeto Gente Nova desenvolve ações com crianças, adolescentes e idosos em quatro unidades localizadas na Vila Castelo Branco, Satélite Íris I, Jardim Garcia e Jardim Bassoli. Segundo a diretora do Progen, Izabel Cristina dos Santos Almeida, essa parceria com o CIS-Guanabara é uma maneira de levar à comunidade da região Noroeste de Campinas um pouco do conhecimento que é desenvolvido na Universidade, além de se configurar como reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela instituição na região Noroeste da cidade. Para a coordenadora da oficina pelo CIS-Guanabara, Cristina Amoroso Lima Barros, levar a atividade ao Progen é permitir que o trabalho de extensão universitária atinja um público diferenciado onde se encontram crianças e adolescentes interessados em uma determinada técnica circense que pode contribuir de alguma maneira para a formação da pessoa.

O malabarismo é uma modalidade circense que pode contemplar atividades com música, teatro, dança, mágica outras formas de manifestação artística. “Esse tipo de atividade nos permite desenvolver nos participantes habilidades físicas, motoras, controle e expressão corporais fazendo uso de técnicas circenses”, afirma Guilherme de Souza.                                 

O programa “Virando Mestre” é uma iniciativa do CIS-Guanabara que permite a alunos de graduação e de pós-graduação da Unicamp, por meio de oficinas, ter a oportunidade de iniciar atividades com caráter didático.

Serviço:

  • Datas: 10, 17, 24 e 31 de outubro e 7, 14, 21 e 28 de novembro.

  • Horário: das 14h00 às 16h00.

  • Local: Progen - Rua Castelnuovo, 699, Vila Castelo Branco.

  • Faixa etária: a partir de 12 anos de idade.

  • Material necessário: Painço, areia, arroz, alpiste (qualquer um desses materiais),bexiga, tesoura, garrafa Pet vazia,
            
    copo e fita adesiva.

 


O artesanato como instrumento de cidadania

CIS-Guanabara faz a parceria entre Unicamp e PUC-Campinas

 

Texto: Amarildo Carnicel

Fotos: Sérgio de Souza Silva

 

Érica Pereira, 29 anos, é moradora da ocupação urbana Joana d’Arc, em Campinas. Mãe de seis filhos (o caçula tem três anos e o mais velho é um adolescente de 14), viúva do primeiro marido e divorciada do segundo, ela foi uma das primeiras pessoas a se instalar na região onde estava o antigo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), na Estação Anhanguera, ao lado da rodovia que leva o mesmo nome. Para sustentar os filhos, sempre fez de tudo um pouco. Trabalhando como manicure a domicilio, nunca perdia a oportunidade de oferecer às clientes doces e bolo gelado, que preparava em casa nas horas vagas. “Mas essa fase acabou. Hoje sou uma artesã e é desse trabalho que tiro o sustento da minha família. Depois das oficinas de artesanato que fiz no CIS-Guanabara posso dizer com orgulho: sou uma empreendedora”, comemora. A oficina a que ela se refere é uma etapa do projeto de extensão “A cidadania feminina em ocupações urbanas: mulheres em ação politizando a cidade”, sediado na PUC-Campinas, que escolheu o CIS-Guanabara como parceiro para o desenvolvimento das atividades. Essa parceria entre Unicamp e PUC-Campinas é um dos inúmeros exemplos de ação extensionista e que se insere nas prioridades da atual gestão da Universidade Estadual de Campinas.

A oficina de artesanato do CIS-Guanabara é uma etapa desse projeto de extensão coordenado pela socióloga da PUC-Campinas, Stela Cristina de Godoi. Trata-se de um trabalho que propõe ações socioeducativas sobre o tema dos direitos sociais das mulheres e seu protagonismo no acesso às políticas públicas para a redução da pobreza e desigualdade no Brasil. “Queremos que essas mulheres se reconheçam como sujeito de direito, se apropriem de suas próprias potencialidades e, neste processo, também se fortaleçam enquanto um grupo organizado para a geração de renda através do trabalho associativo”, afirma.

Stela de Godoi: estímulo ao trabalho artesanal associativo para a geração de renda contribui

para o fortalecimento do Espaço das Joanas (Foto: Sérgio de Souza Silva)

A socióloga esclarece que o trabalho é mais abrangente, pois há uma preocupação de conscientização que perpassa as diferentes etapas do projeto. São realizadas oficinas para a discussão dos direitos e políticas públicas voltadas às mulheres em que se busca problematizar os temas elencados pelas participantes. “Em meio ao trabalho associativo, desenvolvido coletivamente no espaço da própria ocupação, criamos um tempo em que as mulheres puderam dividir com outras companheiras os dilemas outrora vividos solitariamente em suas rotinas domésticas”, afirma. Stela elenca aspectos que vão aflorando durante o desenvolvimento das atividades. “Notamos, por meio dos espaços de escuta criados pelo projeto, que apesar da experiência de violação de direitos que vivenciam como ‘população sem domicílio’, são mulheres muito fortes e não vítimas passivas da história”. A socióloga complementa que o estímulo ao trabalho artesanal associativo para a geração de renda, em especial aquele que permeia as oficinas de artesanato promovidas pelo CIS-Guanabara, contribui para o fortalecimento do Espaço das Joanas, localizado na ocupação urbana onde vivem.

Do estabelecimento dessa parceria entre a PUC-Campinas e a Unicamp, via CIS-Guanabara, segundo Stela, pode-se observar que a reação de algumas integrantes do grupo vai além do aprendizado de novas técnicas de trabalho artesanal. A socióloga afirma que dentro de um ambiente muito estruturado, a experiência de transitar por outros espaços e se descobrir membro da sociedade para fora da ocupação foi muito rico para as participantes. Ela lembra que no primeiro dia de oficina, Érica Pereira demonstrou interesse em conhecer a história na Estação Guanabara. “É muito interessante pensar os sentidos que essa curiosidade pelo patrimônio histórico aflore na trajetória de uma mulher, migrante, 25 moradora da periferia e que reconhece o valor do passado para a edificação da sociedade”.

Erica Pereira: multiplicando entre as mulheres da ocupação Joana D’Arc os conhecimentos

 assimilados nas oficinas realizadas no CIS-Guanabara (Foto: Sérgio de Souza Silva)

Embora interessada em informações de caráter histórico do prédio da Estação Guanabara, Érica não perdeu o foco. Tinha muita clareza do que pretendia assimilar  dos ensinamentos transmitidos durante as oficinas no CIS-Guanabara. “Eu já tinha alguma noção de técnicas de artesanato, mas foi aqui que encontrei espaço para criar, inovar, aprender coisas diferentes”, afirma. Ela admite que não tinha noção do valor que deveria atribuir aos produtos. “No começo, vendi muito artesanato com prejuízo”, lamenta. “Hoje sei quanto vale o material e, principalmente, o meu tempo destinado à essa produção. Fiquei tão estimulada que tudo que aprendo aqui eu levo para as mulheres da ocupação.” Stela, coordenadora do projeto, acrescenta que cuida para “que o trabalho artesanal associativo seja tanto uma finalidade, no sentido da geração de renda, quanto um meio de reflexão e organização coletiva, que caminhe na contramão da lógica competitiva que orienta os produtores e consumidores no grande mercado”.

Érica e outras mulheres do grupo de artesãs da Ocupação Joan D’Arc mostraram suas criações recentemente na Feira de Artesanato no Swiss Park  e no CIS-Guanabara, no final de setembro, onde foi realizada a segunda edição da Feira Cultural, promovida pela Associação dos Artesãos de Campinas em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac-Unicamp).

 

 

 

Mulheres da ocupação Joana D’Arc durante a Feira Cultural realizada no final de

setembro na gare do CIS-Guanabara (Foto: Sérgio de Souza Silva)

 


Mulher indígena é tema de conversa no CIS-Guanabara

 O evento será domingo, às 10h00.

A entrada é franca

 O CIS-Guanabara sedia no próximo domingo (8 de outubro), das 10h00 às 12h00, a "Roda de conversa: mulheres Indígenas em todos os espaços". O evento será coordenado pela escritora de contos Kariri Xocó, Denizia Kawany, da aldeia Kariri Xocó. O diálogo proposto perpassa por temas como cultura, saúde, educação, trabalho, família, lutas e representações políticas e sociais.

