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CIS-Guanabara é palco

de obra de dramaturgo sueco

 

August Strindberg inspira alunos das Artes Cênicas em enredo baseado em sonhos  

 

 CIS-Guanabara recebe nos próximos dias 28 e 29, às 20 horas, o último espetáculo da edição da Mostra de Verão do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp. A peça O Sonho, montada pelo grupo Panelinha de Teatro, é baseada na obra do dramaturgo e romancista sueco, August Strindberg. Numa linguagem onírica, o trabalho aborda temas como luta de classes, crueldade humana, insignificância da vida e o aprisionamento nas rotinas, criando atmosferas dissonantes de sonho e pesadelo, realidade e memória. O mesmo espetáculo será apresentado nos dias 22 e 23 de novembro, às 14 horas e às 19 horas, no Paviartes, no campus da Unicamp.

A Mostra vem acontecendo ao longo do mês no campus em Barão Geraldo e no CIS-Guanabara, local estratégico para a ampliação das relações com a sociedade por meio de atividades realizadas além dos muros da Universidade. O evento, na Estação Guanabara, tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros. A mostra tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp.

 

Ficha técnica

Elenco: Débora Bettiol, Flora Rossi, Gabriela Davoli, Gabriel Pestana, Julia Cruz, Mariana Sonati, Mavi Royer, Pedro Viana e Raíssa Bueno. Direção: Veronica Fabrini. Dramaturgia: August Strindberg. Orientação: Gabriel Fernandez Tolgyesi. Cenografia e figurino: Caio Sanfelice, Helô Cardoso, Isabella Carvalho, Walquiria Sonati, Victor Akkas e grupo. Concepcão e operação de luz: Julia Lacerda. Preparação corporal: Melina MayaLila. Preparação vocal: Marcelo Onofri. Orientação teórica: Isa Kopelman. Orientação técnica de bonecos: Juan Ruy Cosin. Identidade visual: Pedro Viana. Direção de filmagem: Elisa Lino e Marcelo Favaretto

 

Programação completa da Mostra:

Espetáculo Mãe Coragem

Paviartes: dias 07 e 08/11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dias 10/11 às 20h e dia 11/11 às 18h

 

Espetáculo Humanidades

Paviartes: dias 13 e 14/11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dias 08 e 09/11, às 20h

 

Espetáculo O Sonho

Paviartes: dias 22 e 23/11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dias 28 e 29/11, às 20h

 

Espetáculo A Megera Domada ou Assim se Mata Uma Mulher Com Gentilezas

Paviartes: dias 27 e 28/11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dia 24/11 às 20h e dia 25/11 às 18h

 

Espetáculo Curtos Programas Para Espaços Ausentes

Paviartes: dia 30/11 às 19h e dia 03/12 às 14h

CIS-Guanabara: dias 21 e 22 / 11, às 20h

 

 

Oficinas (todas serão realizadas no CIS-Guanabara)

Dia 10 (9h às 12h) Oficina Corpos que resistem

Dia 12 (19h às 22h) Oficina Traços e narrativas, um contar-brechtiano

Dia 13 (19h às 22h) Oficina Imaginário onírico coletivo da metrópole

Dia 24 (9h às 12h) Oficina A voz feminina em jogo

Dia 26 (19h às 22h) Oficina Dançando com objetos

 

Endereços:

Paviartes (Unicamp). Rua Pitágoras, 500 – Cidade Universitária

CIS-Guanabara. Rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local)

Mais informações:

Facebook: https://www.facebook.com/events/475832602824653/


 

Ítalo Calvino inspira

peça no CIS-Guanabara

 As apresentações ocorrem nos dias 21 e 22 de novembro. Entrada franca

A literatura de Ítalo Calvino, baseada em As Cidades Invisíveis, é a matriz que inspira o espetáculo Curtos Programas Para Espaços Ausentes, que será apresentado nos dias 21 e 22 de novembro, às 20h00, no CIS-Guanabara. Nos dias 30/11 às 19 horas e 03/12 às 14 horas o Paviartes será o palco dessa montagem. A peça integra a Mostra de Verão do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp.

 

Ficha técnica

Direção: Junior Romanini. Elenco: Beatriz Magosso, Eder Asa, Fernanda Passareli, Gabriel Góes, Lucas Fernandes e Maíra Hazeu. Orientação: Prof. Matteo Bonfitto. Dramaturgia: Éder Asa e Junior Romanini. Produção Artística: Helena Franco e Melina Rodrigues. Produção Executiva: Beatriz Magosso. Pesquisa sonora: Lucas Fernandes. Fotografia: Gabriel Góes e Camilo Góes. Figurino: Eder Asa e Graciete. Operação de Luz: Matheus Janeiro. Operação de som: Everson Rodrigues. Além das apresentações, o grupo compartilhará alguns dos procedimentos criativos utilizados nesse projeto através da oficina “Dançando objetos”, no dia 26, das 19 horas às 22 horas, no CIS-Guanabara. Inscrições pelo link:

https://docs.google.com/forms/d/1yY-iFUlGFzlX6X5eJ2ApCAHPue0onek11aWiGJlBSqU/edit

 

Programação completa da Mostra:

 

Programação completa:

Espetáculo Mãe Coragem

Paviartes: dias 07 e 08 / 11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dias 10 / 11 às 20h e dia 11 / 11 às 18h

 

Espetáculo Humanidades

Paviartes: dias 13 e 14 / 11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dias 08 e 09 / 11, às 20h

 

Espetáculo O Sonho

Paviartes: dias 22 e 23 / 11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dias 28 e 29 / 11, às 20h

 

Espetáculo A Megera Domada ou Assim se Mata Uma Mulher Com Gentilezas

Paviartes: dias 27 e 28, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dia 24 / 11 às 20h e dia 25 / 11 às 18h

 

Espetáculo Curtos Programas Para Espaços Ausentes

Paviartes: dia 30 / 11 às 19h e dia 03 / 12 às 14h

CIS-Guanabara: dias 21 e 22 / 11, às 20h

  

Oficinas (todas serão realizadas no CIS-Guanabara)

Dia 10 (9h às 12h) Oficina Corpos que resistem

Dia 12 (19h às 22h) Oficina Traços e narrativas, um contar-brechtiano

Dia 13 (19h às 22h) Oficina Imaginário onírico coletivo da metrópole

Dia 24 (9h às 12h) Oficina A voz feminina em jogo

Dia 26 (19h às 22h) Oficina Dançando com objetos

 

Endereços:

Paviartes (Unicamp). Rua Pitágoras, 500 – Cidade Universitária

CIS-Guanabara. Rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local)

Mais informações:

Facebook: https://www.facebook.com/events/475832602824653/

 


 

CIS-Guanabara recebe peça

teatral Mãe Coragem

 

Espetáculo ocorre nos dias 10 e 11 de novembro. Entrada franca

 

Nos próximos dias 10 e 11 (sábado e domingo), às 20h00, o CIS-Guanabara recebe o espetáculo teatral Mãe Coragem. A peça, montada pelo Grupo Casca, focaliza numa Europa devastada pela interminável guerra entre católicos e protestantes, a história da mascate conhecida como Mãe Coragem. Acompanhada pelos seus filhos Eilif, Queijinho e Kattrin, ela perambula com sua carroça de mercadorias pronta para fazer (quase) qualquer negócio. O espetáculo, com entrada franca, inclui a Mostra de Verão do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp. Também no dia 10 será oferecida a oficina Corpos que resistem, cordenada pelo Grupo Ser de Teatro.

