Inicial         |         Institucional         |         Equipe         |         Agendamento       |         Fale Conosco         |         Notícias


 

“Luz na Caixa Escura” revela a sensibilidade

de fotógrafos cegos no CIS-Guanabara

 

          Desenvolver em pessoas com deficiência visual a capacidade e a sensibilidade de fotografar é uma experiência que vem ganhando corpo em diferentes partes do Brasil e do mundo. Em Campinas, o trabalho pioneiro nessa área foi desenvolvido no CIS-Guanabara, em parceria com o Centro Cultural Louis Braille, pelo jornalista e fotógrafo da Assessoria de Comunicação da Unicamp, Antonio Scarpinetti. O resultado dessa iniciativa pode ser visto a partir do próximo dia 12 de setembro às 14 horas quando será aberta a exposição fotográfica “Luz na Caixa Escura” com 18 imagens coloridas (30 cm x 45 cm) totalmente produzidas por deficientes visuais envolvidos no projeto. A mostra poderá ser vista gratuitamente até o dia 30 de setembro.

  Imagem da mostra (Foto: Gisele Cristine Souza Oliveira)


          As fotografias expostas no Hall de entrada do CIS-Guanabara são resultados de um primeiro trabalho ocorrido em março de 2017 e de outras quatro oficinas realizadas ao longo do primeiro semestre desse ano. Em média, as atividades contaram com a participação de 10 pessoas com diferentes graus de deficiência visual. Scarpinetti lembra que os alunos tiveram a oportunidade de manusear câmeras e, por meio do tato, identificar no corpo da máquina, lentes, obturador, fotômetro e, certamente, produzir fotos.

  Imagem da mostra (Foto: Rodrigo Dellacio)


          Todos os encontros realizados em 2018 propiciaram momentos de muito aprendizado para os alunos, mas uma oficina, de maneira especial, tornou-se uma atividade inusitada. Os participantes tiveram a missão de fotografar detalhes da banda de música da Polícia Federal, que ensaia semanalmente no CIS-Guanabara. “Nossa proposta com essa atividade foi promover a sensibilização por meio do som na construção de uma imagem  
fotográfica”, afirma Scarpinetti.
          A avaliação realizada numa roda de conversa após o exercício no ensaio dos músicos foi  de uma experiência que emocionou e serviu para se pensar o próprio ato de fotografar nessas condições. “A interação entre músicos e fotógrafos foi a melhor possível”, avalia o coordenador da oficina. Ele lembra que no início foi feita uma pequena apresentação, quando os músicos demonstraram seus instrumentos pelo som, individualmente. Depois os participantes se orientaram  pelo som e, com liberdade, começaram a fotografar. Além da prática em realizar fotos orientadas pela música, a experiência serviu também como exercício para melhorar o posicionamento e como segurar e direcionar a câmera em relação ao som que cada instrumento emitia no momento de fotografar. Os resultados foram muito diferentes considerando o tempo em que o aluno convive com a deficiência. Quanto maior o tempo, mais apurada a sensibilidade auditiva e, consequentemente, melhor o resultado da imagem produzida. Scarpinetti lembra que para alunos com deficiência visual, o som torna-se um guia, uma referência para a captura dessas imagens.
          Durante as oficinas, também foi realizada uma atividade com o jornalista Teco Barbero, fotógrafo cego que coordena o projeto “Olhar Sensível” em que ele procura transmitir técnicas fotográficas a outros deficientes visuais. Portador de deficiência visual congênita e lesão cerebral por conta de uma toxoplasmose desenvolvida pela mãe durante a gravidez, Teco afirma que encontrou na fotografia uma maneira de se conhecer melhor. “Quanto mais fotografo, mais me conheço. A relação da câmera com meu corpo aflora minha percepção e facilita meu diálogo com outras pessoas, pois quando produzo imagens, permito que as pessoas percebam como enxergo a vida”.  Ele é enfático quando explica aos demais participantes da oficina sua superação em relação à deficiência. “Todos aqui enxergamos, porque todos pensamos. Nossos olhos são apenas uma janela, o que define o que vamos ver é o cérebro e materializamos isso por meio da fotografia”, afirma. Scarpinetti explica que a experiência de Teco Barbero torna-se um estímulo para os alunos participantes da oficina desmitificando a ideia de que fotografia só pode ser feita por pessoas com visão normal. Participam dessa mostra os seguintes expositores: Angela Matiuzzo, Elizeu José Araújo Ribeiro, Gisele Cristina Souza Oliveira, Maria do Carmo Balduino, Rodrigo Delacio Coelho e Rosângela Aparecida da Silva.

Imagem da mostra (Foto: Ângela Matiuzzo)


          “Luz na Caixa Escura” tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros. A exposição tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. O CIS-Guanabara fica à rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local). Na abertura, dia 12, está programado áudio descrição das fotos ao vivo com Bel Machado, audiodescritora e mestre em Multimeios pelo Instituto de Artes da Unicamp.
 


 

 

Inscrições para o Programa Funarte de Capacitação,

no CIS-Guanabara, seguem até 3 de setembro

 

Oficinas ocorrem nos dias 11 a 14 de setembro nas áreas de música, artes cênicas e visuais

 

O CIS-Guanabara, o Sesc-Campinas e a Funarte (Fundação Nacional de Artes) realizam no período de 11 a 14 de setembro o Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018. Ao todo, serão oferecidas onze oficinas nas áreas de Artes Cênicas, Música e Artes Visuais. Durante a programação, serão realizados no Centro Cultural Guanabara os seminários “Arte e Educação” e “História da Arte e História da Música”.

Campinas é a quarta cidade do país a receber o programa. Para o sociólogo e diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco, “constituir essa parceria com a Funarte é mais do que reafirmar nosso compromisso como um instrumento público a serviço da cultura e das artes, é também o reconhecimento do trabalho como um Centro Cultural que está verdadeiramente em consonância com a sociedade”, afirma. Essas oficinas, segundo ele, são a oportunidade de colocar em contato intelectuais e realizadores com um público especializado, que busca nesta simbiose, a ampliação e atualização dos seus conhecimentos. Cabe lembrar que essas oficinas estão sendo realizadas em diferentes pontos do país e, no estado de São Paulo, os equipamentos escolhidos para sediá-las são o CIS-Guanabara e o Sesc-Campinas.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 3 de setembro. A confirmação será feita no primeiro dia de cada oficina e, se houver desistências, o número de vagas poderá ser ampliado. A lista preliminar de inscritos será divulgada no dia 5 de setembro. Para assistir aos seminários, não é necessário se inscrever previamente. Basta chegar com antecedência e fazer a inscrição no dia e local do evento.

 

 

 Onze oficinas nas áreas de artes cênicas, música e artes visuais serão oferecidas,

em Campinas, pelo CIS-Guanabara e Sesc. (Foto: Marcos Souza)

 

A programação em Campinas contempla ainda realização de dois seminários, ambos no CIS-Guanabara. No dia 12 de setembro, às 19h00, será realizado o seminário “Arte e Educação”. Participam do evento o educador, instrumentista e produtor musical Rodrigo Portela; a artista visual e professora Renata Felinto, o professor da Unicamp Carlos Miranda e Anna Carolina Vieira Santos, contemplada no Prêmio Funarte Arte e Educação 2018. No dia 13, acontece o seminário “História da Arte e História da Música”. O pró-reitor de Extensão e Cultura da Unicamp, docente do Instituto de Artes e músico Fernando Hashimoto, e a historiadora, pesquisadora e dançarina Maria Eugênia vão falar sobre a história da música. A artista visual e professora Cláudia Fazzolari focaliza a história da arte.

O Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018 realiza, até dezembro, 77 oficinas e 14 seminários em sete cidades do país. A meta é capacitar cerca de três mil pessoas. A programação teve início em julho em Goiânia (GO). Depois, seguiu para Londrina (PR) – de 14 a 17 de agosto; e agora chega a Campina Grande (PB) – de 28 a 31 de agosto; e Campinas (SP) – de 11 a 14 de setembro. As próximas etapas do programa serão em Belém (PA) – de 25 a 28 de setembro; Fortaleza (CE) – de 6 a 9 de novembro; e Rio de Janeiro (RJ) – de 11 a 14 de dezembro.