Também participam desse encontro Sol Terena, Tamikuã Pataxó, Nikita Guarani e Jaxuca Guarani, mulheres que integram diferentes aldeias indígenas.

O encontro é uma realização da Rede de Apoio ao Povo Kariri Xocó e tem apoio do Grupo EtnoCidade e CIS-Guanabara. Com entrada franca, o evento é aberto ao público em geral.

 Serviço:

  • Evento: Roda de conversa: mulheres Indígenas em todos os espaços

  • Data: 08 de outubro (domingo)

  • Horário: 10h00.

  • Local: CIS-Guanabara.

  • Endereço: Rua Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas (Estacionamento gratuito no local).

  • Entrada: gratuita


 

Oficina de Rap e produção musical no CIS

 

As atividades são gratuitas e estão com inscrições abertas

 

O CIS-Guanabara promove a partir do dia 5 de outubro a Oficina de Rap com Introdução à Produção Musical. Ministrada pelos bolsistas do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, Fábio Danillo e Djakcson Gonçalves, a atividade visa a aplicação de um método pedagógico especializado no ensino de ritmo e poesia, bases elementares da construção de gênero circunscrito na própria sigla RAP "Rhythm and Poetry".
As oficinas contemplam aulas de estudos rítmicos, míni curso de elaboração poética, debates e exibição de filmes e documentários. Segundo os responsáveis pelas oficinas, trabalhos dessa natureza estimulam nos alunos desenvolvimento da comunicação e expressão de ideias, desinibição e proatividade.
A coordenação do trabalho, que integra o projeto “Virando Mestre”, é da artista plástica Elizabeth Aparecida Piva da Silva Oliveira. O programa “Virando Mestre” é uma iniciativa do CIS-Guanabara que permite a alunos de graduação e de pós-graduação da Unicamp, por meio de oficinas, ter a oportunidade de realizar experimentalmente atividades com caráter didático. Aberta ao público em geral, a oficina tem inscrições gratuitas e as vagas são limitadas.

 

Serviço:

 

·         Data:  5, 19 e 26 de outubro (atividades rítmicas e exibição de documentários e debates) e 9, 16, 23 e 30 novembro

(elaboração poética, métrica, língua, rima e figuras de linguagem).

·         Horário: quintas-feiras das 13h00 às 17h00

·         Local: CIS-Guanabara - Rua Mário Siqueira, 829 - Estacionamento gratuito no local

·         Público: jovens adultos

·         Vagas limitadas

·         Inscrições gratuitas aqui


 

CIS-Guanabara promove evento em homenagem

ao Dia das Crianças

Diversos atores atuarão como contadores de histórias.

A entrada é franca

       O CIS-Guanabara realiza no próximo dia 06 de outubro (sexta-feira) o “Dia da História’. O evento, em homenagem ao Dia das Crianças, será na Sala Multiuso II e contará com integrantes dos grupos Griots, Univida, Viajantes e CAC. A proposta do encontro é estimular criatividade, imaginação e, principalmente, a socialização dos participantes.

O ator e palhaço Ulisses Junior participa do evento no CIS-Guanabara

O evento integra o Projeto Contar e Encantar, coordenado pelas pedagogas Helenice Vitorino e Marluci Reis. Para esse encontro foram convidados profissionais experientes que fazem da arte de contar história instrumento de diversão para crianças e adultos e de terapia para pessoas enfermas.

 A contadora de história Thatiane Roberta de Paula é integrante do grupo Viajantes

A contadora de história Thatiane Roberta de Paula, 17 anos de experiência, é integrante do grupo Viajantes. Também é pedagoga com especialização em Educação Infantil e pós-graduada em Literatura Infantil com ênfase em contação de história. Elaine Cristina Villalba de Moraes é contadora de história há 14 anos. Tem formação em Filosofia pela PUC-Campinas e atualmente ministra oficinas de contação de histórias pela CAC-Unicamp (Coordenadoria de Assuntos Comunitários). Coordena o projeto “Vivências da Carochinha” que inclui, além de atividades de contação de histórias, mediação de leitura voltada para o público adulto e infantil. Elaine é idealizadora e organizadora dos Saraus de Histórias da Unicamp. O ator Ulisses Junior é integrante da Cooperativa Paulista de Teatro e da Univida, escola de aprofundamentos na arte de contação de histórias. Também atua como palhaço, contador de histórias e produtor cultural.

Elaine de Moraes é contadora de história e organizadora dos Saraus de Histórias da Unicamp
 

          A Associação Griots, Ong fundada em 2003, e que tem se firmado pela sua atuação em hospitais e casas de idosos, também participará do evento. Mais de 150 voluntários se dividem entre 13 instituições e, todos os meses, mais de 700 crianças e idosos são atendidos. Cada membro da Griots dedica pelo menos uma hora por semana a atividade voluntária. Entre esses integrantes que se apresentarão no CIS-Guanabara estão as contadoras de história Elaine de Oliveira de Alcântara, Beatriz Ceglys, Cristina Moreda Galleti Kavanagh e Leia Reginato Vieira de Luca.

Serviço

  • Data: 06 de outubro

  • Horário: das 09h00 às 11h00 e das 14h00 às 16h00

  • Local: CIS-Guanabara - Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo. Telefone: 3231-6369 - Estacionamento gratuito no local

  • Faixa etária: todas as idades

  • Inscrições gratuitas aqui


CIS-Guanabara sedia Encontro de Yogaterapia

Atividade ocorre no dia 7 de outubro. As inscrições são gratuitas

          O CIS-Guanabara realiza no próximo dia 7 de outubro, das 9h00 às 12h00, o Encontro de Yogaterapia. Aberto ao público em geral, o encontro consta de prática de yoga, meditação, palestras e orientações que visam proporcionar harmonia e bem estar aos participantes.
          Segundo uma das coordenadoras do evento, Rosângela Bassoli, a yoga promove o bem estar por meio das posturas, de respiração adequada, de técnicas de concentração e meditação. “Esse aprendizado pode ser aplicado no estilo de vida”, afirma. Acrescenta que, nesse sentido, a yogaterapia promove os benefícios terapêuticos da yoga.

A yogaterapia usa a yoga como forma de terapia complementar,

mas não substitui o tratamento convencional


          A professora Cristiane Reiko Nakazato, uma das profissionais responsáveis pelas atividades que ocorrerão na Gare do Cis-Guanabara, esclarece que a yogaterapia usa a yoga como forma de terapia complementar. “Pode ser aplicada em grupo ou individual. Hipertensão, obesidade, diabetes, depressão e ansiedade são alguns dos distúrbios que podem ser tratados pela yogaterapia”, afirma. “No entanto, convém deixar claro que as técnicas de yoga não excluem os tratamentos convencionais”, lembra Rosângela.

O encontro no CIS-Guanabara consta de prática de yoga, meditação,

palestras e orientações sobre yogaterapia


          Para o também coordenador do evento no CIS-Guanabara, Márcio Assumpção, o Encontro de Yogaterapia torna-se uma oportunidade para se conhecer as várias frentes da yoga. “O público que participar desse encontro terá uma noção mais ampla dos benefícios da yoga”, afirma. O evento é uma realização do Instituto de Yogaterapia.

Serviço:

  • Data: 07 de outubro (sábado)

  • Horário: das 9h00 às 12h00

  • Local: CIS-Guanabara - Rua Mário Siqueira, 829 - Estacionamento gratuito no local

  • Público: jovens e adultos

  • Inscrições: gratuitas no dia da atividade

  • Material necessário: mat ou colchonete


Domingo tem teatro infantil no CIS-Guanabara

Espetáculo “A Princesa e a Ervilha” tem entrada franca

Brinquedos ganham vida em meio a fábulas e contos tradicionais infantis. É nesse universo que se desenvolve a peça A Princesa e a Ervilha que será apresentada no próximo dia 8 (domingo), às 16 horas, no CIS-Guanabara. O espetáculo, que traz à cena uma divertida adaptação do conto infantil escrito por Andersen, conta a história da menina Nina (interpretada por Amanda Moreira), que usa sua imaginação para dar vida a seus brinquedos (interpretados pelos atores Hector Espagnoli e Dennis Zapater), e assim brinca de reinventar histórias. A encenação foge do tradicional valendo-se do tom cômico, por meio das linguagens da mímica, palhaço, contação de histórias e manipulação de boneco, que são focos de estudo da Engenhosa Cia. Além disso, a montagem também está permeada pelo universo da sétima arte, através de referências a filmes em toda a trilha sonora. A entrada é franca.