 

Ficha Técnica do espetáculo:

Diretor: Marcelo Lazzaratto. Assistente de direção: Graziele Garbuio. Preparação vocal: Marcelo Onofri. Música: Marcelo Onofri. Gravações: Guilherme Zanchetta. Preparação corporal: Melina Scialom. Acompanhamento teórico: Isa Kopelman. Concepção de figurino: João Speckart. Cenário: Gabriel Delicato e João Speckart. Apoio: Heloísa Cardoso. Produção: Gabriel Delicato. Elenco: Alessandra Mata, Alice Garcia, Andressa Sanday, Bruna Fernandes, Bruno Mariani, Catarina Eichenberger, Dayani Albuquerque, Fernando Vitor, Gabriel Delicato, Giovana Telles, Graziele Garbuio, João Martins Speckart, Juliana Eiras, Monique Ferreira, Pedro Ferreira. Faixa etária: recomendado para maiores de 14 anos. É necessário chegar uma hora antes do espetáculo para a retirada de senha.
O grupo Casca está arrecadando alimentos para doação (um quilo não perecível).

 

Oficina:

O Grupo Ser de Teatro realiza no dia 10/11 das 9h às 12 horas no CIS- Guanabara a oficina “Corpos que resistem”. Sob a coordenação de Cristina Bagdzius, Thamires Araújo e Yuri Peron, a oficina pretende, através de exercícios teatrais, promover um contato inicial e confortável das pessoas interessadas nessa esfera artística. A oficina oferece 20 vagas para público a partir de 16 anos. Link de inscrição da oficina:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfjkSotrjScCM92EIOCs5WGzmWdmZ3I3cCvAB12eUac4w08Vw/viewform?usp=sf_link


Programação completa da Mostra:

Espetáculo Humanidades

Paviartes: dias 13 e 14/11, às 14h e às 19h

 

Espetáculo O Sonho

Paviartes: dias 22 e 23/11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dias 28 e 29/11, às 20h

 

Espetáculo A Megera Domada ou Assim se Mata Uma Mulher Com Gentilezas

Paviartes: dias 27 e 28, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dia 24/11 às 20h e dia 25/11 às 18h

 

Espetáculo Curtos Programas Para Espaços Ausentes

Paviartes: dia 30/11 às 19h e 03/12 às 14h

CIS-Guanabara: dias 21 e 22/11, às 20h

 

Oficinas (todas serão realizadas no CIS-Guanabara)

Dia 10 (9h às 12h) oficina “Corpos que resistem”

Dia 12 (19h às 22h) oficina “Traços e narrativas, um contar-brechtiano”

Dia 13 (19h às 22h) oficina “Imaginário onírico coletivo da metrópole”

Dia 24 (9h às 12h) oficina “A voz feminina em jogo”

Dia 26 (19h às 22h) oficina “Dançando com objetos”

 

Endereços:

CIS-Guanabara. Rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local)

Paviartes (Unicamp). Rua Pitágoras, 500 – Cidade Universitária

 

Mais informações:

Facebook: https://www.facebook.com/events/475832602824653/

 


Nazismo é tema de peça

teatral no CIS-Guanabara

Espetáculo integra Mostra de Verão do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp. Entrada franca

 

Um campo de extermínio operado pelo III Reich no governo de Adolph Hitler em 1940. Um exército nazista age sobre uma comunidade composta por judeus, comunistas, negros e homossexuais. É nesse contexto que o grupo Ser de Teatro apresenta nos dias 8 e 9, às 20h00, no CIS-Guanabara, o espetáculo Humanidades, de Ana Sampaio e Juliana Leite, dentro da Mostra de Verão do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp. O mesmo trabalho será apresentado nos dias 13 e 14 de novembro, às 14h e às 19h, no Paviartes, no campus da Unicamp. Entrada franca.

Ficha técnica:

Adaptação dramatúrgica e direção geral: Juliana Leite. Coautora: Ana Sampaio. Orientação e direção musical: Wanderley Martins (docente da Unicamp). Iluminação: Marcella Moncinhatto Bolzan. Figurino: Mariana Shishito. Cenografia: grupo. Preparação corporal: Amanda de Queiro.  Elenco: Amanda de Queiroz, Cristina Bagdzius, Daniella de Divitiis Sória, Thamires Araújo e Yuri Peron. Ator convidado: Vinícius Arães. Aviso de Gatilho: violência sexual, verbal, física, moral e assassinato. Duração: 90 minutos. Classificação etária: 16 anos. Capacidade: 100 lugares. Ingressos: Grátis. Retirar ingresso 1h antes no local, por ordem de chegada.

 

A Mostra acontece semestralmente desde 2010. A partir de 2016, com o propósito de ampliar as relações com a sociedade, as atividades são realizadas em diferentes espaços da cidade de Campinas.

 

Programação completa:

Espetáculo Humanidades

CIS-Guanabara: dias 08 e 09/11, às 20h

Paviartes: dias 13 e 14/11, às 14h e às 19h

 

Espetáculo Mãe Coragem

CIS-Guanabara: dias 10/11 às 20h e dia 11/11 às 18h

 

Espetáculo O Sonho

Paviartes: dias 22 e 23/11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dias 28 e 29/11, às 20h

 

Espetáculo A Megera Domada ou Assim se Mata Uma Mulher Com Gentilezas

Paviartes: dias 27 e 28, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dia 24/11 às 20h e dia 25/11 às 18h

 

Espetáculo Curtos Programas Para Espaços Ausentes

Paviartes: dia 30/11 às 19h e 03/12 às 14h00

CIS-Guanabara: dias 21 e 22/11, às 20h

 

Oficinas (todas serão realizadas no CIS-Guanabara)

Dia 10 (9h às 12h) Oficina Corpos que resistem

Dia 12 (19h às 22h) Oficina Traços e narrativas, um contar-brechtiano

Dia 13 (19h às 22h) Oficina Imaginário onírico coletivo da metrópole

Dia 24 (9h às 12h) Oficina A voz feminina em jogo

Dia 26 (19h às 22h) Oficina Dançando com objetos

 

Endereços:

Paviartes (Unicamp). Rua Pitágoras, 500 – Cidade Universitária

CIS-Guanabara. Rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local)

Mais informações:

Facebook: https://www.facebook.com/events/475832602824653/


 

CIS-Guanabara e Paviartes

sediam mostra de artes cênicas

 

Peças teatrais, oficinas e debates ocorrem de 7 de novembro a 5 de dezembro. Entrada franca

 

O CIS-Guanabara e o Paviartes sediam no período de 7 de novembro a 5 de dezembro a Mostra de Verão do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp. Atividades formativas e espetáculos dos alunos do curso de graduação integram a mostra que nesse ano contará com algumas apresentações com intérpretes de libras, democratizando ainda mais o acesso do público. O espetáculo Mãe Coragem abre a mostra no dia 7, às 14h00, no Paviartes, no campus da Unicamp. Todas as atividades são gratuitas.