Para a etapa Campinas, Funarte, CIS-Guanabara e Sesc oferecem as seguintes oficinas:

 

 

  • ARTES CÊNICAS

 

O Corpo em Cena: Dinâmicas da Fala e Conexões Corpo-Espaço
Com Regina Miranda – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h – Local: Sesc -Campinas

A oficina aborda a cena como lugar de relação e criação de lugar. Orienta práticas de improvisação que trabalham o trânsito entre quietude ativa e projeções espaciais sem limites. Será ministrada pela diretora teatral, coreógrafa e gestora cultural Regina Miranda.

Inscrições (clique aqui)

 

Aprimoramento vocal do ator
Com Rose Gonçalves – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h – Local: Sesc -Campinas

A oficina inicia com uma análise vocal individual dos participantes. O objetivo é fazê-los compreender a importância do trabalho vocal e da atitude corporal. Rose Gonçalves é fonoaudióloga e professora, especialista em voz e mestre em Ciência da Motricidade Humana.

Inscrições (clique aqui)

 

Direção cênica
Com Guti Fraga – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h – Local: CIS-Guanabara

A oficina trata do que é específico da atividade teatral, ou seja, o surgimento da função do encenador, a análise de texto, tipos de palco, composição cênica, direção do ator e preparação do ensaio – através de aulas práticas, exercícios, jogos individuais, em dupla e grupo, improvisações livres e dirigidas. Guti Fraga é ator, diretor e fundador do Grupo Nós do Morro.

Inscrições (clique aqui)

 

Iluminação cênica
Com Luiz Fernando Lobo – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 14h às 19h – Local: Sesc -Campinas

A oficina apresenta um breve histórico da iluminação cênica: Appia, Craig e Wagner; os reformadores da cena e a iluminação. E também, os tipos de refletores e seus usos; o mapa de luz e memorial de luz; a roteirização e a função cênica da luz; a relação entre luz, cenografia, figurino e direção. Luiz Fernando Lobo é dramaturgo, ator e professor de interpretação.

Inscrições (clique aqui)

 

Composição coreográfica
Com Regina Sauer – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 14h às 19h – Local: CIS-Guanabara

A oficina analisa os principais conceitos da dança, modalidades, qualidade do movimento, tipos de teatro e adequação da coreografia. Aprofunda os conceitos através de exercícios de criação com temas específicos e faz a correlação dos temas tratados numa amostragem, em vídeo, com exemplos de criações coreográficas de diversas modalidades para diferentes espaços. Regina Sauer é bailarina, coreógrafa, diretora e produtora.

Inscrições (clique aqui)

 

 

  • MÚSICA

 

Gestão cultural
Com Maria Helena Cunha – 40 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h
– Local: CIS-Guanabara

O curso aborda uma discussão sobre as possibilidades da gestão cultural da atualidade e a especificidade da área da música. Como ser gestor de sua própria carreira ou do seu grupo? Qual o limiar entre a atuação do artista e do gestor? Como ser gestor cultural no Brasil e quais são seus principais desafios? São questões importantes para entender a área cultural a partir da vivência cotidiana.
Maria Helena Cunha 
é gestora cultural, consultora, pesquisadora, mestre em Educação pela FAE/UFMG.

Inscrições (clique aqui)

 

História da música brasileira
Com Maria Eugênia – 40 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h
– Local: CIS-Guanabara

A oficina percorre a história da música brasileira desde o início, dos primeiros compositores do período colonial, até os dias de hoje, passando pelos ritmos e gêneros da nossa diversidade musical. Maria Eugenia é historiadora, pesquisadora e dançarina.

Inscrições (clique aqui)

 

Trilha sonora
Com Alexandre de Faria – 40 vagas
11 a 14 de setembro, das 14h às 19h
– Local: CIS-Guanabara

A oficina investiga a música no audiovisual, sua história, os aspectos perceptivos, o processo de criação, aspectos da produção e dicas para músicos que querem entrar nesse mercado. Alexandre de Faria é músico e compositor. Bacharel em música pela UNIRIO e mestre em composição pela King’s College London.

Inscrições (clique aqui)

 

  • ARTES VISUAIS

 

Performar a vida: arte como estratégia de existência
Com Renata Felinto – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h
– Local: CIS-Guanabara

A oficina visa apresentar a produção de arte na linguagem de performance por artistas visuais que têm abordado suas próprias biografias como história para, a partir de si, tratar de uma história do mundo e, por fim, das histórias incorporadas que são as que se alinham às suas narrativas. A atividade é teórico-prática e finaliza com o exercício criativo do trabalho de arte. Renata Felinto é artista visual e professora adjunta de Teoria da Arte na Universidade Regional do Cariri (CE).

Inscrições (clique aqui)

 

Processos criativos de arte na educação
Com Bené Fonteles – 20 vagas
11 a 14 de setembro de 14h às 19h
– Local: CIS-Guanabara

O curso tem como objetivo despertar e provocar reflexões e atritos criativos entre os participantes, já que arte é transgressão e transcendência da realidade, e educação é se educar enquanto se dá a informação como facilitação de aprendizados. Os conteúdos são abordados a partir das perspectivas de Anísio Teixeira, Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Augusto Boal. Bené Fonteles é artista plástico e gráfico, curador, escritor e compositor.

Inscrições (clique aqui)

 

Destino Eldorado, um compartilhar
Com Armando Queiroz – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 14h às 19h
– Local: CIS-Guanabara

Esta oficina busca o compartilhar de experiências, em que a interação com o outro faz-se presente e necessária. Um pequeno gesto de escuta, um respiro para sentar, ouvir e falar. A palavra transforma-se em imagem e guia de construção poética, desaguando nas mais variadas manifestações da arte. Armando Queiroz é artista visual e técnico em museu.

Inscrições (clique aqui)

 

          O Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018, no CIS-Guanabara, tem a coordenação da agente cultural Elizabeth Aparecida Piva da Silva Oliveira. A atividade tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo (estacionamento gratuito no local). O Sesc-Campinas fica à Rua Dom José I, 270/333, Bonfim. Mais informações sobre esse programa de capacitação pelo link

http://www.funarte.gov.br/artes-integradas/funarte-realiza-em-campinas-oficinas-gratuitas-de-artes-cenicas-musica-e-artes-visuais/ 

 


Cultura indígena é tema

de encontro no CIS-Guanabara

 Evento gratuito tem segundo encontro no dia 22 de setembro

 

 CIS-Guanabara sedia no próximo dia 22 de setembro, das 13h00 às 17h00, o segundo encontro promovido pelo Grupo EtnoCidade, coletivo de indígenas e não-indígenas que busca dar visibilidade às etnias indígenas que vivem em contexto urbano na Região Metropolitana de Campinas. Direitos achados na roça” é o tema do evento coordenado pelo sociólogo e promotor cultural Alessandro José de Oliveira.

Segundo o coordenador, o objetivo é dialogar com professores e público em geral sobre a situação dos indígenas que vivem em metrópoles, examinar alguns aspectos da história oficial, alertar para os vícios coloniais e refletir sobre diferentes modos de lidar com a racionalidade hegemônica tão presente na sociedade urbana.

Coletivo EtnoCidade realiza segundo encontro que discute a situação de indígenas que

vivem na Região Metropolitana de Campinas

Ao longo do segundo semestre serão realizados mais três encontros: “Corpos indígenas – corpos políticos: os privilégios caçados a laço” (dia 27 de outubro), “Vivências de culinária indígena” (dia 01 de dezembro) e “Xondora e Capoeira – irmão na resistência” (dia 15 de dezembro). A atividade no CIS-Guanabara tem a coordenação das agentes culturais Irani Ribeiro e Maria Aparecida Vaz Bueno. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, bairro Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local).

 


CIS-Guanabara e Funarte abrem inscrições para Programa de Capacitação

 

Oficinas ocorrem nos dias 11 a 14 de setembro.

As inscrições são gratuitas

 

          O CIS-Guanabara e a Funarte (Fundação Nacional de Artes) estão com inscrições abertas para o Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018. Ao todo, serão oferecidas no período de 11 a 14 de setembro, oito oficinas nas áreas de Artes Cênicas, Música e Artes Visuais. O Sesc-Campinas também oferece outras três oficinas nas mesmas áreas. Durante a programação, serão realizados no Centro Cultural Guanabara os seminários “Arte e Educação” e “História da Arte e História da Música”.
          Campinas é a quarta cidade do país a receber o programa. Para o sociólogo e diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco, “constituir essa parceria com a Funarte é mais do que reafirmar nosso compromisso como um instrumento público a serviço da cultura e das artes, é também o reconhecimento do trabalho como um Centro Cultural que está verdadeiramente em consonância com a sociedade”, afirma. Essas oficinas, segundo ele, são a oportunidade de colocar em contato intelectuais e realizadores com um público especializado, que busca nesta simbiose, a ampliação e atualização dos seus conhecimentos. Cabe lembrar que essas oficinas estão sendo realizadas em diferentes pontos do país e, no estado de São Paulo, os equipamentos escolhidos para sediá-las são o CIS-Guanabara e o Sesc-Campinas.