Os contos tradicionais e as fábulas infantis trazem em seu enredo questões que tratam das relações e valores humanos. De acordo com o grupo realizador Engenhosa Cia, a peça A Princesa e a Ervilha transita nessas questões, em especial sobre a construção do sentimento de amor, mas também aborda o encontro com as diferenças e a possibilidade de reconhecer-se em outras histórias. Além disso, a peça traz à tona reflexões sobre a importância do brincar a partir da imaginação e do faz de conta, em oposição aos excessos do uso de tecnologias atualmente.                      

O Projeto “A Princesa e a Ervilha”, realizado pela Engenhosa Cia de Teatro através do Programa Nacional de Apoio à Cultura, com patrocínio da empresa Adelbrás, já visitou escolas da rede pública de ensino de Campinas, Valinhos, Vinhedo, Jundiaí e São Paulo, além de praças e espaços culturais, com apresentações gratuitas.

 

Serviço

  • Evento: Peça teatral “A Princesa e a Ervilha”

  • Data: 08 de outubro (domingo)

  • Horário: 16h00

  • Local: CIS-Guanabara - Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo. Telefone: 3231-6369 - Estacionamento gratuito no local


CIS tem inscrições para oficina de malabares

 

Atividade é gratuita e integra o programa Virando Mestre

 

          O CIS-Guanabara está com inscrições abertas para a Oficina de Malabares que será realizada em outubro e novembro, sempre às terças-feiras, das 14h00 às 16h00, na Galeria I. As atividades serão realizadas pelo oficineiro Guilherme Veronezzi de Souza, artista de rua e estudante de Geografia na Unicamp. Destinada ao público iniciante, a oficina contará com técnicas de jogo e de confecção de malabares. A coordenação do trabalho, que integra o projeto “Virando Mestre”, é da técnica em museologia Cristina Amoroso Lima Barros.


          O malabarismo é uma modalidade circense pode contemplar atividades com música, teatro, dança, mágica outras formas de manifestação artística. “Esse tipo de atividade nos permite desenvolver nos participantes habilidades físicas, motoras, controle e expressão corporais fazendo uso de técnicas circenses”, afirma Guilherme de Souza.


          O programa “Virando Mestre” é uma iniciativa do CIS-Guanabara que permite a alunos de graduação e de pós-graduação da Unicamp, por meio de oficinas, ter a oportunidade de iniciar atividades com caráter didático.
  

 

Serviço:

  • Data: 10, 17, 24 e 31 de outubro e 7, 14, 21 e 28 de novembro

  • Horário: das 14h00 às 16h00

  • Local: CIS-Guanabara - Rua Mário Siqueira , 829.Fone: 3231-6369 - Estacionamento gratuito  no local

  • Faixa etária: a partir de 10 anos de idade

  • Material necessário: Painço, areia, arroz, alpiste (qualquer um desses materiais), bexiga, tesoura, garrafa Pet vazia, copo e fita adesiva

  • Vagas limitadas

  • Inscrições gratuitas aqui


CIS abre inscrições para oficina de gravura em EVA

Atividade gratuita integra o projeto Encontro com Artistas e será realizada no dia 24 de outubro

 

       O CIS-Guanabara está com inscrições abertas para a Oficina de Gravura em EVA que será realizada dia 24 de outubro, das 15h00 às 16h30, na sala Multiuso II da Estação Guanabara. Ministrada pela artista plástica Gilo-Angela Silvatti, a oficina é gratuita e integra o projeto Encontro com Artistas. A coordenação da oficina é da técnica em museologia Cristina Amoroso Lima Barros e do técnico administrativo Fábio Cerqueira.    
 

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Modelos de gravuras em EVA que integram o conteúdo programático da oficina ministrada pela artista Gilo-Angela Silvatti


      
Gilo-Angela Silvatti é professora e artista visual. Graduada em Educação pela Unicamp, desenvolveu carreira artística e pedagógica especializando-se por meio de programas de pós-graduação nas áreas de gestão escolar e artes visuais. Sua trajetória profissional inclui experiências e formação artísticas na Espanha, Inglaterra, Itália e Argentina. Atualmente atua como professora no ensino fundamental em escola bilíngue e coordena atividades de ensino e entretenimento em seu próprio ateliê.
        Em sua produção artística destacam-se trabalhos com o vidro e pintura a óleo. Como professora, enfatiza processos criativos dirigidos a crianças e adultos como caminho para o autoconhecimento e cultivo do bem estar.

Serviço:

  • Data: 24 de outubro

  • Horário: das 15h00 às 16h30

  • Local: CIS-Guanabara - Rua Mário Siqueira , 829,  fone: 32316369 - Estacionamento gratuito no local

  • Vagas limitadas

  • Inscrições gratuitas aqui


CIS-Guanabara sedia Feira Cultural

Evento será no próximo sábado e abrigará espaços de ação solidária

       O CIS-Guanabara sedia no próximo sábado, 30 de setembro, das 10h00 às 19h00, a 2ª. edição da Feira Cultural. Organizado pela Associação dos Artesãos de Campinas em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão de Assuntos e Comunitários (Preac) da Unicamp, o evento contará com expositores de artesanato, moda artesanal e renda criativa.

Dentro da proposta de ações culturais que norteia as ações do CIS-Guanabara, o evento abrigará dois espaços de ação solidária, o brechó da Ong Sonhar Acordado, e a barraca de artesanato destinada ao grupo de artesãs da Ocupação Joana D’Arc, de Campinas. Será a primeira vez que as “Joanas”, como são conhecidas as mulheres que vivem na ocupação urbana, venderão no CIS-Guanabara, peças de artesanatos produzidas durante oficinas realizadas no próprio local. A feira é gratuita e tem apoio da Secretaria de Cultura de Campinas.

 

  

Aspecto da primeira edição da Feira Cultural realizada no CIS-Guanabara em junho desse ano

 

Serviço

  • Data: 30 de setembro

  • Horário: 10h00 às 19h00

  • Local: CIS-Guanabara

  • Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local)

  • Entrada gratuita


CIS-Guanabara apresenta peça infantil no próximo sábado

 

O espetáculo integra a mostra “O teatro para sua criança” tem entrada é gratuita

 

          O espetáculo infantil Histórias pra Mais de Metro é a atração deste mês da mostra “O teatro para sua criança” que ocorre mensalmente no CIS-Guanabara. Produzido pelo Coletivo Joaquina, o espetáculo leva ao palco duas contadoras de histórias que brincam com o público e mostram a magia da nossa cultura popular através dos ‘causos’, contos e canções. A peça é gratuita e será apresentada no próximo sábado, dia 30, às 16 horas.
          O espetáculo ocorre num clima de nostalgia, em que duas atrizes contam diversas histórias. Lembranças feitas de sonhos, piadas, trava línguas e brincadeiras que fazem as pessoas voltarem a ser criança. A peça é um convite às memórias e aos segredos do passado. “O público pode esperar muita coisa boa, músicas interpretadas ao longo das histórias e cenas surpreendentes”, afirma Herica Veryano, diretora e atriz do Coletivo Joaquina.
          Histórias pra Mais de Metro é uma realização do Coletivo Joaquina e conta com a parceria do CIS Guanabara. A Mostra “O teatro para sua criança” surgiu com o intuito de colaborar com a formação de plateia local, com foco na infância e juventude. “A mostra acontece sempre em um fim de semana de cada mês e busca incentivar a diversão e harmonia em família, aumentando o acesso da população ao teatro”, enfatiza Veryano.

