Breve Histórico

Nossa história

  • 1875

    Primeiro trecho da linha tronco da Mogiana foi inaugurado.

  • 1886

    Ponto final da linha Mogiana.

  • 1888

    Construção, no bairro Guanabara em Campinas, de uma casa para morada do guarda e assentadas as porteiras.

  • 1893

    Inauguração da Estação Guanabara, na antiga casa para morada do guarda, com armazém para mercadorias da linha para Campinas.

  • 1915

    É feita a Gare inglesa.

  • 1920

    Terceira reforma do prédio original e construção do prédio atual, ampliando prédio e Gare, abrigando escritórios da Mogiana.

  • 1926 a 1979

    Modificações nas estações e trechos.

  • 1971

    A linha passou a ser parte da Fepasa (ao final de 1997 os trens de passageiros deixaram de circular pela linha).

  • 1974

    Estação Guanabara é desativada.

  • 1990

    A Unicamp torna-se a administradora da área por meio de um Contrato de Comodato.

  • 2008

    Já em comodato com a Unicamp, a Estação Guanabara inicia uma etapa de reparos e restaurações com o Campinas Decor.

  • 2008

    A Unicamp regulamenta a criação do CIS Guanabara, Centro Cultural Unicamp.

Curiosidades

  • A Estação Guanabara foi uma alternativa para desafogar a estação de partida original, que era junto com a estação da Cia. Paulista;
  • Por alguns anos atendeu também os trens da Sorocabana que chegavam da Funilense (ramal de Pádua Salles) ou de Mairinque pelo ramal de Campinas, juntamente com a estação dessa ferrovia em Vila Bonfim;
  • Como era mais próxima do centro da cidade, a estação de Guanabara era mais movimentada. O pátio possuía 13 linhas, caracterizando o intenso movimento da estação;
  • O prédio que hoje está lá não é o original, mas uma reforma dele, seguindo o mesmo estilo das estações construídas na variante Guanabara-Guedes, quando da primeira retificação da Mogiana;
  • Existem, em paredes da estação, pinturas com motivos florais e geométricos da decoração art nouveau, típicas do final do século XIX, em trabalho de prospecção nas paredes da estação. Seis salas do antigo núcleo da estação, dos anos 1890, têm as pinturas preservadas debaixo de várias camadas de tinta acrescentadas ao longo dos anos;
  • A raridade das pinturas é o fato de ainda existir registro na estação, o que não ocorre nas demais estações ferroviárias;
  • As pinturas são a têmpera (método no qual os pigmentos de terra são misturados a um colante) enquanto aquelas dos anos 1930 e 1940 são a óleo;
  • Foram abertas 150 pequenas janelas nas paredes, retirando as várias camadas de tinta. Os motivos florais e geométricos que surgiram foram fixados e receberam proteção e faceamento com papel que, com a ação do calor, aderiram, protegendo o desenho original. Por cima dele, foram feitos revestimentos;
  • A restauração e reparos pelo Campinas Decor em 2006 não foi total, abrangeu as fachadas externas, caixilhos, conservação nas paredes e na Gare metálica, além de manutenção, incluindo a instalação da rede elétrica e hidráulica;
  • Ambos os prédios, Estação Guanabara – incluindo a Gare, e o Armazém do Café são tombados pela municipalidade (Condepacc – Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas) e pelo Estado de São Paulo (Condephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), compondo uma importantíssima área de preservação cultural, artística, arquitetônica e histórica.