A Funarte realiza oficinas de artes cênicas, música e artes visuais em diferentes cidades do país. Em Campinas, ocorrem no CIS-Guanabara e no Sesc. (Fotos: Ademar Prado)


          As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 3 de setembro. A confirmação será feita no primeiro dia de cada oficina e, se houver desistências, o número de vagas poderá ser ampliado. A lista preliminar de inscritos será divulgada no dia 5 de setembro. Para assistir aos seminários, não é necessário se inscrever previamente. Basta chegar com antecedência e fazer a inscrição no dia e local do evento.
          A programação em Campinas contempla ainda realização de dois seminários, ambos no CIS-Guanabara. No dia 12 de setembro, às 19h00, será realizado o seminário “Arte e Educação”. Participam do evento o educador, instrumentista e produtor musical Rodrigo Portela; a artista visual e professora Renata Felinto, o professor da Unicamp Carlos Miranda e Anna Carolina Vieira Santos, contemplada no Prêmio Funarte Arte e Educação 2018. No dia 13, acontece o seminário “História da Arte e História da Música”. O pró-reitor de Extensão e Cultura da Unicamp, docente do Instituto de Artes e músico Fernando Hashimoto, e a historiadora, pesquisadora e dançarina Maria Eugênia vão falar sobre a história da música. A artista visual e professora Cláudia Fazzolari focaliza a história da arte.
          O Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018 realiza, até dezembro, 77 oficinas e 14 seminários em sete cidades do país. A meta é capacitar cerca de três mil pessoas. A programação teve início em julho em Goiânia (GO). Depois, seguiu para Londrina (PR) – de 14 a 17 de agosto; e agora chega a Campina Grande (PB) – de 28 a 31 de agosto; e Campinas (SP) – de 11 a 14 de setembro. As próximas etapas do programa serão em Belém (PA) – de 25 a 28 de setembro; Fortaleza (CE) – de 6 a 9 de novembro; e Rio de Janeiro (RJ) – de 11 a 14 de dezembro.
          Para a etapa Campinas, Funarte, CIS-Guanabara e Sesc oferecem as seguintes oficinas:
 
 

  • ARTES CÊNICAS

 

O Corpo em Cena: Dinâmicas da Fala e Conexões Corpo-Espaço
Com Regina Miranda – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h – Local: Sesc -Campinas

A oficina aborda a cena como lugar de relação e criação de lugar. Orienta práticas de improvisação que trabalham o trânsito entre quietude ativa e projeções espaciais sem limites. Será ministrada pela diretora teatral, coreógrafa e gestora cultural Regina Miranda.

Inscrições (clique aqui)

 

Aprimoramento vocal do ator
Com Rose Gonçalves – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h – Local: Sesc -Campinas

A oficina inicia com uma análise vocal individual dos participantes. O objetivo é fazê-los compreender a importância do trabalho vocal e da atitude corporal. Rose Gonçalves é fonoaudióloga e professora, especialista em voz e mestre em Ciência da Motricidade Humana.

Inscrições (clique aqui)

 

Direção cênica
Com Guti Fraga – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h – Local: CIS-Guanabara

A oficina trata do que é específico da atividade teatral, ou seja, o surgimento da função do encenador, a análise de texto, tipos de palco, composição cênica, direção do ator e preparação do ensaio – através de aulas práticas, exercícios, jogos individuais, em dupla e grupo, improvisações livres e dirigidas. Guti Fraga é ator, diretor e fundador do Grupo Nós do Morro.

Inscrições (clique aqui)

 

Iluminação cênica
Com Luiz Fernando Lobo – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 14h às 19h – Local: Sesc -Campinas

A oficina apresenta um breve histórico da iluminação cênica: Appia, Craig e Wagner; os reformadores da cena e a iluminação. E também, os tipos de refletores e seus usos; o mapa de luz e memorial de luz; a roteirização e a função cênica da luz; a relação entre luz, cenografia, figurino e direção. Luiz Fernando Lobo é dramaturgo, ator e professor de interpretação.

Inscrições (clique aqui)

 

Composição coreográfica
Com Regina Sauer – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 14h às 19h – Local: CIS-Guanabara

A oficina analisa os principais conceitos da dança, modalidades, qualidade do movimento, tipos de teatro e adequação da coreografia. Aprofunda os conceitos através de exercícios de criação com temas específicos e faz a correlação dos temas tratados numa amostragem, em vídeo, com exemplos de criações coreográficas de diversas modalidades para diferentes espaços. Regina Sauer é bailarina, coreógrafa, diretora e produtora.

Inscrições (clique aqui)

 

 

  • MÚSICA

 

Gestão cultural
Com Maria Helena Cunha – 40 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h
– Local: CIS-Guanabara

O curso aborda uma discussão sobre as possibilidades da gestão cultural da atualidade e a especificidade da área da música. Como ser gestor de sua própria carreira ou do seu grupo? Qual o limiar entre a atuação do artista e do gestor? Como ser gestor cultural no Brasil e quais são seus principais desafios? São questões importantes para entender a área cultural a partir da vivência cotidiana.
Maria Helena Cunha 
é gestora cultural, consultora, pesquisadora, mestre em Educação pela FAE/UFMG.

Inscrições (clique aqui)

 

História da música brasileira
Com Maria Eugênia – 40 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h
– Local: CIS-Guanabara

A oficina percorre a história da música brasileira desde o início, dos primeiros compositores do período colonial, até os dias de hoje, passando pelos ritmos e gêneros da nossa diversidade musical. Maria Eugenia é historiadora, pesquisadora e dançarina.

Inscrições (clique aqui)

 

Trilha sonora
Com Alexandre de Faria – 40 vagas
11 a 14 de setembro, das 14h às 19h
– Local: CIS-Guanabara

A oficina investiga a música no audiovisual, sua história, os aspectos perceptivos, o processo de criação, aspectos da produção e dicas para músicos que querem entrar nesse mercado. Alexandre de Faria é músico e compositor. Bacharel em música pela UNIRIO e mestre em composição pela King’s College London.

Inscrições (clique aqui)

 

  • ARTES VISUAIS

 

Performar a vida: arte como estratégia de existência
Com Renata Felinto – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 9h às 14h
– Local: CIS-Guanabara

A oficina visa apresentar a produção de arte na linguagem de performance por artistas visuais que têm abordado suas próprias biografias como história para, a partir de si, tratar de uma história do mundo e, por fim, das histórias incorporadas que são as que se alinham às suas narrativas. A atividade é teórico-prática e finaliza com o exercício criativo do trabalho de arte. Renata Felinto é artista visual e professora adjunta de Teoria da Arte na Universidade Regional do Cariri (CE).

Inscrições (clique aqui)

 

Processos criativos de arte na educação
Com Bené Fonteles – 20 vagas
11 a 14 de setembro de 14h às 19h
– Local: CIS-Guanabara

O curso tem como objetivo despertar e provocar reflexões e atritos criativos entre os participantes, já que arte é transgressão e transcendência da realidade, e educação é se educar enquanto se dá a informação como facilitação de aprendizados. Os conteúdos são abordados a partir das perspectivas de Anísio Teixeira, Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Augusto Boal. Bené Fonteles é artista plástico e gráfico, curador, escritor e compositor.

Inscrições (clique aqui)

 

Destino Eldorado, um compartilhar
Com Armando Queiroz – 20 vagas
11 a 14 de setembro, das 14h às 19h
– Local: CIS-Guanabara

Esta oficina busca o compartilhar de experiências, em que a interação com o outro faz-se presente e necessária. Um pequeno gesto de escuta, um respiro para sentar, ouvir e falar. A palavra transforma-se em imagem e guia de construção poética, desaguando nas mais variadas manifestações da arte. Armando Queiroz é artista visual e técnico em museu.