 

  

Duas contadoras de histórias divertem o público com contos, ‘causos’ e canções

 

FICHA TÉCNICA

  • Classificação: Livre

  • Duração: 40 minutos

  • Direção e dramaturgia: Herica Veryano

  • Interpretação e música ao vivo: Herica Veryano e Edna Miranda

Serviço

  • Data: 30 de setembro

  • Horário: 16h00

  • Local: CIS Guanabara

  • Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas. Estacionamento gratuito no local. Entrada gratuita


CIS-Guanabara se destaca na parceria com o Sesc

Fachada do prédio da Estação Guanabara durante a décima Bienal do Sesc de Dança

(Foto: Sérgio de Souza Silva)

          O CIS-Guanabara configurou-se como um dos principais parceiros do Sesc na 10ª. edição da Bienal Sesc de Dança. De 14 a 24 de setembro a Gare e o Armazém foram palco de inúmeros eventos. Durante visita à instalação Campo Antípoda, no CIS-Guanabara, o diretor regional do Sesc, Danilo Santos Miranda, ressaltou a importância dessa parceria: “As ocupações realizadas na Estação Guanabara sinalizam a presença da Bienal num espaço muito privilegiado”. O gerente do Sesc-Campinas, Hideki M. Yoshimoto, reconheceu o CIS-Guanabara como um importante espaço na cidade, gerido por uma equipe hábil e capacitada, cujo resgate histórico de uma antiga estação ferroviária ampliou a oferta cultural na cidade”.

 

Flávia Cavalcanti, Danilo Miranda e Marcelo Rocco em visita à instalação "Campo Antípoda"

(Foto: Sérgio de Souza Silva)


          O sociólogo e diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco, afirmou que um dos propósitos da atual gestão é fomentar a ocupação dos espaços universitários por parte da sociedade de Campinas e região. Para Rocco, um evento dessa natureza ratifica a proposta da nova política cultural da Universidade. “Nossa missão é produzir, fomentar e acolher ações culturais, como a Bienal do Sesc. O que vimos nesse evento é que nossas expectativas foram alcançadas”. Para a psicóloga e produtora cultural Flávia Moraes Salles Cavalcanti, a Bienal do Sesc encerrada no último final de semana, enalteceu os esforços da equipe do CIS-Guanabara. “Queremos, cada vez mais nos firmar junto à cidade de Campinas como espaço privilegiado da Unicamp de diálogos, trocas e interação cultural”, afirma. Para a produtora cultural, Massako Toma, a grande presença do público durante o evento demonstra que o CIS-Guanabara cada vez mais se configura como um espaço singular que agrada igualmente produtores de eventos e espectadores.


Flávia Cavalcanti e Hideki Yoshimoto: o CIS-Guanabara como espaço privilegiado de interação cultural

(Foto: Sérgio de Souza Silva)

 


Revelando a sala escura

 

Deficiente visual produz fotografia no CIS-Guanabara

 

          Adriano Melo Rita nasceu cego. Ele tenta imaginar como são as cores. Quando arrisca produzir uma foto procura fazer primeiro um reconhecimento tátil do objeto fotografado ou se vale da descrição feita por terceiros, antecipando a ele o que ele vai fotografar. Luzinete Nunes de Alencar, 46 anos, perdeu a visão aos 30. Fotografou muito o filho mais velho, hoje com 25 anos. O mais novo, de oito anos, ‘conhece’ pelo que falam sobre ele e pelo toque, quando acaricia o garoto. Elizeu José Araújo Ribeiro perdeu a visão há 14 anos num acidente de carro. Preserva imagens na lembrança. Hoje, vivenciando a completa escuridão, faz dos ouvidos seus olhos. Ele se guia pelo ‘barulho’. Arrisca afirmar que se tiver a missão de fotografar alguém falando ao microfone certamente fotografará a caixa de som.

Scarpinetti fala sobre os princípios básicos da fotografia (Foto: Sérgio de Souza Silva)


          São histórias de vida emocionantes que se cruzam a partir de uma nova experiência. Um universo que ganhou no último dia 20 setembro no CIS-Guanabara contornos diferentes quando eles, juntamente com outros integrantes do Centro Cultural Louis Braille, participaram da Oficina de Fotografia para Deficientes Visuais. Entre atividades teóricas e práticas, muitos manusearam pela primeira vez uma câmara fotográfica analógica, rebobinaram filmes, ajustaram fotômetro e acionaram o obturador. Fotografaram e se deixaram fotografar. Vibraram muito ao som de cada acionamento do disparador. “O simples apertar do botão da câmera, mesmo sabendo que jamais verão as imagens, seja na condição de fotógrafos, seja na condição de modelos, permitiu a eles uma participação num processo de produção jamais vivenciado”, afirma o jornalista e fotógrafo da Secretaria de Comunicação da Unicamp (Secom), Antonio Scarpinetti, responsável pela atividade. “Sentiram-se participantes de um fazer fotográfico que elevou a autoestima por assumirem o lugar de responsáveis pela eternização de uma imagem e isso para eles é o que basta”.

Scarpinetti ensina aluno manusear câmera fotográfica (Foto: Sérgio de Souza Silva)

 
          A oficina foi dividida em três momentos. Inicialmente os onze participantes se apresentaram, falaram da experiência de viverem na escuridão total e com muito bom humor falaram da expectativa do desafio da produção fotográfica que estava por vir. Luzinete, enquanto manuseava a câmera disse: “fazer isso [a foto] é interessante, mas o que vai sair só Deus sabe.” Para Scarpinetti, os depoimentos são significativos e mostram como as fotografias ficaram marcadas na vida daquelas pessoas que perderam a visão depois de adultos. “Interessante como elas falam de momentos do cotidiano familiar a partir da lembrança de uma fotografia que ficou fixada na memória. Imagens simples como a de um casamento ou de uma atividade escolar do filho permitem recordar aquele instante, possibilitam reviver um filme em que foram personagens”.

Fotógrafa e fotografada diante de uma nova situação (Foto: Sérgio de Souza Silva)

 

          Após a etapa de depoimentos, Scarpinetti projetou e leu frases de fotógrafos e de curadores de exposições com larga vivência no universo da fotografia produzida por deficientes visuais. Falou de filmes, como o documentário Luz Escura, A Arte dos Fotógrafos Cegos, cujos protagonistas são fotógrafos que não enxergam. Numa tentativa clara de elevar a autoestima dos participantes, valeu-se de pensamentos do fotógrafo e curador norte-americano, Douglas McCulloh, quando se refere à produção de alguns fotógrafos cegos. Sobre Peter Eckert ele afirma: “É um dos fotógrafos mais puros, porque ele monta suas fotos cuidadosamente, peça por peça, como uma construção metal, primeiro. E depois, pode levar meses até que ele tenha uma visão completa em sua mente. Então, como ele diz, ele passa uma foto sob a porta de seu mundo de escuridão para o nosso mundo visual.” A proposta, segundo o responsável pela oficina, foi mostrar que eles podem, por meio da fotografia, nos revelar como é viver uma realidade com absoluta falta de luz.

Scarpinetti auxilia aluna no enquadramento da imagem (Foto: Sérgio de Souza Silva)


          O terceiro momento da oficina foi a produção fotográfica. A câmera foi instalada num tripé e, com a ajuda do fotógrafo, o deficiente visual manuseou o equipamento. Na outra ponta estava o modelo a ser fotografado, outro deficiente, que diante da objetiva, muitas vezes sorrindo, fazia poses. “O barulho do obturador, o diálogo muitas vezes jocoso entre eles, foi muito especial. A alegria que expressavam ao participar daquele momento, ainda que não vissem nada após a produção, foi supreendente. A partir do momento em que colocam a mão na máquina eles se transformam, sabem que têm em mãos um instrumento poderoso e isso valoriza a sua participação nesse processo”, avalia Scarpinetti.