O evento acontece semestralmente desde 2010, e desde 2016 vem ampliando as relações com a sociedade por meio de atividades realizadas em diferentes espaços da cidade de Campinas. A programação será composta pelos seguintes espetáculos: Mãe Coragem, de Bertolt Brecht; Humanidades, de Ana Sampaio e Juliana Leite; O Sonho, de August Strindberg; A Megera Domada ou Assim Se Mata Uma Mulher Com Gentilezas, uma adaptação da peça de William Shakespeare; e Curtos Programas para Espaços Ausentes, de Éder Asa e Junior Romanini, baseada na literatura de Ítalo Calvino.

 

 

 

Cenas de espetáculos que incluem a mostra de alunos do curso de Artes Cênicas da Unicamp

O evento, na Estação Guanabara, tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros. A mostra tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp.

 

Programação completa:

Espetáculo Mãe Coragem

Paviartes: dias 07 e 08 / 11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dias 10 / 11 às 20h e dia 11 / 11 às 18h

 

Espetáculo Humanidades

Paviartes: dias 13 e 14 / 11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dias 08 e 09 / 11, às 20h

 

Espetáculo O Sonho

Paviartes: dias 22 e 23 / 11, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dias 28 e 29 / 11, às 20h

 

Espetáculo A Megera Domada ou Assim se Mata Uma Mulher Com Gentilezas

Paviartes: dias 27 e 28, às 14h e às 19h

CIS-Guanabara: dia 24 / 11 às 20h e dia 25 / 11 às 18h

 

Espetáculo Curtos Programas Para Espaços Ausentes

Paviartes: dia 30 / 11 às 19h e dia 03 / 11 às 14h

CIS-Guanabara: dias 21 e 22 / 11, às 20h

 

Oficinas (todas serão realizadas no CIS-Guanabara)

Dia 10 (9h às 12h) Oficina Corpos que resistem

Dia 12 (19h às 22h) Oficina Traços e narrativas, um contar-brechtiano

Dia 13 (19h às 22h) Oficina Imaginário Onírico Coletivo da Metrópole

Dia 24 (9h às 12h) Oficina A voz feminina em jogo

Dia 26 (19h às 22h) Oficina Dançando com objetos

 

Endereços:

Paviartes (Unicamp). Rua Pitágoras, 500 – Cidade Universitária

CIS-Guanabara. Rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local)

Mais informações:

Facebook: https://www.facebook.com/events/475832602824653/


 

Ciência, cultura e ambiente

na visão de quatro fotógrafos

 

Mostra no CIS-Guanabara será realizada de 7 a a 29 de novembro. Entrada franca

 

O fotógrafo norte americano Ansel Adams, falecido em abril de 1984, aos 82 anos, além de produzir uma obra admirada no mundo todo, cunhou uma frase que se tornou epígrafe em inúmeros trabalhos acadêmicos na área da fotografia: “Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos”. Muito além do mero registro imagético, o objetivo do fotógrafo profissional é expressar por meio da imagem toda a emoção daquele instante, é fazer uso de um cabedal de informações que eternizam no quadrilátero um rico baú cultural, repleto de informações. É isso que pode ser observado na exposição “Coletivo Fotográfico: Ciência, Cultura e Ambiente”, com trabalhos dos fotógrafos Antonio Scarpinetti, Antoninho Perri, Manoel Marques e Reinaldo Meneguim. A abertura será no dia 7 de novembro (quarta-feira), às 19h00, na Galeria do CIS-Guanabara. A abertura contará com a apresentação do grupo de jazz Zeca Vieira Quarteto.  

Nessa mostra, os fotógrafos Antonio Scarpinetti e Antoninho Perri apresentam uma síntese do trabalho que realizam há décadas na Assessoria de Comunicação da Unicamp. Compete a eles, por meio das imagens, traduzir aquilo que de mais importante a Universidade produz nas áreas do ensino, da pesquisa e da extensão. São recortes muito longe de uma mera ilustração: são fragmentos de um olhar único, exclusivo, dotado de uma sensibilidade que os coloca no mais alto patamar da produção fotográfica nessa área.

 

Antonio Scarpinetti

 

 

Antoninho Perri

 

Para o editor do Jornal da Unicamp, Álvaro Kassab, jornalista que atua com os fotógrafos há duas décadas, Perri e Scarpinetti extraem poesia quando disparam o obturador da câmara fotográfica: “é a demonstração cristalina do domínio pleno que ambos têm dos segredos da arte fotográfica. Acompanho o esforço dos profissionais em busca das melhores imagens. O material exposto no CIS-Guanabara é uma amostra ínfima de milhares e milhares de trabalhos que atestam o talento e o profissionalismo, além de fornecer todas as pistas de como eles passam, incólumes, ao largo das armadilhas da ‘luz fria’. Seja em nesgas de luz ou por meio de nuances em frascos de experimentos, Perri e Scarpinetti conseguem o inimaginável: extrair poesia de locais dedicados a intrincadas equações da pesquisa de ponta”, avalia Kassab.

Além dos muros da Universidade, os fotógrafos Manoel Marques e Reinaldo Meneguim trazem um olhar com foco nas ciências sociais, transitando pelo universo do misticismo religioso e na relação do homem e o meio onde habita. Manoel Marques iniciou a carreira no extinto Diário do Povo, de Campinas. Passou pelo Jornal de Domingo e Correio Popular, quando mudou-se para São Paulo. Conheceu as particularidades do Brasil e América Latina pelo Jornal O Estado de São Paulo, revistas Brasileiro, IstoÉ, Época, Globo Rural, Marie Claire, Viagem Turismo, Crescer, Almanaque Brasil, Veja, entre outras. Atuando por esses veículos, teve a oportunidade de conhecer um Brasil onde vivem pessoas anônimas, simples, que engrossam a camada dos brasileiros esquecidos e ‘ilhados’.

Manoel Marques

 

 

Reinaldo Meneguim

Nessa exposição o fotojornalista e documentarista Reinaldo Meneguim apresenta uma síntese de registros realizados durante mais de 15 anos em festas populares no estado de São Paulo e também durante as edições  do Programa Revelando São Paulo - Festival da Cultura Paulista Tradicional. Com 21 anos de experiência profissional, Meneguim realizou diversos trabalhos nas diferentes áreas da fotografia. Começou atuando como laboratorista no processo preto e branco em empresa jornalística e tem formação desenvolvida através de cursos de fotografia realizados no Senac São Paulo. Atualmente, trabalha como autônomo e atua como fotojornalista no coletivo EDemocratize Jornalismo.

Durante a vernissage, o público terá a oportunidade de conhecer o trabalho do Zeca Vieira Quarteto, grupo de jazz que tem como proposta a execução e desenvolvimento de composições próprias, tendo nomes da cena instrumental atual (como Avishai Cohen, Aaron Parks, Esbjörn Svensson, entre outros) como principal fonte estética de influência. O quarteto foi formado no processo de desenvolvimento do recital de formatura do baterista Zeca Vieira pela Unicamp e conta com a participação de Wilian Alberti (piano), Andrés Zuniga (contrabaixo) e Guilherme Marcheto (guitarra).