Inscrições (clique aqui)

 

          O Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018, no CIS-Guanabara, tem a coordenação da agente cultural Elizabeth Aparecida Piva da Silva Oliveira. A atividade tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo (estacionamento gratuito no local). O Sesc-Campinas fica à Rua Dom José I, 270/333, Bonfim. Mais informações sobre esse programa de capacitação pelo link

http://www.funarte.gov.br/artes-integradas/funarte-realiza-em-campinas-oficinas-gratuitas-de-artes-cenicas-musica-e-artes-visuais/ 
 


 

CIS-Guanabara inicia atividades do Projeto Guri

 

Aulas de canto coral, violino, viola, contrabaixo, saxofone e trompete são algumas das atividades oferecidas gratuitamente

 

A partir do dia 28 de agosto o CIS-Guanabara passa a sediar atividades do Projeto Guri, um dos maiores programas socioculturais do país. Aproximadamente 120 crianças terão aulas todas as terças e quintas-feiras, das 13h30 às 18h00, nas modalidades canto coral, cordas agudas (violino e viola), cordas graves (contrabaixo e violoncelo), madeiras (clarinete e saxofone) e metais (trompete, trombone e eufônio).

Segundo a gerente da Regional de Jundiaí do Projeto Guri, Eliza Langame, inicialmente, participam os alunos já matriculados no primeiro semestre. Ao todo são oferecidas 120 vagas. Em caso de desistência, novas vagas serão abertas. Os interessados devem procurar a coordenação do projeto nos dias de aulas. As atividades vão até a primeira semana de dezembro e após o recesso retornam em 2019. Além do CIS-Guanabara, o Projeto Guri atua em Campinas no DIC-5 e na Fundação CASA.

 

As aulas do Projeto Guri serão oferecidas no CIS-Guanabara,

as terças e quintas, no período da tarde. (Foto: Divulgação)

 

O Projeto Guri é mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos incompletos. Anualmente, cerca de 50 mil alunos são atendidos em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o Estado de São Paulo. Desde seu início, em 1995, o projeto já atendeu cerca de 650 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.

O acesso ao Projeto Guri é universal e gratuito, porém, a organização desenvolveu políticas e práticas com foco na inclusão de alunos em situação de vulnerabilidade econômica e social. A partir do momento em que passam a  integrar o Guri, os alunos recebem atenção que vai muito além do ensino musical, com foco em trabalhar observando todas as condições que afetam a vida e o bem-estar de cada um, incluindo educação, assistência social, saúde, habitação, entre outras necessidades.


 

Peça teatral revive Gonzagão e Gonzaguinha

no CIS-Guanabara

Espetáculo de teatro acontece nos dias 1 e 2 de setembro com entrada franca

 

  Fragmentos da história do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e de seu filho, Luiz Gonzaga Júnior, ou Gonzaguinha, podem ser revisitados no espetáculo teatro musical Gonzagas, Meu Remédio é Cantar!, nos próximos dias 1 e 2 (sábado, às 20h00 e domingo, às 19h00) no CIS-Guanabara. Montagem realizada pelo grupo de teatro amador Estúdio Cênico, a peça reflete o ambiente do camarim em 1980 em que os dois artistas se preparam para o show que marcou a reconciliação de pai e filho após longos anos de desavenças. Esse é o fio condutor do espetáculo que traz memórias que perpassam por aspectos familiares, obras, amores e, principalmente, pela relação um tanto conturbada que marcou a trajetória desses dois ícones e de suas canções que estão eternizadas na memória do povo brasileiro.

A peça tem a direção de Cris Carvalho, que também atua no palco. “Eu assino a direção, mas entendo que esse processo de criação foi coletivo”. Segundo a diretora, após a apresentação no CIS-Guanabara, a ideia é circular com o espetáculo fazendo apresentações autônomas e participar de festivais amadores.

.

Misto de teatro e música mostra aspectos da história de Gonzagão e Gonzaguinha,

dias 1 e 2 de setembro, no CIS-Guanabara. (Fotos:Eduardo Vasconcellos)

 O grupo de teatro Estúdio Cênico está na estrada há 18 anos realizando produções estudantis e amadoras em Campinas e região. Tem em seu currículo espetáculos como Somos Todos Anne baseado na obra de Anne Frank, Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, Na Carrêra do Divino, de Carlos Alberto Sofredinni, entre outros. 

O espetáculo, gratuito, será realizado no Armazém Maior. Haverá distribuição de senhas meia hora antes da apresentação e, ao final, será passado um chapéu para contribuição voluntária. “É importante entender que, embora sejamos amadores, estamos trabalhando muito para que esse espetáculo aconteça, mesmo sem patrocínio, portanto é importante que o público incentive e valorize esse tipo de trabalho”, explica a diretora, justificando a importância de uma contribuição consciente.

Ficha técnica:

Direção: Cris Carvalho. Elenco: Criso Martins, Mateus Gomes, Bianchi do Acordeon, Cris Carvalho, Giulia Brandão, Gustavo Moura, Matheus Oliveira, Nicole Saidi, Ricardo Lima, Sophie Galeotti. Texto: Dandara Lequi, Mateus Gomes e Cris Carvalho. Fotos: Eduardo Vasconcellos. Produção: Estúdio Cênico Escola de Teatro

O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local). Mais informações pelo Facebook/Instagram: @ estudiocenico ou pelo e-mail: estudiocenico@gmail.com


CIS-Guanabara sedia exposição Tendências

 

Abertura da mostra de artes plásticas será dia 5 de setembro, às 17h00. Entrada franca

 

Os artistas plásticos Lucas Ribeiro, Luísa Paraguai, Mírian G. T. Norking e Vera Bonnemasou assinam a exposição Tendências que será realizada na Galeria do CIS-Guanabara no período de 5 a 27 de setembro. Colagem, bico de pena, acrílico, aquarela e óleo sobre tela são algumas das técnicas utilizadas pelos artistas plásticos para compor a exposição que tem vernissage marcada para o dia 5 a partir das 17h00.

Para essa mostra Lucas Ribeiro traz trabalhos inéditos que reportam ao uso pictórico de escadas e colunas. “A opção pelo tema surgiu por acaso, ao perceber que escadas e colunas, luz e sombras, preto e branco, transições de tons e cores cinzas apontam para um lugar espiritual que emerge, talvez, do subconsciente, que se apropria de formas conhecidas, e sugerem um caminho ascendente”, explica o artista.

 

Quatro artistas plásticos com diferentes técnicas apresentam suas obras em setembro no CIS-Guanabara

 

Nascido no Rio de Janeiro, Lucas Ribeiro é arquiteto formado pela Universidade Santa Úrsula, com pós-graduação em história da arte e da arquitetura pela PUC do Rio de Janeiro e mestrado em teologia pela Trinity School, em Illinois. Particicipou de várias exposições coletivas, como no tradicional Novíssimos do IBEU (Instituto Brasil-Estados Unidos, no Rio de Janeiro), no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Niterói, e mais recentemente, na Unicamp em três espaços diferentes: na Faculdade de Odontologia de Piracicaba, na Biblioteca Central Cesar Lattes e no Centro de Convenções.

A artista plástica Luísa Paraguai participa com trabalhos da série Entre-tempos. Segundo a autora, trata-se de “uma experiência estética conformada em estruturas visuais que não atendem a um caráter objetivo de representação, mas antes, apresentam a dissolução da paisagem urbana ao evocar a percepção da dimensão temporal para instituir o grafismo como elemento de significação e percepção”. Esses trabalhos foram apresentados anteriormente em coletivas realizadas na Galeria da PUC-Campinas e no Museu Nacional da República, em Brasília, ambas em 2016.

Luísa Paraguai é artista e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Linguagem, Mídia e Artes e docente da Faculdade de Artes Visuais da PUC-Campinas. Tem mestrado e doutorado pelo Instituto de Artes da Unicamp e é pós-doutoranda do Planetary Collegium, na Nuova Accademia di Belle Arti (NABA), Itália. Participou de algumas exposições nacionais como EmMeio8.0, 4D Arte Computacional Interativa, em Brasília, Cinetic-Digital  e Mostra SESC Artes 2010 em São Paulo, Mobilidade Futures, em Lancaster, Reino Unido e Cyber Fashion Show, em Los Angeles, Estados Unidos.