‘Modelo’ sorri para fotógrafa que faz seu primeiro registro  (Foto: Sérgio de Souza Silva)


          A oficina realizada no CIS-Guanabara permitiu ao fotógrafo da Secom-Unicamp vivenciar uma situação que até então conhecida apenas na teoria impressa nas páginas dos livros. Ele se vale da reflexão do fotógrafo esloveno Evgen Bavcar, que ficou cego aos 12 anos após dois acidentes. Doutor em História, Filosofia e Estética pela Universidade de Sorbonne, na França, Bavcar, ainda na época da fotografia analógica, afirmou: “Todos os fotógrafos precisam de um quarto escuro, devem revelar seus filmes em uma sala escura, e toda a minha vida é uma sala escura, eu sou uma sala escura, usando uma máquina por onde entra a luz. Por que não poderia fazer fotos? Isso não é uma provocação e sim um desejo interior de fazer imagens.” Segundo Scarpinetti, pessoas, como as que participaram da oficina, devem, sim, ter oportunidade de se expressarem por meio da fotografia. Devem revelar a ‘sala escura’ onde vivem.”

Aluno sorri durante primeiro ‘ensaio fotográfico’ feito por colega cego (Foto: Sérgio de Souza Silva)


          Essa experiência, coordenada pela equipe de projetos do CIS-Guanabara em conjunto com Rotary Clube Norte e Centro Cultural Louis Braille, por ora é vista como um piloto. A ideia, segundo o sociólogo e diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco, é, com base em trabalhos semelhantes realizados por outros órgãos instituições, aplicar algo semelhante de maneira sistematizada a partir do próximo ano. “Fundamentalmente, as artes tem o propósito de despertar os sentidos. A experiência provocativa dessa oficina vai muito além da experimentação de um enquadramento ou clique, ela consiste em revelar que tudo é possível. O projeto “Ampliando os Sentidos” prevê ações dessa natureza, e o oferecimento dessa atividade está em consonância com os propósitos dessa casa de cultura”, afirma.
 


CIS-Guanabara promove Oficina de Fotografia para Deficientes Visuais

 

Fotógrafo Antonio Scarpinetti, da Secom-Unicamp, ministra a atividade dia 20 de setembro

 

 

          O fotógrafo da Secretaria de Comunicação da Unicamp, Antonio Scarpinetti, realiza no próximo dia 20 (quarta-feira), das 14h00 às 16h00, no CIS-Guanabara a Oficina de Fotografia para Deficientes Visuais. A expectativa, segundo o fotógrafo, é que a produção fotográfica dos alunos seja resultado de uma elaboração mental e não fruto do acaso.
          Para o fotógrafo essa atividade é um grande desafio, pois cabe a ele durante as atividades oferecer elementos para que os deficientes visuais construam suas fotos a partir de uma elaboração mental. “A questão é como auxiliar essa produção fotográfica com um público cujo lugar já é uma sala escura. Estamos falando de outra realidade, de um universo totalmente diferente. Será uma experiência inusitada ainda que eles tomem conhecimento do resultado final por terceiros”, afirma Scarpinetti.
          As atividades teóricas serão realizadas na Sala Multiuso e a produção fotográfica na Gare, das 14 às 16 horas. A oficina integra o projeto “Ampliação dos Sentidos”, coordenado pela equipe de Projetos de Extensão do CIS-Guanabara em conjunto com Rotary Clube Norte e Centro Cultural Louis Braille.
 


Serviço:

·         Data: 20 de setembro (quarta-feira)

·         Horário: das 14h00 às 16h00

·         Local: CIS-Guanabara - Rua Mário Siqueira , 829, Botafogo. Telefone: 3231-6369 - Estacionamento gratuito no local


 

Muito além do entretenimento

 

 

Bienal de Dança do Sesc, na Unicamp, exibe arte como

produção de conhecimento. CIS-Guanabara recebe atividades diárias

 

A participação da Unicamp na 10ª. edição da Bienal do Sesc de Dança, no período de 14 a 24 de setembro em Campinas, vai muito além de uma instituição que abrigará eventos numa vasta programação de espetáculos nacionais e internacionais, coreografias solos ou de grandes grupos, performances e lançamentos de livros. Na condição de única parceira que será palco de apresentações diárias, o momento é especial, não apenas de exibição de diferentes atrações, mas de reflexão sobre a dança como produtora de conhecimento e de investigação científica. Para a diretora de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac) e professora do Instituto de Artes (IA) da Unicamp, Verônica Fabrini, a participação da Universidade nessa programação é relevante, pois se trata de reconhecer a Arte como campo de produção de conhecimento, algo muito além do entretenimento. “Todos nós vivemos dentro de um corpo e nossa percepção de mundo é mediada por nossos corpos, quer tenhamos consciência disso ou não”. Para ela, a Bienal de Dança vai além de espetáculos de alta qualidade, “ela reúne trabalhos instigantes e provocadores, que problematizam o corpo, nos faz perceber os corpos e o próprio corpo de uma nova maneira”, afirma.

 


Verônica Fabrini, diretora da Cultura da Preac: “A Bienal de Dança vai além

de espetáculos de alta qualidade. Reúne trabalhos instigantes e provocadores,

que problematizam o corpo.” (Foto: Juliana Hilal)

 

Ela lembra que os cursos de graduação em Dança e Artes Cênicas na Unicamp tiveram início em 85 e a pós-graduação em Artes em 1991, ou seja, a Arte tratada no âmbito da universidade. “Considero que já estava na hora da Bienal de Dança ocupar esse espaço no ambiente acadêmico. Essa parceria é o reconhecimento da Arte [no caso das artes do corpo] como campo de investigação e de produção de conhecimento. É fundamental ultrapassar os limites entre conhecimento acadêmico e conhecimento artístico, sensível e avançar na ideia da arte como um saber tão fundamental quanto a ciência”, avalia a diretora de Cultura.
 

Para Verônica a opção do Sesc pelo CIS-Guanabara foi muito acertada. Define como um espaço estratégico, tanto pela sua localização e personalidade ¬¬– afinal, a Estação Guanabara está carregada de memórias da cidade, e por isso não é um espaço impessoal – quanto pela sua função de ser um lugar de troca entre a cidade e a universidade. “Nossos alunos, professores e pesquisadores, pela via da extensão, encontram no CIS Guanabara um ponto de confluência de saberes, de troca com a cidade. É assim que ambos [cidade e universidade] se vitalizam, buscam soluções, desenham utopias”. A aproximação da universidade com o município, na visão de Verônica, é uma ação que deve ser cada vez mais intensificada. “Acredito que receber a programação intensa da Bienal Internacional de Dança é estreitar esses laços da universidade com a cidade e abrir-se para um abraço maior, com o mundo. Talvez seja essa uma ‘vocação de Estação’, promover trânsitos”.
 

Para Verônica essa parceria com o Sesc sinaliza a complementaridade que deve existir entre uma universidade pública, do porte da Unicamp, e uma instituição privada de natureza social. “O Sesc é uma instituição nacional poderosa no campo da arte e da cultura, além de ser exemplar quanto ao serviço social. Atua não só como divulgador, mas como formador também. O Sesc e as universidades públicas possuem naturezas distintas e por isso mesmo complementares. Num momento de retração da economia, parcerias e união de forças de resistência são fundamentais”. No entanto, segundo a professora do Instituto de Artes, universidade e Sesc têm papéis específicos. “O Sesc é uma instituição privada que pode estar em diálogo e em colaboração com a universidade pública, desde que saibamos que uma coisa não substitui a outra. Trata-se de uma colaboração, de troca, afinal, muitos artistas, programadores culturais, e outros profissionais que atuam nessas instituições, foram formados por universidades públicas”, destaca Verônica.
 

Segundo o sociólogo e diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco, um dos propósitos da atual gestão é fomentar a ocupação dos espaços universitários por parte da sociedade de Campinas e região. “Queremos que a Unicamp tenha a cara da nossa sociedade, produzindo um sentimento real de pertencimento. O CIS-Guanabara está sediado num ícone do patrimônio histórico campineiro, e há muito orgulho disso na cidade. Queremos ampliar esse sentimento”.