 

Grupo de jazz Zeca Vieira Quarteto

A mostra fotográfica estará aberta ao público de 07 a 29 de novembro, segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00 e sábados e domingos das 9h00 às 17h00. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local). O evento tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros. A exposição tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. A entrada é franca.


 

Feira literária no CIS-Guanabara
encanta crianças com histórias infantis


Evento prossegue nesse sábado
 


          A Feira Literária de Campinas prossegue até sábado no CIS-Guanabara. Palestras, narrativas, trocas, vendas e lançamentos de livros e criação de personagens integram o último dia da programação desse evento que reuniu centenas de pessoas nos primeiros dois dias de atividades. Destaques do encontro foram as atividades de contação de histórias em que 16 profissionais da área se revezaram no trabalho de proporcionar às crianças da rede municipal de ensino uma viagem ao universo da literatura e do teatro infantil.

Crianças da rede municipal de ensino de Campinas atentas durante a contação de histórias


          Durante as atividades a feira reuniu estandes de escritores independentes, como Eliana Lisboa, Ana Lúcia Vasconcelos, Amelinha Telles e Márcia Anacleto. Segundo o contador de histórias e curador do evento, Ulisses Junior, o evento somente foi possível pela colaboração de inúmeros profissionais que encamparam a ideia e, em troca de “um abraço e um sorriso das crianças”, se apresentaram gratuitamente ao longo da programação.

          Neste primeiro ano de FLIC ocorre a homenagem ao poeta e escritor campineiro, Guilherme de Almeida, primeiro modernista a ingressar na Academia Brasileira de Letras. A Feira Literária de Campinas tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Helenice Vitorino. O evento tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local). A entrada é franca.


Sábado, dia do encerramento do evento, a programação ficou assim definida:


9h00 às 11h00
“Como refletir o cotidiano por meio das narrativas”, com Amábile Neves.


11h00
“Declamação Poética: Os Raikais do Príncipe - Guilherme de Almeida", com Janice Castro e Maurício Squarise


13h00 às 15h00
"Literatura Tupi-Guarani", com Laura Ferreira (Paraguai)


9h às 12h
“Aprenda a jogar RPG" - criação de personagens, trocas de livros e materiais de RPG, com o Grupo Liga D&D


13h00 às 19h00 Mesas de Narração de RPG: “Dungeons and Dragons", com a Liga D&D


16h30
“Palestra com Escritoras Feministas”: Amelinha Teles, Djjamila Ribeiro, Arlene Ricoldi e Márcia Anacleto.

 

Pausa para um lanche na gare do CIS-Guanabara: alunos participam de atividades lúdicas


 

CIS-Guanabara sedia Feira Literária de Campinas

Evento gratuito homenageia o poeta campineiro Guilherme de Almeida
 


          O CIS-Guanabara sedia nos dias 25, 26 e 27 de outubro a 1ª edição da Feira Literária de Campinas (FLIC-2018), com o tema Ligado em Histórias. Além de diversos estandes de autores independentes, integram a programação contadores de histórias, cordelistas, artistas e outros profissionais do universo artístico-literário. O evento, com entrada franca, será realizado diariamente das 9h00 às 19h00.
          Neste primeiro ano de FLIC o homenageado será o poeta e escritor campineiro, Guilherme de Almeida, primeiro modernista a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Professores, bibliotecários, escritores, mediadores de leitura e o público em geral poderão participar de workshops e oficinas sobre os mais variados temas da arte, da cultura e da educação, com especialistas da área.

 

O poeta campineiro Guilherme de Almeida é o homenageado da FLIC, no CIS-Guanabara


         Segundo o contador de histórias e curador do evento, Ulisses Junior, a programação com vivências, palestras, exposições, oficinas, shows, recitais e rodas de contação de histórias foi concebida com a proposta de fomentar, além da leitura, a cidadania e o respeito às diferenças.

O contador de histórias Ulisses Junior é o curador da Feira Literária de Campinas


          A Feira Literária de Campinas tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Helenice Vitorino. O evento tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).


Kyudô abre inscrições no CIS-Guanabara

 

Treinos de antiga arte marcial japonesa ocorrem aos domingos

  

A equipe Campinas Kyudokai, responsável pela prática da antiga arte marcial japonesa Kyudô, está com inscrições abertas a todos interessados na prática desse esporte. Os treinos ocorrem aos domingos pela manhã no CIS-Guanabara.

Segundo o professor Lucas Lins, responsável pela equipe campineira, o Kyudô é a aprendizagem e prática do tiro com arco japonês. “Ao compararmos os arcos das diferentes culturas da Ásia, vemos que o de origem japonesa é diferente em forma e em materiais. Mais longo e assimétrico, o modelo mais comum mede 2,21m e tradicionalmente tem o bambu como sua principal matéria-prima”, explica.

Mais informações pelo e-mail: kyudokaicampinas@gmail.com. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local).

Praticantes do Kyudô treinam aos domingos no CIS-Guanabara


Festival de rock reúne 7 mil pessoas no CIS-Guanabara

 

Aproximadamente 7 mil pessoas participaram no CIS-Guanabara da quarta edição do “Sunday Rock Sunday”. Foram quase 12 horas de puro rock com a participação das bandas Billy Mutreta, Rising Power, Killers Kiss, Big Six e a House Band da School of Rock, grupos que estão na estrada há algum tempo com inúmeras apresentações em casas noturnas, shows e festivais de rock pelo Brasil. Clássicos do gênero consagrados por Ozzy Osbourne, AC/DC e Kiss embalaram o público, que além da variada gastronomia oferecida pelos food trucks, pode conferir, também, entre as atividades paralelas, um espaço de compras com expositores de moda, brechó, cosméticos naturais, livros, entre outros.

 

Festival de rock realizado domingo, com cerca de 7 mil pessoas,

está entre os grandes eventos registrados no CIS-Guanabara

 


CIS-Guanabara é palco de festival de rock

 

A quarta edição do Sunday Rock Sunday será nesse domingo, a partir das 10 horas

 

 

O CIS-Guanabara sedia no próximo domingo (23 de setembro) a quarta edição do “Sunday Rock Sunday”, festival de rock que reunirá, a partir das 10 horas, cinco bandas que, além composições próprias, apresentarão clássicos do gênero consagrados por Ozzy Osbourne, AC/DC e Kiss. Grande variedade de food trucks e diversos produtos relacionados ao rock serão comercializados durante o evento que se estende até às 21 horas com entrada franca.

Integram a programação da quarta edição Billy Mutreta, Rising Power, Killers Kiss, Big Six e a House Band da School of Rock, bandas que estão na estrada há algum tempo com inúmeras apresentações em casas noturnas, shows e festivais de rock pelo Brasil.

Conheça as bandas

Rising Power está na estrada desde 2004 e foi criada para homenagear a banda australiana de rock AC/DC. Busca reproduzir com fidelidade músicas e performance de palco, apostando sempre no visual e nas características técnicas dos músicos. A Rising Power foi convidada para ser banda de apoio do baterista do AC/DC, Chris Slade, em sua turnê solo que passou por São Paulo em dezembro de 2012, se tornando, até então, a única banda brasileira a dividir palco com um integrante oficial da banda australiana.