A artista Mírian G. T. Norking participa da mostra Tendências com trabalhos em diferentes técnicas: acrílico sobre tela, colagem fazendo uso de cromalin e papel-foto, colagem e raspagem com suporte de foto, raspagem e nanquim sobre papel para fotografia e dois pequenos bicos-de-pena realizados in loco. Realizou exposições individuais no MACC-Campinas e na Unicamp. Participou de várias mostras coletivas em Campinas, São Paulo e Araçatuba, além de salões em Araras e Vargem Grande do Sul.

Todos os trabalhos reservados por Vera Bonnemasou para a exposição Tendências são inéditos. Segundo a artista, essas obras privilegiam a técnica da aquarela em sua materialidade. “Percebo a arte como um estudo numa investigação estética, até certo ponto, solitária, à procura de uma linguagem. Nesse sentido minha fonte principal é a arte do oriente, a pintura sumi-e à qual venho me dedicando desde 1995, data de minha dissertação de mestrado. A artista acredita que os trabalhos artísticos ou poéticos só têm sentido se servirem à reflexão, do contrário serão meras referências ou objetos de adorno. “Mas essa reflexão ocorre na própria materialidade da obra, ou seja, no modo como ela foi feita  para ser fruída. Isso tem que estar presente no trabalho para que possa ser acessível ao observador”, explica a artista.

A mostra pode ser vista diariamente de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00 e sábados e domingos das 9h00 às 17h00. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).

Tendências tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros. A exposição tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. A entrada é franca.

 


 

CIS-Guanabara oferece oficina

de Estamparia artesanal

Atividade tem como público alvo alunos

do Programa UniversIDADE, da Unicamp

 

          O CIS-Guanabara promove nos dias 12, 19 e 26 de setembro e no dia 3 de outubro, sempre das 9h00 às 11h00, a Oficina de Estamparia artesanal. O evento será destinado a alunos do Programa UniversIDADE, da Unicamp. Na oportunidade será inaugurado o ateliê “Estação das Artes”, espaço repaginado do centro cultural destinado a atividades voltadas para diferentes segmentos da sociedade. 
          Com a participação de 15 alunos, o curso de Estamparia artesanal contará com uma abordagem artística na confecção de carimbos para impressão em tecidos. “Teremos várias atividades como vídeos e aulas de modulação e padronagem.  O conteúdo poderá servir para multiplicadores ou mesmo geração de renda”, afirma a agente cultural responsável pela atividade, Elizabeth Piva, que ministrará a oficina ao lado da bolsista do CIS, Mariana Timpani.
          O Programa UniversIDADE visa proporcionar às pessoas das comunidades interna e externa, acima de 50 anos, condições de mantê-las ativas tanto física quanto mentalmente, além de estimular e capacitar seus integrantes por meio de atividades interdisciplinares que buscam fomentar os diálogos relacionados à longevidade e qualidade de vida.

 


 

CIS-Guanabara é a nova casa do Projeto Guri, em Campinas

 

 

Aulas de música para 120 alunos de 6 a 18 anos serão oferecidas gratuitamente duas vezes por semana

 

O músico Rafael Peregrino nunca imaginou que um dia pudesse integrar o grupo de alunos do Conservatório Royal de Mons, na Bélgica, tampouco, que viesse a cursar percussão sinfônica no Instituto de Artes da Unicamp. Essa escalada no mundo da música foi possível graças ao trabalho de base que desenvolveu em Marília, interior de São Paulo, no Projeto Guri, um dos maiores programas socioculturais do país, que a partir de hoje tem o CIS-Guanabara como sua mais nova casa em Campinas. A solenidade de abertura aconteceu nessa quinta-feira, às 10h00, e contou com as presenças do pró-reitor de Extensão e Cultura (PROEC-Unicamp), Fernando Hashimoto, do vice prefeito de Campinas, Henrique Magalhães Teixeira, da gerente da Regional do Guri, Eliza Langame e do diretor do CIS-Guanabara, Marcelo Rocco. Durante o evento, houve a apresentação do grupo Regional da Vila, formado por alunos e ex-alunos de pós-graduação e de graduação em música pela Unicamp, entre eles, Rafael Peregrino.

 

Integrantes da mesa durante de apresentação do projeto

que vai reunir 120 alunos na Estação Guanabara


         Para a gerente da Regional de Jundiaí do Projeto Guri, Eliza Langame, a história do aluno Rafael, da Unicamp, é um dos vários exemplos que ocorrem com certa frequência no Guri. “Isso para nós, é fenomenal, é ver o resultado de um trabalho conjunto, que nasce com a experimentação do aluno, cresce com ele se desenvolvendo, se descobrindo como músico e depois alcançando um patamar profissional, muitas vezes de estudo e de referência dentro da própria Unicamp. Isso é muito bacana, é muito positivo”, afirma orgulhosa.

 

Eliza Langame: “A parceria com a Unicamp é uma oportunidade

ímpar de integração de linguagens culturais”


         O pró-reitor Fernando Hashimoto, docente do curso de música da Unicamp, destaca a importância do cunho social do Guri, programa que apresenta muita afinidade com as propostas na Universidade. “O projeto, além do aspecto social, tem muita qualidade no aspecto artístico. Muitos alunos que fazem hoje graduação na Unicamp passaram pelo Projeto Guri, um modelo de extensão muito parecido com o que procuramos desenvolver na Universidade. Vale salientar a importância da parceria com o Governo do Estado e com a Prefeitura de Campinas, fortalecendo essa relação por meio de projetos dessa natureza”, avalia. O vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira enaltece a parceria com a Unicamp e considera essa nova casa do Guri um local especial em que as crianças terão oportunidade de aprender música numa antiga estação de trem, num ambiente que estimula o conhecimento e que é de grande relevância para na história de Campinas.

 

Fernando Hashimoto: “Projetos dessa natureza solidificam

parcerias entre a Universidade e os governos estadual e municipal”

         Sobre a importância do projeto social, Hashimoto destaca a utilização da música como instrumento de desenvolvimento dessas crianças. “A formação na área de artes trabalha com a sensibilidade dos alunos. Se você pega esses alunos na faixa entre 6 e 12 anos de idade, por exemplo, você consegue um desenvolvimento pela música, atinge áreas específicas do cérebro que nenhuma outra forma de educação proporciona. Você cria uma melhoria geral na formação dessa criança. Além disso, o ensino de música apresenta outras qualidades como o sentido de coletividade, já que você nunca faz música sozinho, de organização, de disciplina, de responsabilidade. É como no esporte, que desenvolve muito a capacidade espacial, de percepção, de tridimensionalidade. Um adulto que não teve essa oportunidade, tem mais dificuldades. Então a gente sabe que essa formação mais global elabora um repertório que desenvolve um cidadão mais equilibrado, do ponto de vista intelectual. Isso também traz a criança para o mundo real, deixando de lado as microtelas. Pelo menos, no momento em que está ensaiando ou se apresentando, o aluno se dá conta de que existe um mundo fora do celular”.


         Fazer do CIS-Guanabara a nova casa do Guri em Campinas, para Hashimoto, é estratégico, tanto para o projeto quanto para a Reitoria, porque o CIS é o espaço da Unicamp no centro da cidade. “Sediar o Guri não representa oferecer algo apenas para o aprendiz de música, mas também para sua família. Trata-se de uma atividade cultural que vai permitir que mais pessoas conheçam a Estação Guanabara, um centro cultural de relevância situado fora do campus da Unicamp”. Nesse sentido, a proposta do CIS, segundo o sociólogo e diretor do órgão, Marcelo Rocco, é oferecer paralelamente aos pais dos alunos atividades culturais enquanto as crianças estiverem em aula. Para Eliza Langame, contar com a Unicamp e, mais especificamente com o CIS-Guanabara como parceiro, é fundamental para o desenvolvimento do projeto Guri. “O trabalho que o centro cultural realiza vai complementar as ações do Guri e vice-versa. É a possibilidade de desenvolvimento de novos projetos, novas propostas para o espaço, tanto para os alunos do Guri quanto para o público que frequenta o CIS-Guanabara. Considero uma oportunidade ímpar de integração de linguagens culturais”, afirma.

 

Marcelo Rocco: “O CIS-Guanabara está sediando um projeto

de educação musical. Quem ganha é a sociedade”

  
         Nessa linha de raciocínio, Rocco ressalta que, tradicionalmente, os centros de cultura têm nas artes um meio de interlocução com o público, de modo que a música, assim como as artes visuais e cênicas figuram, quase sempre, como aquelas que vertem expressiva gama de ações à sociedade quando comparadas aos outros campos de interesse. “Fomentar e ofertar ações no campo da música é algo já esperado por qualquer centro cultural, no entanto, nessa ação conjunta com o Guri, o que estamos viabilizando é um projeto de educação musical e, nesse sentido, ser um centro cultural que também abriga uma escola de música nos coloca numa condição de grande relevância e quem sai ganhando com isso é a sociedade”, afirma.