 


Marcelo Rocco, diretor do CIS-Guanabara: “Receber na Estação Guanabara espetáculos de um evento dessa natureza vai ao encontro da nova política cultural da Universidade.” (Foto: Antoninho Perri)

 

Para Rocco, um evento dessa natureza vai ao encontro da nova política cultural da Universidade. “Diferentemente do passado, hoje estamos ligados a uma Diretoria de Cultura, e esse reagrupamento organizacional nos leva a uma mudança de paradigma. O que está posto, nesta nova realidade, é que nossa missão será a de produzir, fomentar e acolher ações culturais, como a Bienal do Sesc”.
 

Rocco afirma que na condição de gestor, sua missão é pelo protagonismo. “Não estamos medindo esforços para transformar este espaço numa referência para a RMC. Para tanto, é preciso pensar a cultura para além da promoção de ações ditas culturais, é preciso pensar o homem contemporâneo e a universalidade dos seus sentidos. Uma casa de cultura deve ser parte da identidade e do patrimônio imaterial de uma sociedade. Nesse sentido, participar da Bienal de Dança é mais que importante, é necessário, pois quanto mais heterogênea for nossa produção e rede de parceiros, mais representada estará a sociedade neste espaço”.
 

Em relação à participação e reação do público que estará assistindo aos espetáculos, Rocco não esconde a ansiedade. “Esperamos que o público que virá ao CIS para prestigiar o evento saia satisfeito, e certamente isso acontecerá, principalmente pela riqueza das produções programadas. Mas desejamos que os espectadores se encantem também com a atmosfera deste lugar, com sua arquitetura, e que possam reviver os tempos de glória da Estação Guanabara, tão importante para a cidade no ciclo da economia cafeeira, e que agora reassume esse protagonismo no campo da produção cultural”.
 

Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo, o evento tem como proposição expandir as relações com a dança contemporânea e as reflexões que ela pode suscitar. No campo do ensino e da reflexão acadêmica, considera a Unicamp como o berço da mais tradicional graduação em Dança do Estado de São Paulo. Não por acaso, dentre todos os parceiros, a Unicamp, no campus em Barão Geraldo, e, principalmente no CIS-Guanabara, será diariamente palco de espetáculos de dança, instalação, conversas e lançamentos de livros. Ressalta também a importância dessa parceria, não apenas com a Unicamp, mas com órgãos públicos e privados de grande relevância na ocupação de diferentes espaços no contexto da cidade. “As ocupações pelo mobiliário urbano insinuam o convite, e sinalizam a presença da Bienal, tornando-se uma marca registrada do acontecimento no corpo da cidade”, afirma Miranda.

 

Danilo de Miranda, diretor regional do Sesc-SP: “No campo do ensino

e da reflexão acadêmica, a Unicamp   é o berço da mais tradicional graduação em

Dança do Estado de São Paulo.” (Foto: Juliana Hilal)

 

O gerente do Sesc-Campinas, Hideki M. Yoshimoto, ressalta a importância da parceria da Unicamp nessa décima edição do evento. “Com atividades que ocupam a cidade de Campinas, a Bienal vale-se não só da unidade do Sesc para receber a programação, mas também de outros equipamentos culturais, frutos de significativas parcerias estabelecidas. Neste cenário, encontramos, além da Casa do Lago e do Ciclo Básico, no campus universitário, o CIS Guanabara, um importante espaço na cidade, gerido por uma equipe hábil e capacitada, cujo resgate histórico de uma antiga estação ferroviária ampliou a oferta cultural na cidade”. Fabrício Floro, um dos curadores dessa Bienal, afirma que a ocupação de espaços acadêmicos enaltece uma forma de concretizar esse envolvimento com a Universidade. O CIS-Guanabara, segundo ele, é um importante equipamento cultural de Campinas e a opção pela realização da instalação Campo Antípoda, que reúne também alguns espetáculos, não por acaso recaiu sobre a estação. “As características estruturais e arquitetônicas do edifício dialogam perfeitamente com a proposta essa instalação”, avalia Floro. Para a psicóloga e produtora cultural Flávia Moraes Salles, sediar pela segunda vez uma programação nobre e expressiva, agora de caráter internacional, legitima os esforços do projeto CIS-Guanabara de consolidar-se junto à cidade de Campinas como espaço privilegiado da Unicamp de diálogos, trocas e interação cultural.

 

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   “Sobre Kazuo Ohno”, “Gaymada”, “Tudo Junto”, “Dança Doente” e “Protesto” são algumas

das apresentações programadas para espaços no campus da universidade e

no CIS-Guanabara (Fotos: Divulgação/Sesc)

 

 

Click aqui para ver a programação na Unicamp

 


Aluna de pedagogia oferece

Oficina de Design de Estamparia

Atividades são realizadas em dois módulos e seguem até 11 de outubro

O CIS-Guanabara promove até 11 de outubro a Oficina de Design de Estamparia. No último dia 6 de setembro os alunos, a partir de conceitos básicos de desenho, geometria, simetria e modulação, desenvolveram projetos que poderão, no futuro, ser aplicados em atividades profissionais. O oficina, ministrada por Maryana Lopes Timpani, aluna de pedagogia na Unicamp e bolsista do Projeto de Extensão Universitária em Cultura e Arte do CIS-Guanabara, tem a coordenação da artista plástica Elizabeth Aparecida Piva da Silva Oliveira. 

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Alunos trabalham em projeto de estamparia sob a coordenação da estudante

de pedagogia da Unicamp, Maryana Timpani (Fotos: Sérgio de Souza Silva)
 


Pesquisa do IA ganha forma no palco do CIS

O Corpo como Relicário será apresentado nos dias 5 e 6 de setembro. A entrada é franca.


      Quem assiste a um espetáculo de dança ou de teatro, na maioria das vezes, não tem noção sobre os bastidores daquela produção. Da concepção da ideia, passando pela produção do roteiro, escolha de cenário, figurinos, iluminação e ensaios, há montagens em que são necessários alguns anos até a materialização da obra. Quando o produto é fruto de reflexões acadêmicas desenvolvidas no âmbito de um Grupo de Pesquisa cadastrado no CNPq, esse processo pode ser ainda mais complexo. Esse é justamente o universo do projeto O Corpo como Relicário, desenvolvido pelo Núcleo BPI (Bailarinos-Pesquisadores-Intérpretes) que será apresentado nos dias 5 e 6 de setembro, às 20 horas, no CIS-Guanabara.

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Espetáculo é resultado de anos de pesquisa do Núcleo BPI. Bailarinos ressignificam e levam

para o palco realidades vividas em diferentes regiões do país (Fotos: João Maria)


      Dirigido pela professora do Instituto de Artes da Unicamp (IA), Graziela Rodrigues, o trabalho é resultado de anos de pesquisa realizada por integrantes do BPI, núcleo da pós-graduação em Artes da Cena do IA. Atualmente, o Núcleo conta com sete pós-graduandos e mais três alunas do curso de Dança. Graziela explica que a pesquisa artística centraliza-se no processo criativo a partir do desenvolvimento de uma identidade do corpo de cada intérprete. “Essa identidade é desenvolvida na relação do intérprete com segmentos sociais brasileiros específicos e de manifestações populares brasileiras, contatados em pesquisas de campo”, afirma a diretora.
      Após oito meses de ensaios, o espetáculo é fruto de trabalho de campo que transitou pelo universo de benzedeiras ribeirinhas, do Amazonas, parteiras Pankararu, de Pernambuco, quebradeiras de coco babaçu, do Maranhão, baianas de escola de samba e ciganos, de São Paulo, folguedos do Boi, de Mato Grosso e comunidade dos Arturos, de Minas Gerais. Esse espetáculo, segundo a produtora cultural e intérprete Mariana Floriano, proporciona ao público uma experiência de adentrar segmentos sociais brasileiros sintetizados por sete corpos de sensações e memórias que, através do movimento depurado, alcança as forças do instinto para se alavancar o Divino.
 