Killers Kiss leva ao palco no CIS-Guanabara os consagrados figurinos e maquiagens que

imortalizaram a banda norte-americana Kiss  (Foto: Rafael Brienza)

Killers Kiss é considerada um dos destaques da experiência em Kiss cover do Brasil. Além da qualidade musical, a banda leva aos palcos os consagrados figurinos e maquiagens do Kiss, em uma produção cênica com luminoso gigante, iluminação especial, chuva de papel picado, sirenes e gelo seco. A Killers Kiss foi a banda de apoio de Bruce Kulick, ex-guitarrista do Kiss, em suas passagens pelo Brasil em 2007 e 2013, com vários shows realizados, inclusive em um cruzeiro pela costa brasileira.

Billy Mutreta está na estrada desde 2003. Com apresentações em casas noturnas e eventos pelo interior paulista e sul de Minas Gerais, a banda Billy Mutreta sempre se destacou por sua postura no palco. Suas apresentações primam pela energia e interação com o público. No repertório, além de canções autorais, clássicos do rock, blues e rockabilly sugerem uma ‘viagem’ no tempo.

A proposta da Banda Big Six é homenagear alguns dos grandes e imortais vocalistas do rock de todos os tempos, entre eles, Robert Plant, Ozzy Osbourne, David Coverdale, Dio, Bruce Dickinson e Bon Scott. Seus integrantes estão na cena do rock de Campinas há bastante tempo e todos fizeram parte de diversas bandas nos anos 80.

A House Band da School of Rock, formada pelos alunos da School of Rock de Campinas, apresenta clássicos do rock.

O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, bairro Botafogo, em Campinas. A entrada é gratuita. De maneira voluntária, os participantes poderão doar um quilo de ração para animais.


 

CIS-Guanabara inicia atividades do Projeto Guri

 

Aulas de canto coral, violino, viola, contrabaixo, saxofone e trompete são algumas das atividades oferecidas gratuitamente

 

A partir do dia 28 de agosto o CIS-Guanabara passa a sediar atividades do Projeto Guri, um dos maiores programas socioculturais do país. Aproximadamente 120 crianças terão aulas todas as terças e quintas-feiras, das 13h30 às 18h00, nas modalidades canto coral, cordas agudas (violino e viola), cordas graves (contrabaixo e violoncelo), madeiras (clarinete e saxofone) e metais (trompete, trombone e eufônio).

Segundo a gerente da Regional de Jundiaí do Projeto Guri, Eliza Langame, inicialmente, participam os alunos já matriculados no primeiro semestre. Ao todo são oferecidas 120 vagas. Em caso de desistência, novas vagas serão abertas. Os interessados devem procurar a coordenação do projeto nos dias de aulas. As atividades vão até a primeira semana de dezembro e após o recesso retornam em 2019. Além do CIS-Guanabara, o Projeto Guri atua em Campinas no DIC-5 e na Fundação CASA.

 

As aulas do Projeto Guri serão oferecidas no CIS-Guanabara,

as terças e quintas, no período da tarde. (Foto: Divulgação)

 

O Projeto Guri é mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos incompletos. Anualmente, cerca de 50 mil alunos são atendidos em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o Estado de São Paulo. Desde seu início, em 1995, o projeto já atendeu cerca de 650 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.

O acesso ao Projeto Guri é universal e gratuito, porém, a organização desenvolveu políticas e práticas com foco na inclusão de alunos em situação de vulnerabilidade econômica e social. A partir do momento em que passam a  integrar o Guri, os alunos recebem atenção que vai muito além do ensino musical, com foco em trabalhar observando todas as condições que afetam a vida e o bem-estar de cada um, incluindo educação, assistência social, saúde, habitação, entre outras necessidades.

 


 

 

CIS-Guanabara é a nova casa do Projeto Guri, em Campinas

 

 

Aulas de música para 120 alunos de 6 a 18 anos serão oferecidas gratuitamente duas vezes por semana

 

O músico Rafael Peregrino nunca imaginou que um dia pudesse integrar o grupo de alunos do Conservatório Royal de Mons, na Bélgica, tampouco, que viesse a cursar percussão sinfônica no Instituto de Artes da Unicamp. Essa escalada no mundo da música foi possível graças ao trabalho de base que desenvolveu em Marília, interior de São Paulo, no Projeto Guri, um dos maiores programas socioculturais do país, que a partir de hoje tem o CIS-Guanabara como sua mais nova casa em Campinas. A solenidade de abertura aconteceu nessa quinta-feira, às 10h00, e contou com as presenças do pró-reitor de Extensão e Cultura (PROEC-Unicamp), Fernando Hashimoto, do vice prefeito de Campinas, Henrique Magalhães Teixeira, da gerente da Regional do Guri, Eliza Langame e do diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco. Durante o evento, houve a apresentação do grupo Regional da Vila, formado por alunos e ex-alunos de pós-graduação e de graduação em música pela Unicamp, entre eles, Rafael Peregrino.

 

Integrantes da mesa durante de apresentação do projeto

que vai reunir 120 alunos na Estação Guanabara


         Para a gerente da Regional de Jundiaí do Projeto Guri, Eliza Langame, a história do aluno Rafael, da Unicamp, é um dos vários exemplos que ocorrem com certa frequência no Guri. “Isso para nós, é fenomenal, é ver o resultado de um trabalho conjunto, que nasce com a experimentação do aluno, cresce com ele se desenvolvendo, se descobrindo como músico e depois alcançando um patamar profissional, muitas vezes de estudo e de referência dentro da própria Unicamp. Isso é muito bacana, é muito positivo”, afirma orgulhosa.

 

Eliza Langame: “A parceria com a Unicamp é uma oportunidade

ímpar de integração de linguagens culturais”


         O pró-reitor Fernando Hashimoto, docente do curso de música da Unicamp, destaca a importância do cunho social do Guri, programa que apresenta muita afinidade com as propostas na Universidade. “O projeto, além do aspecto social, tem muita qualidade no aspecto artístico. Muitos alunos que fazem hoje graduação na Unicamp passaram pelo Projeto Guri, um modelo de extensão muito parecido com o que procuramos desenvolver na Universidade. Vale salientar a importância da parceria com o Governo do Estado e com a Prefeitura de Campinas, fortalecendo essa relação por meio de projetos dessa natureza”, avalia. O vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira enaltece a parceria com a Unicamp e considera essa nova casa do Guri um local especial em que as crianças terão oportunidade de aprender música numa antiga estação de trem, num ambiente que estimula o conhecimento e que é de grande relevância para na história de Campinas.