 

Henrique Magalhaes Teixeira: “Aprender música é um desafio,

daí a importância da família nessa caminhada com as crianças”

         Durante a solenidade de abertura, a professora Diana Patrícia Ferreira de Santana, mãe de três alunos do Guri, fez um agradecimento especial aos educadores do projeto, mostrando o quanto eles são importantes para a formação de seus filhos. “A música tem uma função terapêutica que torna o ser humano melhor. O reflexo disso eu percebo dentro de casa”, afirma. Henrique Magalhães Teixeira, músico de formação, diz que o aprendizado da música é um desafio e a participação da família é essencial. “Ao longo desse percurso, o estímulo e apoio dos pais é fundamental para aflorar as potencialidades e o desenvolvimento dos alunos.” O evento contou com a palestra do historiador Henrique Anunziata que focalizou temas ligados ao patrimônio ferroviário. “É importante que os alunos e os pais que aqui permanecerão duas vezes na semana saibam da importância histórica dessa estação que a partir de agora se torna, também, uma escola de música”, ressalta. O aluno do curso de física da Unicamp e coordenador geral do Trote da Cidadania, Tiago Enrique Cantuário,  participou do evento e fez a doação de 200 canecas para as crianças do Guri. “É a forma simbólica que encontramos para dar boas vindas às crianças que agora iniciam uma trajetória no CIS-Guanabara e que pode culminar, quem sabe, em algum curso de graduação da Universidade”, diz.

 

Evento de lançamento do Projeto Guri reuniu autoridades e pais de alunos de música


         No CIS-Guanabara o curso começa no dia 28 de agosto. As aulas serão realizadas as terças e quintas, das 13h30 às 18h00, nas modalidades canto coral, cordas agudas (violino e viola), cordas graves (contrabaixo e violoncelo), madeiras (clarinete e saxofone) e metais (trompete, trombone e eufônio). Inicialmente, participam os alunos já matriculados no primeiro semestre. Ao todo são oferecidas 120 vagas. Em caso de desistência, novas vagas serão abertas. Os interessados devem procurar a coordenação do projeto nos dias de aulas. As atividades vão até a primeira semana de dezembro e após o recesso retornam em 2019. Além do CIS-Guanabara, o Projeto Guri atua em Campinas no DIC-5 e na Fundação CASA.
 
         Mais sobre o Guri
         O Projeto Guri é mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos incompletos. Anualmente, cerca de 50 mil alunos são atendidos em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o Estado de São Paulo. Desde seu início, em 1995, o projeto já atendeu cerca de 650 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.
         A Amigos do Guri é uma organização social de cultura que administra o Projeto Guri. Desde 2004, é responsável pela gestão do programa no litoral e no interior do estado de São Paulo, incluindo os polos da Fundação CASA. Além do Governo de São Paulo, idealizador do projeto, a Amigos do Guri conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas. Seus principais objetivos, segundo Eliza Langame, são fortalecer a formação das crianças, adolescentes e jovens como sujeitos integrados positivamente em sociedade e difundir a cultura musical em sua diversidade. “As ações propõem às crianças, adolescentes e jovens a potencialização de suas dimensões estética, afetiva, cognitiva, motora e social por meio da valorização das diferentes expressões culturais e o estímulo a criações e apresentações de grupos musicais”, explica.

 

Rafael Peregrino: “Estou à vontade para dizer aos meninos que aproveitem,

mesmo, essa experiência, que é única”


          O acesso ao Projeto Guri é universal e gratuito, porém, a organização desenvolveu políticas e práticas com foco na inclusão de alunos em situação de vulnerabilidade econômica e social. A partir do momento em que passam a  integrar o Guri, os alunos recebem atenção que vai muito além do ensino musical, com foco em trabalhar observando todas as condições que afetam a vida e o bem-estar de cada um, incluindo educação, assistência social, saúde, habitação, entre outras necessidades.
          A partir de 2008, o Projeto Guri criou o programa “Aulas Espetáculo”, um circuito de apresentações interativas de grupos musicais brasileiros, reconhecidos pela crítica por suas propostas inovadoras. A ação visa democratizar o acesso à cultura para os alunos e a comunidade das cidades em que ocorrem as apresentações. Os artistas convidados mesclam ao seu show usual elementos didáticos, como conceitos sobre teoria e técnica musical, e interagem com os estudantes, de forma a ampliar seu universo de referências e inseri-los num novo contexto musical.
         Outro programa é o “Grupos de Referência”, uma oportunidade para jovens em estágio mais avançado de aprendizagem de aprimorar seu conhecimento musical, melhorar suas técnicas, refinar seu repertório e participar de diversas atividades e eventos que proporcionam a troca de experiência com estudantes de diferentes polos, músicos e regentes de grande destaque nacional e internacional. “É o momento de deixar de seguir para serem seguidos, tornando-se exemplo para os guris em desenvolvimento”, afirma Eliza Langame. Rafael Peregrino antes vir para a Unicamp participou dos Grupos de Referência e também atuou como professor do projeto em cidades na região de Marilia, sua terra natal. “Com essa vivência no Guri e as possibilidades que o projeto me proporcionou, me sinto muito à vontade para dizer aos meninos que aproveitem mesmo essa experiência, que é única”, afirma o aluno da Unicamp. 
 
         Grupo Regional da Vila
 
         Durante a cerimônia de abertura, o grupo Regional da Vila apresentou parte do repertório do projeto “Música Brasileira em foco: 100 anos de Jacob do Bandolim”. Formado por alunos e ex-alunos da pós-graduação e graduação em música pela Unicamp, o grupo nasceu em 2018 e tem como objetivo difundir a cultura musical brasileira através de um olhar sobre a linguagem musical singular do choro. Com apresentações em casas noturnas e centros culturais em São Paulo e Campinas, o Regional da Vila conta com cinco integrantes. Além do ex-aluno do Projeto Guri, Rafael Peregrino (pandeiro), integram o conjunto Ricardo Henrique (violão de seis cordas), Guilherme Sakamuta (bandolim), Maurício Guil (violão de sete cordas) e Eduardo Pereira (cavaquinho).

 

Grupo “Regional da Vila”: Homenagem a Jacob do Bandolim e difusão da cultura

do choro dentro e fora da universidade


         Ao longo desse ano, o grupo vem fazendo homenagem ao centenário de um dos maiores compositores e bandolinistas da música instrumental brasileira, Jacob do Bandolim. “O projeto Música Brasileira Em Foco: 100 Anos de Jacob do Bandolim, para além de sua abordagem artística, traz uma continuidade do programa Caminhos do Choro realizado em parceria com web rádio Unicamp, em que buscamos homenagear, mensalmente, um compositor ou instrumentista ligado ao choro”, afirma o integrante do grupo, Ricardo Henrique. “Nossa proposta é difundir a cultura do choro dentro e fora da universidade de forma a favorecer a ampliação do alcance social desse patrimônio cultural brasileiro”.
 


 

CIS-Guanabara recebe

mostra  “Fotopoética 3 x 1”

 

Expositores são alunos do ensino médio da Escola Anibal de Freitas. A entrada é franca

 

O CIS-Guanabara realiza de 14 a 31 de agosto a mostra “Fotopoética 3 x 1”, misto de fotografia, poesia e todo o sentimento do mundo, tendo a filosofia como mola propulsora da arte. A exposição é resultado de três anos de trabalho de alunos do ensino médio da Escola Estadual Prof. Aníbal de Freitas, de Campinas.

Segundo o curador da mostra, o professor de filosofia Márcio José Andrade da Silva, os trabalhos expostos resultam de projetos desenvolvidos pelos alunos durante as aulas. No primeiro projeto, “Olhos d’alma”, realizado em 2016, a proposta era possibilitar que cada olhar se traduzisse em expressão poética dos autores, ora sendo catarse, ora inspiração, aflorando na poesia a essência daquele olhar. No ano seguinte, o projeto “Como vejo o mundo” focalizou a relação entre os mundos exterior e interior traduzindo-se na leitura que cada poeta faz, sua percepção única, explicitando em palavras e imagens do objetivo transfigurando-se em subjetivo.