Ficha técnica:


Direção: Graziela Rodrigues. Intérpretes: Elisa Costa, Flávio Campos, Larissa Turtelli, Mariana Floriano, Mariana Jorge, Nara Cálipo e Natália Alleoni. Assistente de direção: Paula Caruso. Participação especial e Apoio Técnico: Jaqueline Soraia, Flávia Pagliusi e Yasmin Berzin. Produção Cultural: Mariana Floriano e Núcleo BPI
Cenografia e figurino: Márcio Tadeu e Heloísa Cardoso. Assistência plástica: Gabih Fuziyama. Trilha sonora: Fábio Evangelista. Fotos e vídeos: João Maria. Iluminação: Francisco Barganian. Assessoria de imprensa: Confraria da Informação. Arte gráfica: Giacko Studio. Costureiras: Juliana Di Salvi e Creusa Ferreira Quintans. Máscaras: artesãos de Pirenópolis. Luthier: Cris Bueno e Toshiro. Duração: 1h15min.

Serviço:

Datas: 5 e 6 de setembro

Horário: 20h00.

Local: CIS-Guanabara.

Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas (Estacionamento gratuito no local).

Entrada: gratuita (retirar senha no local, meia hora antes do início)

Mais informações: www.bailarino-pesquisador-interprete.com

 


 

 

Oficina de confecção de flor e contação de histórias

 

Inscrições já podem ser feitas. A atividade é gratuita

 

        As professoras Helenice Vitorino e Marluce Reis, do CIS-Guanabara, oferecem no dia 22 de setembro, das 9 às 11 horas, a Oficina de Confecção de Flores e Contação de Histórias. O objetivo é proporcionar ao público técnicas de manipulação e utilização das flores no processo de contação e criação de histórias da literatura infantil. As inscrições são gratuitas e têm como público alvo crianças a partir de oito anos de idade, jovens e adultos. Helenice Vitorino é pedagoga, atriz e contadora de história. Marluce Reis é pedadoga com especialização em pré-escola.
 

Serviço:

  • Data: 22 de setembro

  • Horário: das 09h00 às 11h00

  • Local: CIS-Guanabara - Rua Mário Siqueira , 829.Fone: 3231-6369 - Estacionamento gratuito  no local

  • Vagas limitadas

  • Inscrições encerradas


Olhar contemporâneo sobre técnicas antigas

 

Ex-aluna do Instituto de Artes ministra Oficina de Pintura e Bordado no CIS-Guanabara

 

        O CIS-Guanabara realizou no dia 29 de agosto (terça-feira) mais uma etapa do Projeto “Encontro com Artistas”. A artista visual Júlia Stradiotto, recém formada pela Unicamp, ministrou a atividade para cerca de 20 alunos que buscavam conhecer técnicas que reúnem a arte da pintura e do bordado. “A ideia é trabalhar com as novas possibilidades que a linha e a agulha podem nos oferecer, desenvolvendo maneiras para explorar o universo do desenho e pintura sobre papel”, afirma Julia.

Julia Stradiotto: o trabalho apresentado nessa oficina é um desdobramento do meu projeto de TCC (Foto: Sérgio de Souza Silva)

 

        Segundo a artista, oficina dessa natureza possibilita mostrar aos alunos um olhar contemporâneo sobre técnicas antigas como o bordado e a pintura. Julia também ressalta a oportunidade para o exercício de uma atividade didática. “Posso experimentar maneiras de transmitir para os alunos um pouco do conhecimento que adquiri como aluna no Instituto de Artes da Unicamp. O conteúdo ministrado nessa oficina é um desdobramento do meu TCC, uma técnica que iniciou no primeiro ano de faculdade e que vim lapidando ao longo da graduação”, afirma Julia. A experiência também serve como projeto piloto para a jovem artista que já tem agendada oficina semelhante no Sesc.

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Oficina de Pintura e Bordado permitiu aos alunos contato com técnicas desenvolvidas em aulas de graduação durante curso no IA (Fotos: Sérgio de Souza Silva)


        O projeto Encontro com Artistas é uma iniciativa do CIS-Guanabara em conjunto com o CDC-Unicamp e tem como objetivo realizar oficinas mensais com artistas plásticos jovens e experientes, de Campinas e região, oriundos ou não da Unicamp. A proposta é oferecer à sociedade a oportunidade de ter contato com artistas que utilizam diferentes técnicas para a criação e o desenvolvimento da arte. A coordenação da oficina é da técnica em museologia Cristina Amoroso Lima Barros e do técnico administrativo Fábio Cerqueira. Segundo Cristina, a oficina, além de oferecer aos alunos a oportunidade conhecer diversas técnicas de arte, permite aos artistas o contato direto com a sociedade, algo não muito presente em atividades, não raro, marcadas pelo trabalho de criação individual.

 


 

Rio Tietê é tema de peça teatral no CIS-Guanabara

 

O público que se dirigir ao CIS-Guanabara no próximo domingo (27 de agosto) terá a oportunidade de conhecer um Rio Tietê diferente. Além daquela imagem de um rio poluído, sem vida, maltratado pelas pessoas, o Tietê torna-se personagem do espetáculo teatral Rio Que Passa Lá, montagem do grupo Último Tipo que poderá ser vista gratuitamente a partir das 16 horas. A peça, que integra a Mostra O Teatro para a Sua Criança, é produzida pelo Coletivo Joaquina e conta com a parceria do CIS-Guanabara.

 Peça teatral Rio Que Passa Lá mostra, de maneira educativa,
as diferentes faces do Tietê
(Foto: Samuel Lorenzetti)

Destinado ao público infanto-juvenil, o espetáculo focaliza aspectos de um Tietê pouco explorado e que muitas vezes vive apenas na memória das pessoas que têm uma forte relação com o rio. Para dar alegria a este conto, a peça apresenta festas, tradições, danças típicas, músicas e elementos do folclore de várias cidades que são banhadas pelo Tietê. Samba-lenço, catira, cururu e música indígena são alguns dos ritmos apresentados durante o espetáculo. “A trilha do espetáculo foi composta a partir dos ritmos tradicionais do estado de São Paulo, sobretudo a moda de viola e o samba-lenço, sem deixar de prestigiar ritmos universais como o reggae, ou brasileiríssimos como o frevo e o choro”, explica Herica Veryano, diretora e atriz do Coletivo Joaquina.

 Rio Que Passa Lá tem o rio Tietê como o personagem principal. Conta a sua trajetória pelo estado de São Paulo, através de várias lendas que remontam a época das monções, festas, tradições, danças típicas, músicas e elementos do folclore de várias cidades que são banhadas por ele. “Os atores personificam o rio, que passa a ser um viajante que em cada lugar por onde anda é visto de uma forma”, afirma Herica Veryano. No entanto, para não perder o foco educativo, a realidade do Tietê é trazida para o palco: em um ponto ele é jovial, cheio de vida e alegria, em outro ele é visto como um louco, um andarilho e está quase morto.

 “A apresentação desse espetáculo tem como objetivo oferecer ações teatrais de maneira pontual para que a população participe de produções dessa natureza”, afirma a produtora cultural Silvana Di Blasio, responsável pela Mostra O Teatro para a Sua Criança. “Queremos que a Estação Guanabara torne-se mais um espaço de referência na cidade em apresentações de teatro para o público infanto-juvenil”, acrescenta.

O Rio Tietê torna-se personagem e incorpora características
das cidades por onde passa
(Foto: Samuel Lorenzetti)

Ficha técnica:

Texto: Velu Carvalho. Direção: Déo Piti. Direção de Atores: Newton Murce. Preparação Corporal: Renata Oliveira. Figurinos: Déo Piti. Cenário: Último Tipo. Iluminação: André Salvador. Música: Déo Piti e Jara Carvalho. Gravações: Estúdio PH Mix (Théo e Anselmo Carvalho)

Serviço:

Data: 27 de agosto (domingo).

Horário: 16h00.

Local: CIS-Guanabara.

Endereço: R. Mário Siqueira, 829 - Botafogo, Campinas (Estacionamento gratuito no local).

Entrada: gratuita


Gare torna-se castelo do conde Barba Azul

 

O CIS-Guanabara foi palco, nesse fim de semana, de três apresentações da peça teatral Barba Azul. O espetáculo, produzido pelo Núcleo Carochinha de Teatro, e orientado pela professora Verônica Fabrini, é resultado do Trabalho de Conclusão de Curso de alunos de Artes Cênicas do Instituto de Artes da Unicamp.