 

Fernando Hashimoto: “Projetos dessa natureza solidificam

parcerias entre a Universidade e os governos estadual e municipal”

         Sobre a importância do projeto social, Hashimoto destaca a utilização da música como instrumento de desenvolvimento dessas crianças. “A formação na área de artes trabalha com a sensibilidade dos alunos. Se você pega esses alunos na faixa entre 6 e 12 anos de idade, por exemplo, você consegue um desenvolvimento pela música, atinge áreas específicas do cérebro que nenhuma outra forma de educação proporciona. Você cria uma melhoria geral na formação dessa criança. Além disso, o ensino de música apresenta outras qualidades como o sentido de coletividade, já que você nunca faz música sozinho, de organização, de disciplina, de responsabilidade. É como no esporte, que desenvolve muito a capacidade espacial, de percepção, de tridimensionalidade. Um adulto que não teve essa oportunidade, tem mais dificuldades. Então a gente sabe que essa formação mais global elabora um repertório que desenvolve um cidadão mais equilibrado, do ponto de vista intelectual. Isso também traz a criança para o mundo real, deixando de lado as microtelas. Pelo menos, no momento em que está ensaiando ou se apresentando, o aluno se dá conta de que existe um mundo fora do celular”.


         Fazer do CIS-Guanabara a nova casa do Guri em Campinas, para Hashimoto, é estratégico, tanto para o projeto quanto para a Reitoria, porque o CIS é o espaço da Unicamp no centro da cidade. “Sediar o Guri não representa oferecer algo apenas para o aprendiz de música, mas também para sua família. Trata-se de uma atividade cultural que vai permitir que mais pessoas conheçam a Estação Guanabara, um centro cultural de relevância situado fora do campus da Unicamp”. Nesse sentido, a proposta do CIS, segundo o sociólogo e diretor do órgão, Marcelo Rocco, é oferecer paralelamente aos pais dos alunos atividades culturais enquanto as crianças estiverem em aula. Para Eliza Langame, contar com a Unicamp e, mais especificamente com o CIS-Guanabara como parceiro, é fundamental para o desenvolvimento do projeto Guri. “O trabalho que o centro cultural realiza vai complementar as ações do Guri e vice-versa. É a possibilidade de desenvolvimento de novos projetos, novas propostas para o espaço, tanto para os alunos do Guri quanto para o público que frequenta o CIS-Guanabara. Considero uma oportunidade ímpar de integração de linguagens culturais”, afirma.

 

Marcelo Rocco: “O CIS-Guanabara está sediando um projeto

de educação musical. Quem ganha é a sociedade”

  
         Nessa linha de raciocínio, Rocco ressalta que, tradicionalmente, os centros de cultura têm nas artes um meio de interlocução com o público, de modo que a música, assim como as artes visuais e cênicas figuram, quase sempre, como aquelas que vertem expressiva gama de ações à sociedade quando comparadas aos outros campos de interesse. “Fomentar e ofertar ações no campo da música é algo já esperado por qualquer centro cultural, no entanto, nessa ação conjunta com o Guri, o que estamos viabilizando é um projeto de educação musical e, nesse sentido, ser um centro cultural que também abriga uma escola de música nos coloca numa condição de grande relevância e quem sai ganhando com isso é a sociedade”, afirma.

 

Henrique Magalhaes Teixeira: “Aprender música é um desafio,

daí a importância da família nessa caminhada com as crianças”

         Durante a solenidade de abertura, a professora Diana Patrícia Ferreira de Santana, mãe de três alunos do Guri, fez um agradecimento especial aos educadores do projeto, mostrando o quanto eles são importantes para a formação de seus filhos. “A música tem uma função terapêutica que torna o ser humano melhor. O reflexo disso eu percebo dentro de casa”, afirma. Henrique Magalhães Teixeira, músico de formação, diz que o aprendizado da música é um desafio e a participação da família é essencial. “Ao longo desse percurso, o estímulo e apoio dos pais é fundamental para aflorar as potencialidades e o desenvolvimento dos alunos.” O evento contou com a palestra do historiador Henrique Anunziata que focalizou temas ligados ao patrimônio ferroviário. “É importante que os alunos e os pais que aqui permanecerão duas vezes na semana saibam da importância histórica dessa estação que a partir de agora se torna, também, uma escola de música”, ressalta. O aluno do curso de física da Unicamp e coordenador geral do Trote da Cidadania, Tiago Enrique Cantuário,  participou do evento e fez a doação de 200 canecas para as crianças do Guri. “É a forma simbólica que encontramos para dar boas vindas às crianças que agora iniciam uma trajetória no CIS-Guanabara e que pode culminar, quem sabe, em algum curso de graduação da Universidade”, diz.

 

Evento de lançamento do Projeto Guri reuniu autoridades e pais de alunos de música


         No CIS-Guanabara o curso começa no dia 28 de agosto. As aulas serão realizadas as terças e quintas, das 13h30 às 18h00, nas modalidades canto coral, cordas agudas (violino e viola), cordas graves (contrabaixo e violoncelo), madeiras (clarinete e saxofone) e metais (trompete, trombone e eufônio). Inicialmente, participam os alunos já matriculados no primeiro semestre. Ao todo são oferecidas 120 vagas. Em caso de desistência, novas vagas serão abertas. Os interessados devem procurar a coordenação do projeto nos dias de aulas. As atividades vão até a primeira semana de dezembro e após o recesso retornam em 2019. Além do CIS-Guanabara, o Projeto Guri atua em Campinas no DIC-5 e na Fundação CASA.
 
         Mais sobre o Guri
         O Projeto Guri é mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos incompletos. Anualmente, cerca de 50 mil alunos são atendidos em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o Estado de São Paulo. Desde seu início, em 1995, o projeto já atendeu cerca de 650 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.
         A Amigos do Guri é uma organização social de cultura que administra o Projeto Guri. Desde 2004, é responsável pela gestão do programa no litoral e no interior do estado de São Paulo, incluindo os polos da Fundação CASA. Além do Governo de São Paulo, idealizador do projeto, a Amigos do Guri conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas. Seus principais objetivos, segundo Eliza Langame, são fortalecer a formação das crianças, adolescentes e jovens como sujeitos integrados positivamente em sociedade e difundir a cultura musical em sua diversidade. “As ações propõem às crianças, adolescentes e jovens a potencialização de suas dimensões estética, afetiva, cognitiva, motora e social por meio da valorização das diferentes expressões culturais e o estímulo a criações e apresentações de grupos musicais”, explica.

 

Rafael Peregrino: “Estou à vontade para dizer aos meninos que aproveitem,

mesmo, essa experiência, que é única”


          O acesso ao Projeto Guri é universal e gratuito, porém, a organização desenvolveu políticas e práticas com foco na inclusão de alunos em situação de vulnerabilidade econômica e social. A partir do momento em que passam a  integrar o Guri, os alunos recebem atenção que vai muito além do ensino musical, com foco em trabalhar observando todas as condições que afetam a vida e o bem-estar de cada um, incluindo educação, assistência social, saúde, habitação, entre outras necessidades.
          A partir de 2008, o Projeto Guri criou o programa “Aulas Espetáculo”, um circuito de apresentações interativas de grupos musicais brasileiros, reconhecidos pela crítica por suas propostas inovadoras. A ação visa democratizar o acesso à cultura para os alunos e a comunidade das cidades em que ocorrem as apresentações. Os artistas convidados mesclam ao seu show usual elementos didáticos, como conceitos sobre teoria e técnica musical, e interagem com os estudantes, de forma a ampliar seu universo de referências e inseri-los num novo contexto musical.
         Outro programa é o “Grupos de Referência”, uma oportunidade para jovens em estágio mais avançado de aprendizagem de aprimorar seu conhecimento musical, melhorar suas técnicas, refinar seu repertório e participar de diversas atividades e eventos que proporcionam a troca de experiência com estudantes de diferentes polos, músicos e regentes de grande destaque nacional e internacional. “É o momento de deixar de seguir para serem seguidos, tornando-se exemplo para os guris em desenvolvimento”, afirma Eliza Langame. Rafael Peregrino antes vir para a Unicamp participou dos Grupos de Referência e também atuou como professor do projeto em cidades na região de Marilia, sua terra natal. “Com essa vivência no Guri e as possibilidades que o projeto me proporcionou, me sinto muito à vontade para dizer aos meninos que aproveitem mesmo essa experiência, que é única”, afirma o aluno da Unicamp. 
 