A terceira e última etapa do projeto, “Visitando o mundo do outro”, desenvolvida em 2018, a ideia foi sensibilizar o aluno a ter olhos e ouvidos para o outro. “A ideia foi despertar no aluno que o outro é alguém com identidade própria, com sua essência, independentemente do que penso, falo ou imagino dele”, afirma o professor de filosofia, lembrando que a capacidade da alteridade pode ser demonstrada na poesia.

Essa mostra, segundo o curador, tem o objetivo que sensibilizar o aluno sobre a importância de desenvolver e exercitar seu próprio olhar, não se valendo de modelos prontos, pasteurizados e difundidos, principalmente nos meios virtuais, como verdades absolutas. A mostra tem como coordenadores os alunos Daniel Cordeiro, Gabrielle Ferreira e Mayumi Butturi

      

Mostra de alunos do ensino médio tem a filosofia como mola propulsora da arte

 

Participam da mostra os seguintes alunos: Adnir, Adrielle Dutra Silva, Agnes Artioli, Ana Beatriz Lopez, Ana Julia Miranda Furtado, Angellus Costa da Silva, Anna Giulia Porto, Bianca Martins, Bruna Avanze, Camila Piloni, Steffen, Camila Rocatti,  Camilly Fernanda Leite, Carla Di Laurentis, Carla Soares, Caroline Nascimento, Daniel Cordeiro, Davi Nabokov,  Dyann, Evellyn Leite,  Felipe Felix, Fernanda Levson, Fernando Yamaguth, Gabriel Oliveira, Gabriela Furquim, Gabrielle Ferreira, Giovanna Oliveira, Isabela Justi, Isabela Magalhães, Joseph Costa, Juliana de Camargo, Lais Cristina, Lenon Felipe Preselo, Leonardo Finatti,  Leticia Ruzon, Letícia Zancani, Luana de Oliveira, Luana Mantovani,  Luani Galdeano, Lucas Pires, Luciana Batista, Luiza Possebon,  Márcio José, Maria Aurora de Jesus Shimabukuro, Maria Santos,  Marta, Mayumi Butturi, Nataly Dias, Polyana Cardoso, Priscila Gomes, Rachel Cruvinel Carvalho, Raíssa Barros, Raquel Gomes, Rebeca Koch Duarte Tenca, Sila Oscar, Thalles Linares e Victoria Feitosa.

A mostra pode ser vista de segunda-feira à sexta-feira, das 9h00 às 17h00, no Hall do CIS-Guanabara. A entrada é franca. O CIS-Guanabara fica à rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local).


Economia criativa é tema

de palestra no CIS-Guanabara

Evento gratuito ocorre no dia 15 de agosto

 

O CIS-Guanabara sedia no próximo dia 15 de agosto, às 19h00, a palestra “Economia Criativa como Negócio: Experiências Femininas”. Aberta ao público em geral, o projeto é uma realização do grupo Mulheres em Rede na Economia Criativa.

Mais informações: projetomulheresemrede.org. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local). O evento tem apoio da PROEC-Unicamp (Pró-Reitoria de Extensão e Cultura)


 

Cerâmica ganha exposição

no CIS-Guanabara

 

Trabalhos em diferentes técnicas ficarão expostos até 30 de agosto. A entrada é franca.

O CIS-Guanabara sedia de 9 a 30 de agosto Cerâmica em Foco, uma mostra que reúne diferentes técnicas de produção da arte cerâmica. Dentre as modalidades, está a técnica japonesa denominada Raku. São peças feitas por diferentes artistas de Campinas e região que expressam por meio do Raku sentimentos de leveza e tranquilidade, qualidades inerentes à cultura do Japão. O Raku surgiu em Kyoto como uma cerimônia de queima de Chawan (xícaras), utilizadas no ritual do chá, Chanoyu. “Essa produção artística está muito ligada a uma meditação e por isso não deve ser considerada como uma simples técnica, mas como um cerimonial de queima”, explica a expositora e curadora da exposição Cris Rocha. A vernissage será dia 9 de agosto, das 17h00 às 21h00, na Galeria do CIS-Guanabara.

A curadora explica que após o final da guerra, ceramistas ocidentais conheceram os mestres japoneses e assim o Raku ganhou o ocidente e encantou a todos pela rapidez da queima e o contato do ceramista muito próximo ao fogo. Por onde o Raku passou, recebeu algumas modificações e dentre elas se encontra o Horse Hair uma modalidade que utiliza a crina de cavalo, lã de ovelha, pena de galinha e cabelo para impressionar a peça recém saída do forno. “Por essa razão, cada obra é única”, explica Cris Rocha.

Diferentes técnicas de produção da arte cerâmica serão expostas em agosto no CIS-Guanabara 

 

A exposição conta com trabalhos em diferentes técnicas produzidos pelos artistas Carla Picchio, Cris Couto, Cris Rocha, Darly Pellegrini, Ely Satie Ito, Flavia Pircher, Guza Amad, Luciana Thomaz, Regina Nogueira, Rogerio Antonio Carvalho Silva e Ruben Alekxander.

A mostra estará aberta ao público de 10 a 30 de agosto, segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00 e sábados e domingos das 9h00 às 17h00. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).

Cerâmica em Foco tem a coordenação da agente cultural do CIS-Guanabara, Maria Cristina Amoroso Lima Leite de Barros. A exposição tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), da Unicamp. A entrada é franca.


CIS-Guanabara sedia Curso

Livre de Filosofia

Evento gratuito ocorre em agosto e tem Nietzsche como tema  

 

O CIS-Guanabara sedia nos próximos dias 9, 16, 23 e 30 de agosto, das 19h00 às 21h30, o curso “Introdução ao Eterno Retorno de Nietzsche”. Promovida pelo "Corujão - Curso Livre de Filosofia", a atividade é gratuita e tem como objetivo introduzir a concepção de eterno retorno do filósofo prussiano através de leituras de aforismos presentes em obras publicadas. Também focalizará outros temas importantes como a morte de Deus, os últimos homens e além-dos-homens, que são fundamentais para entender o lugar desse eterno retorno na filosofia de Nietzsche. Ministrado pelo professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, Newton Amusquivar, o curso terá como guia as obras A Gaia Ciência e Assim Falou Zaratustra. As inscrições poderão feitas a partir do dia 18 de julho.

Obras de Nietzsche conduzem o conteúdo do curso livre de filosofia

O “Corujão” é um curso livre de filosofia criado na década de 2000 por alunos do curso de Filosofia da Unicamp, com o objetivo de ministrar aulas gratuitas de filosofia para a comunidade. De natureza itinerante, o “Corujão” sempre teve a iniciativa de estabelecer um primeiro contato entre a filosofia e o público leigo, discutindo temas atuais pela ótica da História da Filosofia.

O processo de inscrição não é obrigatório, mas auxiliará na produção dos certificados que serão entregues ao final do curso. Para se inscrever, basta preencher o formulário abaixo:

 https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeWdhgkGPtAlymDs94IYHWSxNIX6phMBAJRFu-tz_kBF8Pnag/viewform

O curso tem apoio do CIS-Guanabara, Cemodecom (Centro Fausto Castilho de Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea – IFCH-Unicamp) e Cafil (Centro Acadêmico de Filosofia – IFCH-Unicamp).

O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, bairro Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local).


Caixeiras das Nascentes fazem

aula aberta no CIS-Guanabara

 

Evento gratuito tem a música como forma de partilha e celebração

 

No próximo dia 11 (sábado), das 15h00 às 18h00, o CIS-Guanabara sedia a aula aberta “Iniciação à Caixa do Divino”. Organizado pelo grupo Caixeiras das Nascentes, o evento possibilita um contato com a cultura popular brasileira através das práticas de toques e cantos da Caixa do Divino, tambor pequeno de percussão originário da Festa do Divino do Maranhão, também utilizado nas Congadas, Moçambiques, Afoxés, Coco, Caroço, Cacuriá, entre outras manifestações.