A chuva e o frio não foram obstáculos para presença do público que lotou a gare da Estação Guanabara. “Foi surpreendente e, ao mesmo tempo, uma satisfação muito grande ver o resultado final do trabalho”, avalia Verônica Fabrini. “Como professora e orientadora desses alunos, acompanhei todo o processo dessa produção. Observo que a cada apresentação, aumenta a preocupação do grupo em melhorar a estética, imprimir um tom poético, enfim, de lapidar o trabalho”.

 

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Apresentação da peça Barba Azul: os diferentes espaços do CIS-Guabanara tornaram-se
palco para um público que se movimentou junto com os atores
(Fotos: Maycon Soldan)

Não por acaso esses alunos venceram o edital Proac – Primeiras Obras de Produção de Espetáculo e Temporada de Teatro, instituído pela Secretaria Estadual de Cultura. Trata-se de um processo de seleção muito rigoroso em que participam grupos de todo o Estado em busca de apoio financeiro e de posterior visibilidade por meio de apresentações em diferentes espaços dentro e fora do município onde está sediado o grupo.

“A preocupação dos alunos em exercitar a dramaturgia, a direção, enfim, em aprofundar o trabalho de formação continuada me deixa tranquila em relação ao que vem pela frente. Sei que o grupo, no andar da carruagem, no contato mais próximo com o público, vai ganhando forma e assim vai se preparando cada vez mais para os desafios profissionais que estão por vir”, avalia Verônica. Quanto ao CIS-Guanabara como palco de espetáculos dessa natureza, Verônica afirma que se trata de um espaço privilegiado, de memória, de diálogo constante com a arquitetura. “É um espaço aberto que estimula a imaginação do público”. Reforça a ideia de que possibilita uma troca direta com a cidade, sem a necessidade ter de levar o público ao campus para ter contato com a produção cultural da Universidade.

 

Professora Verônica Fabrini, orientadora do grupo: “É notável a evolução dos atores.
O trabalho ganha forma, e cada vez mais, mostra um tom poético”
(Foto: Antonio Scarpinetti)

A opção por apresentar o espetáculo numa gare de trem vai ao encontro de experiências do Núcleo Carochinha de Teatro. A proposta vista no final de semana foi explorar o espaço proporcionando ao público a possibilidade de se inserir no castelo do conde Barba Azul. “A relação dos atores com o espaço é um dos pontos mais trabalhados nessa nova versão do espetáculo, mais madura e consciente de suas escolhas estéticas”, salienta diretora Julia Prudencio sobre esse espetáculo que teve estreia em dezembro de 2016 e que volta repaginado.

A peça, que agora seguirá uma nova agenda de apresentações, também como contrapartida do edital Proac, mostra a história de Cecília, uma jovem de apenas 17 anos que vivia com sua mãe e irmã em uma pequena vila até que um homem muito rico pede a mão da menina em casamento. A vida de Cecília muda totalmente. Ela descobre na noite de núpcias que o noivo, que até então mostrava-se gentil, era, na verdade, meio homem, meio lobo.  Começa aí, a saga de Cecília para enfrentar uma nova realidade.

 

Ficha Ténica:

Direção: Julia Prudencio. Orientação: Verônica Fabrini. Apoio Musical: Marcelo Onofri. Dramaturgia: Sofia Fransolin. Fotografia: Maycon Soldan. Concepção de luz: Georgia Tavares e Karen Mezza. Técnicos: Francisco Barganian, Karen Mezza e Ton Ribeiro. Operação de Luz: Julia Lacerda e Ton Ribeiro. Operação de Som: Antonino Vaz

Produção de Espaço: Ana Carolina Madrigrano. Elenco: Alexandre Guidorizzi, Bruna Aquino, Bruna Schroeder, Julia Prudencio, Karen Mezza, Sofia Fransolin e Victor Ferrari.
Mais informações pelo link:
https://www.facebook.com/NucleoCarochinhaTeatro


CIS-Guanabara participa da Jornada do Patrimônio

 

O CIS-Guanabara (Centro Cultural de Inclusão e Integração Social da Unicamp) constituiu-se em um dos espaços na rota Jornada do Patrimônio 2017, realizada sábado pela Secretaria do Estado da Cultura em parceria com a Prefeitura Municipal de Campinas. Para o diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco, o evento permitiu aos participantes conhecer a Estação Guanabara, prédio de reconhecido valor histórico e de grande importância no contexto do patrimônio ferroviário de Campinas e do Estado.

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Patrimônios ferroviário, urbano e rural integram o roteiro histórico
da Jornada instituída pela Secretaria Estadual de Cultura

O roteiro, realizado também no domingo, foi distribuído em três blocos,  patrimônios ferroviário, urbano e rural e teve como objetivo apresentar um repertório de vários exemplares que contam um pouco da história da cidade nos seus períodos sociais, econômicos, culturais e políticos nos 243 de fundação. O bloco patrimônio ferroviário contou também com visita à Estação Cultura e Estação Anhumas. Santa Casa de Misericórdia, Observatório Jean Nicolini e os distritos de Sousas e Joaquim Egídio integraram o roteiro completo do fim de semana.  Para a produtora cultural do CIS, Flávia Moraes Salles Cavalcanti, a inserção da Estação Guanabara nesse roteiro é uma pequena mostra de outras atividades que poderão ser realizadas nos diferentes espaços do CIS-Guanabara.

Em Campinas, a Jornada do Patrimônio foi realizada pela Prefeitura Municipal de Campinas, por meio das secretarias de Cultura, Coordenadoria Setorial do Patrimônio Cultural , Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo. A Jornada do Patrimônio 2017 conta ainda com a participação das seguintes cidades: Amparo, Bananal, Cananéia, Espírito Santo do Pinhal, Guaratinguetá, Iguape, Iporanga, Itu, Jundiaí, Mogi das Cruzes, Santana de Parnaíba, Santos, São Luiz do Paraitinga e São Sebastião.  


 

Unicamp integra agenda cultural da Agemcamp

 

 

A Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp) voltará a contar com a produção cultural da Unicamp em eventos realizados nos 20 municípios que integram a RMC. A decisão foi tomada em reunião realizada na manhã desta terça-feira (8 de agosto) no CIS-Guanabara. Para o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários (PREAC)prof. Fernando Hashimoto, é uma oportunidade de a Unicamp dar visibilidade à produção cultural que ocorre no âmbito da Universidade levando suas diferentes formas de manifestações artísticas ao público da RMC. Segundo ele, a partir dessa reunião, a Unicamp manifesta seu interesse em retomar e aprofundar a relação com a Agemcamp no âmbito da produção cultural.

   Marcos Kaloy: Unicamp e Agemcamp retomam diálogo e fazem agenda

cultural integrada (Foto: Sérgio de Souza Silva)

 

 

Para a diretora-executiva da Agemcamp, Ester Viana, a participação da Unicamp nos projetos futuros enriquecem o calendário de eventos culturais promovidos pela autarquia. Segundo Marcelo Rocco, diretor do CIS-Guanabara, inserir a Estação Guanabara nessa programação é efetivamente fazer desse espaço o braço da universidade com a sociedade mais ampla, é permitir que o cidadão tenha contato com uma produção cultural da Unicamp sem ter que se dirigir ao campus. “É justamente o oposto: a Universidade vai ao encontro da sociedade”, afirma Rocco.

Para o assessor da Diretoria- Executiva da Agemcamp, Marcos Kaloy, a reunião de hoje já apresenta como resultado imediato a explícita manifestação das cidades presentes ao encontro de receber a Orquestra da Unicamp em eventos que serão realizados no primeiro semestre do próximo ano. Também aposta nas produções de música, teatro, artes plásticas e outras formas de manifestações que certamente ganharão visibilidade nos eventos que integrarão as próximas edições da Revirada Cultural. Outro resultado da reunião foi a criação de um GT que se reunirá periodicamente no CIS-Guanabara para aprofundar a discussão sobre a produção, intercâmbio e política cultural entre esses municípios bem como a realização da próxima Feira Cultural.

 

 

Marcelo Rocco: o CIS-Guanabara como palco de produções com a assinatura da Unicamp

(Foto: Sérgio de Souza Silva)

 

 

 


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