         Grupo Regional da Vila
 
         Durante a cerimônia de abertura, o grupo Regional da Vila apresentou parte do repertório do projeto “Música Brasileira em foco: 100 anos de Jacob do Bandolim”. Formado por alunos e ex-alunos da pós-graduação e graduação em música pela Unicamp, o grupo nasceu em 2018 e tem como objetivo difundir a cultura musical brasileira através de um olhar sobre a linguagem musical singular do choro. Com apresentações em casas noturnas e centros culturais em São Paulo e Campinas, o Regional da Vila conta com cinco integrantes. Além do ex-aluno do Projeto Guri, Rafael Peregrino (pandeiro), integram o conjunto Ricardo Henrique (violão de seis cordas), Guilherme Sakamuta (bandolim), Maurício Guil (violão de sete cordas) e Eduardo Pereira (cavaquinho).

 

Grupo “Regional da Vila”: Homenagem a Jacob do Bandolim e difusão da cultura

do choro dentro e fora da universidade


         Ao longo desse ano, o grupo vem fazendo homenagem ao centenário de um dos maiores compositores e bandolinistas da música instrumental brasileira, Jacob do Bandolim. “O projeto Música Brasileira Em Foco: 100 Anos de Jacob do Bandolim, para além de sua abordagem artística, traz uma continuidade do programa Caminhos do Choro realizado em parceria com web rádio Unicamp, em que buscamos homenagear, mensalmente, um compositor ou instrumentista ligado ao choro”, afirma o integrante do grupo, Ricardo Henrique. “Nossa proposta é difundir a cultura do choro dentro e fora da universidade de forma a favorecer a ampliação do alcance social desse patrimônio cultural brasileiro”.
 


CIS-Guanabara sedia encontros

sobre cultura indígena na RMC

 

Evento gratuito tem primeiro encontro no dia 25 de agosto

 

Durante o segundo semestre desse ano o CIS-Guanabara será sede de cinco encontros promovidos pelo grupo EtnoCidade, coletivo de indígenas e não-indígenas que busca dar visibilidade às etnias indígenas que vivem em contexto urbano na Região Metropolitana de Campinas. O primeiro evento, dia 25 de agosto, das 13h00 às 17h00, tem como tema “Educação Decolonial: uma conversa de como os indígenas podem contribuir para a inclusão da diversidade etnicocultural nas escolas ” O encontro será coordenado pelo sociólogo e promotor cultural Alessandro José de Oliveira.

Segundo Oliveira, a ideia é promover uma reflexão a partir da experiência de personagens de origem indígena que vivem na RMC. “Vivenciar o diálogo de fato e o compartilhamento de sentidos com indígenas que vivem na cidade permitiu-me um alargamento de minhas possibilidades de interpretar o mundo”, afirma. “Isso demanda um exercício cotidiano de alteridade e disposição para abandonar a zona de conforto gerada pelas certezas preestabelecidas como pilares de certa concepção dominante de conhecimento”. O objetivo desse encontro é dialogar com professores e público em geral sobre a situação dos indígenas que vivem em metrópoles, examinar alguns aspectos da história oficial, alertar para os vícios coloniais e refletir sobre diferentes modos de lidar com a racionalidade hegemônica tão presente na sociedade urbana.

Coletivo EtnoCidade discute a situação de indígenas que vivem na Região Metropolitana de Campinas

Criado em 2015, o EtnoCidade busca fomentar discussões e reflexões sobre cultura indígena em contexto urbano através da edição anual da Feira de Cultura Indígena de Campinas. Também procura dar visibilidade promovendo atividades culturais e apresentando o conhecimento das culturas indígenas para as escolas e instituições da cidade de Campinas e região. Oliveira afirma que o grupo procura oferecer meios para que os indígenas possam manter sua cultura mesmo vivendo em cidades e longe de suas aldeias. “O que pretendemos é quebrar estereótipos, preconceitos e mudar paradigmas que são associados à diminuição dos indígenas, esclarecendo a sociedade nos âmbitos público e privado sobre nossa herança identitária indígena”, afirma Oliveira.

          Ao longo do segundo semestre serão realizados mais quatro encontros: “Direitos achados na roça” (dia 22 de setembro), “Corpos indígenas – corpos políticos: os privilégios caçados a laço” (dia 27 de outubro), “Vivências de culinária indígena” (dia 01 de dezembro) e “Xondora e Capoeira – irmão na resistência” (dia 15 de dezembro). A atividade no CIS-Guanabara tem a coordenação das agentes culturais Irani Ribeiro e Maria Aparecida Vaz Bueno. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, bairro Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local).


Visita guiada na Estação Guanabara

encerra programa Roda SP

178 passageiros embarcaram na plataforma que um dia recebeu o imperador D. Pedro II

 

Os passageiros que participaram da última etapa do programa Roda SP nesta quinta-feira (5 de julho) tiveram a oportunidade de conhecer alguns aspectos da história da ferrovia de São Paulo. Antes de embarcarem com destino a Serra Negra e Amparo, rebobinaram o fio do tempo, retornaram ao ano de 1876 quando foi inaugurada oficialmente a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. O estudioso da história de Campinas, Wagner Paulo dos Santos, falou sobre a vinda do imperador D. Pedro II a Campinas a bordo da Maria Fumaça e da Estação Guanabara como importante entroncamento ferroviário que ajudou a desenvolver um bairro de Campinas que é hoje uma das áreas mais valorizadas da cidade.

Wagner Santos lembra que D. Pedro II passou pela Estação Guanabara em 1876, na inauguração da Companhia Mogiana. “O imperador veio de trem do Rio de Janeiro a São Paulo. Na capital, pegou a antiga estrada de ferro dos ingleses que unia Santos a Jundiaí, de onde seguiu para Campinas. Ele embarcou na Estação Central de Campinas (hoje Estação Cultura), veio para a Estação Guanabara e seguiu para Mogi Mirim. Evidentemente, no trecho Campinas-Mogi Mirim já existiam as paradas planejadas, nas fazendas dos grandes produtores de café. O imperador aproveitou a oportunidade para conceder títulos de barão e de visconde aos fazendeiros, de acordo com as conveniências políticas da época. Os novos barões, enaltecidos, aplicavam mais dinheiro nas ferrovias, algo muito importante para o desenvolvimento do estado”, afirma o estudioso revelando que na primeira visita do imperador a Campinas, em 1852, a viagem se deu no lombo de uma mula.  

 

O Estudioso da história de Campinas, Wagner Santos, relata aspectos da memória da ferrovia paulista

 

O palestrante revelou também que o bairro Guanabara era um lugar afastado do centro, mas com algum sinal de uma industrialização que se fortaleceria nos anos seguintes. “A Estação Guanabara tornou-se uma espécie de entroncamento ferroviário. Houve um momento em que eram embarcados mais passageiros aqui do que na Estação Central. Toda a produção agropecuária que vinha do interior de São Paulo passava pela Estação Guanabara com destino a estação Central de Campinas. De lá seguia para diferentes destinos, como São Paulo e Santos. A estação Guanabara, no entanto, passou a ser um importante entreposto. Aquilo que não era transportado para a capital, como as máquinas agrícolas, ficava nos barracões e daqui seguiam para fazendas em Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Jaguariúna, por exemplo. Ou seja, a Mogiana começava a ganhar vida própria, era o pontapé inicial de uma nova linha, de um mercado que começava a se expandir para uma região até então desabastecida de linha ferroviária”.

 

Antiga estação de trem em Mogi Mirim:

fazendeiros investiam no desenvolvimento da ferrovia paulista

 

O programa Roda SP, iniciativa da Secretaria Estadual de Turismo, teve início no dia 21 de junho. Inicialmente estavam previstas saídas diárias de um ônibus para Serra Negra e Amparo (terças, quintas e sábados) e Águas de Lindóia e Lindóia (quartas, sextas e domingos). Por conta da grande procura, com bilhetes no valor de R$ 10,00, a organização ampliou o número de ônibus. Em média, partiram diariamente da Estação Guanabara três ônibus. Hoje, foram necessários quatro veículos coletivos para atender a demanda. Segundo a agente Cultural do CIS-Guanabara, Flávia Moraes Salles, idealizadora do projeto memória-viva que possibilita a visita guiada coordenada por um estudioso ou personagem que vivenciou os áureos tempos da ferrovia paulista, a Secretaria Estadual de Turismo já sinalizou que o programa poderá se repetir no próximo ano. “Caso se confirme, nossa proposta é intensificar as visitas guiadas, apresentando aos passageiros um pouco da memória da ferrovia paulista”, afirma. 

 

Ônibus do Roda SP na Estação Guanabara: programa poderá se repetir no próximo ano

 

 


 

Ferroviário aposentado relata

memórias no CIS-Guanabara

 

Ivo Arias é o convidado “memória viva” em projeto

do Sesc que tem etapa no próximo domingo na Estação Guanabara

 

 

O ferroviário aposentado Ivo Arias, 76 anos, foi telegrafista, chefe de estação, controlador de circulação de trens e chefe do Departamento de Transporte em diferentes companhias. Vestiu o uniforme da Sorocabana, da Mogiana, da Fepasa, empresa onde se aposentou em 1987. Lembra com emoção dos áureos tempos da ferrovia no estado de São Paulo, quando as estações de Campinas integravam o roteiro que partia do interior e seguia para o porto de Santos. “As pessoas estavam sempre bem vestidas. Os homens de terno, gravata e chapéu, muitas mulheres usavam luvas. Os funcionários da estação deviam usar quepe, terno e os sapatos muito bem engraxados, caso contrário, tomavam um dia de suspensão”, fala em tom nostálgico. Arias, como era conhecido no meio ferroviário, é o convidado “memória viva” do CIS-Guanabara para o projeto “Campinando...”, iniciativa do Sesc-Campinas que ocorre no próximo domingo em diferentes locais históricos da cidade.

Trata-se de uma proposta de (re) conhecimento de Campinas, que no auge de seus 244 anos têm uma história permeada por transformações importantes para a cidade e o país. Passeios e vivências vêm ao encontro da memória, dos patrimônios materiais e imateriais, das áreas naturais e rurais e das personagens que Campinas abriga, como o ferroviário Ivo Arias, além da tecnologia, da ciência e das artes produzidas no município.

A apresentação será às 8h30 no hall de entrada da Estação Cultura. O roteiro terá início às 9h00, com acompanhamento de guia turístico credenciado pelo Ministério do Turismo. A visita guiada começa na Estação Cultura onde os participantes terão uma introdução à história da ferrovia e sua trajetória em Campinas. Na sequência, embarque em ônibus para passeio pelo Palácio da Mogiana. “Após almoço ocorre a visita guiada na antiga Estação Guanabara, onde o ferroviário Ivo Arias terá a oportunidade de relembrar momentos de seus quase 35 anos de profissional de diferentes companhias de trem”, diz a agente cultural e responsável pela etapa no CIS-Guanabara, Flávia Moraes Salles. Na sequência, visita à Estação Anhumas para embarque no trem da Maria Fumaça com destino à Estação de Tanquinho. O retorno está previsto para a Estação Cultura às 18h30.

Para alguns, viajar de trem é um resgate da memória, para outros é uma oportunidade de descobertas. Em Campinas a ferrovia surgiu nos tempos áureos do café e era o meio de transporte mais utilizado para escoar a produção, fator primordial para o crescimento e desenvolvimento da cidade. Durante a visita guiada no CIS-Guanabara, o ferroviário aposentado terá também a oportunidade de falar da decadência desse sistema de transporte e da importância da preservação dessa memória. 

O aposentado Ivo Arias é o “memória viva” que coordenará a visita guiada no CIS-Guanabara

 

Arias vivenciou um momento triste da memória ferroviária de São Paulo, uma espécie de crônica da morte anunciada quando, segundo ele, os horários dos trens que partiam do interior rumo à capital foram alterados com o objetivo velado de acabar com esse meio de transporte e dar início ao sucateamento que se estende até os dias atuais. Ele lembra que o trem procedente da Alta Sorocabana, com passageiros de cidades como Presidente Prudente, Assis e Ourinhos, chegavam a São Paulo às 6h00 da manhã e retornavam para o interior às 18h00. “Os passageiros eram comerciantes que enchiam suas sacolas com produtos das ruas 25 de Março e José Paulino, passavam o dia fazendo compras e voltavam no final da tarde para as cidades de origem. Esses trens viviam lotados.” Em meados dos anos 1970, no entanto, os horários mudaram. Os trens passaram a chegar à capital às 16h00 e retornavam às 8h00 do dia seguinte. “Com esse novo horário, os passageiros desapareceram. A viagem não se tornava mais viável para o comerciante. Os trens ficaram vazios e o sistema tornou-se deficitário. Moral da história: acabaram com a linha. Era o início do fim da derrocada da ferrovia paulista”, fala com propriedade.

Apesar do sucateamento desse meio de transporte, o ferroviário fala com orgulho de seu papel na preservação de composições e percursos que mantém viva a memória da ferrovia paulista, como no trecho que liga a estação Anhumas, em Campinas, até a cidade vizinha de Jaguariúna. “Participei desse processo de preservação no sentido de sensibilizar os gestores da Fepasa. Apontei as locomotivas e os vagões que deveriam ser preservados” Arias foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e hoje atua como voluntário da entidade. “Sempre que possível vou aos finais de semana a Anhumas e Jaguariúna, só para ver se está tudo funcionando certinho”, fala com a naturalidade de quem viveu quase 35 anos entre trilhos, plataformas e composições ferroviárias.

 

 


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