Aberta ao público, a aula de sábado, segundo a mestra Cristina Bueno, tem como objetivo identificar pessoas que se interessem em fazer o curso de iniciação e, dessa maneira, vivenciar e ampliar os conhecimentos experimentados pelas Caixeiras das Nascentes, grupo de percussão formado por mulheres que têm a música como forma de partilha e celebração.
         Fundado em 2009 em Campinas, o
grupo Caixeiras das Nascentes busca fazer uma releitura das manifestações populares através da memória das integrantes, da prática, aperfeiçoamento e difusão da arte das Caixas do Divino, tambor pequeno, originário da Festa do Divino do Maranhão. O grupo também realiza pesquisas de cantos e toques do Sagrado Feminino (Festa do Divino, Congadas, Moçambique, Ladainhas, Afoxés, entre outras), além de propiciar espaços para vivência coletiva e trocas de saberes.

Grupo Caixeiras das Nascentes realiza aula aberta para iniciantes no Armazém Menor,

sábado à tarde, no CIS-Guanabara

As Caixeiras do Maranhão, as Congadas de Minas e São Paulo são as principais fontes de pesquisa e inspiração do grupo, não só no sentido musical, como também na missão de cantar e tocar para saudar festas, casas, pessoas, alimentos e santos. O grupo realiza apresentações e intervenções em comunidades, eventos, escolas, universidades, festivais, entre outros, sempre com o propósito de partilhar e divulgar saberes relativos à cultura popular de raízes brasileiras por meio de cantos, ritmos, danças e brincadeiras de prazer e entretenimento. 

Mais informações e inscrições: e-mail:  cleide_mariasantos@yahoo.com.br , fone 19 9 94930863 ou pelo in box do Facebook (www.facebook.com/caixeiras/)

O CIS-Guanabara fica à rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas (estacionamento gratuito no local).

 


CIS-Guanabara sedia encontros

sobre cultura indígena na RMC

 

Evento gratuito tem primeiro encontro no dia 25 de agosto

 

Durante o segundo semestre desse ano o CIS-Guanabara será sede de cinco encontros promovidos pelo grupo EtnoCidade, coletivo de indígenas e não-indígenas que busca dar visibilidade às etnias indígenas que vivem em contexto urbano na Região Metropolitana de Campinas. O primeiro evento, dia 25 de agosto, das 13h00 às 17h00, tem como tema “Educação Decolonial: uma conversa de como os indígenas podem contribuir para a inclusão da diversidade etnicocultural nas escolas ” O encontro será coordenado pelo sociólogo e promotor cultural Alessandro José de Oliveira.

Segundo Oliveira, a ideia é promover uma reflexão a partir da experiência de personagens de origem indígena que vivem na RMC. “Vivenciar o diálogo de fato e o compartilhamento de sentidos com indígenas que vivem na cidade permitiu-me um alargamento de minhas possibilidades de interpretar o mundo”, afirma. “Isso demanda um exercício cotidiano de alteridade e disposição para abandonar a zona de conforto gerada pelas certezas preestabelecidas como pilares de certa concepção dominante de conhecimento”. O objetivo desse encontro é dialogar com professores e público em geral sobre a situação dos indígenas que vivem em metrópoles, examinar alguns aspectos da história oficial, alertar para os vícios coloniais e refletir sobre diferentes modos de lidar com a racionalidade hegemônica tão presente na sociedade urbana.

Coletivo EtnoCidade discute a situação de indígenas que vivem na Região Metropolitana de Campinas

Criado em 2015, o EtnoCidade busca fomentar discussões e reflexões sobre cultura indígena em contexto urbano através da edição anual da Feira de Cultura Indígena de Campinas. Também procura dar visibilidade promovendo atividades culturais e apresentando o conhecimento das culturas indígenas para as escolas e instituições da cidade de Campinas e região. Oliveira afirma que o grupo procura oferecer meios para que os indígenas possam manter sua cultura mesmo vivendo em cidades e longe de suas aldeias. “O que pretendemos é quebrar estereótipos, preconceitos e mudar paradigmas que são associados à diminuição dos indígenas, esclarecendo a sociedade nos âmbitos público e privado sobre nossa herança identitária indígena”, afirma Oliveira.

          Ao longo do segundo semestre serão realizados mais quatro encontros: “Direitos achados na roça” (dia 22 de setembro), “Corpos indígenas – corpos políticos: os privilégios caçados a laço” (dia 27 de outubro), “Vivências de culinária indígena” (dia 01 de dezembro) e “Xondora e Capoeira – irmão na resistência” (dia 15 de dezembro). A atividade no CIS-Guanabara tem a coordenação das agentes culturais Irani Ribeiro e Maria Aparecida Vaz Bueno. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, bairro Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local).


CIS-Guanabara oferece oficina Brincarte

 

Inscrições já podem ser feitas. A atividade é gratuita

 

Sensibilização do corpo e do olhar para a brincadeira e a potencialização do corpo por meio da expressão artística são alguns dos objetivos da Oficina Brincarte: Universo Lúdico da Criança. Sob a coordenação dos professores Joiciane Belloto e Flávio Sapienza, as atividades serão realizadas nos dias 15 de setembro, 20 de outubro e 17 de novembro no CIS-Guanabara, sempre das 8h30 às 18h00.

Segundo os professores responsáveis, a oficina visa integração de diferentes linguagens artísticas como dança, música e contação de histórias utilizadas em suas diversas manifestações da cultura popular. Destinada a professores, recreadores, gestores e demais profissionais da áreas da educação e da arte, a oficina também abordará a conscientização ecológica para a reutilização de materiais. O trabalho no CIS-Guanabara tem a coordenação da agente cultural Elizabeth Aparecida Piva da Silva Oliveira.

 

Serviço:

·         Evento: Oficina Brincarte: Universo Lúdico da Criança

·         Datas: 15 de setembro, 20 de outubro e 17 de novembro

·         Horário: das 08h30 às 18h00

·         Local: CIS-Guanabara - Rua Mário Siqueira , 829, Botafogo. Telefone: 3231-6369 - Estacionamento gratuito no local

·         Vagas limitadas

·         Inscrições gratuitas aqui

 


CIS-Guanabara é palco de aula de Catira

 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas a partir de 20 de julho

 

 Todas as quartas-feiras à noite ecoa da gare do CIS-Guanabara um som diferente, marcado pelas batidas dos pés, das palmas e um agradável som de viola que remete ao universo sertanejo. São as aulas de catira coordenadas pelo mestre catireiro “Candeeiro Franco” que vê nessa prática oportunidade de difundir essa dança exótica que integra o rico folclore brasileiro. As inscrições podem ser feitas a partir do próximo dia 20 de julho.

Hoje espalhada pelos diferentes estados do Brasil, a catira é praticada por homens e mulheres com mais frequência em cidades do interior cujo ritmo é determinado pela viola caipira marcado pela batida dos pés e das mãos.

 

As aulas de Catira são gratuitas e remetem ao universo sertanejo

Abertas ao público em geral (mulheres cada vez mais integram os grupos de catira brasileiros), as aulas são gratuitas e acontecem todas as quartas-feiras, das 19h00 às 21h00 no CIS-Guanabara (Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas – com estacionamento no local). Mais informações pelos telefones: (19) 3233-7801, 3253-4343 e 99156-9803. A iniciativa é uma realização da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC-Unicamp) em parceria com o CIS-Guanabara. 


 

 

CIS-Guanabara abriga nova

edição do Mercado Mundo Mix

 

Evento reúne expositores de moda e arte e promove concurso inédito de drag queens. Entrada franca

  

Maior evento de economia criativa do país, o Mercado Mundo Mix volta a reunir em Campinas expositores de diversas áreas artísticas da região metropolitana e inova trazendo à cena cultural o debate sobre gênero com o 1º Mundo Mix Drag Race, inédito concurso de drag queens inspirado em movimentos dos anos 90. Assim, a feira reafirma sua preocupação social, bem como exalta princípios fundamentais de educação, arte, sustentabilidade e empreendedorismo arrojado. O evento ocorre entre os dias 04 e 05 de agosto, das 12h às 20h, no CIS-Guanabara. Entrada franca.

A antiga estação de trem receberá 75 expositores criativos ligados à moda, design, tatuagem e artesanato, além de food trucks, 17 veículos estacionados na área externa com opções variadas de comidas e cervejas artesanais que prometem contemplar o grande público esperado. Roupas, saboaria, antiguidades, acessórios, moda pet e bolsas estão entre os artigos presentes nas bancas. Na tradicional Rádio Mundo Mix, o DJ Will Robson continua no comando das pick up, apresentando o melhor da musica mundial no CIS-Guanabara.

 

O Mundo Mix mantêm nesta edição a parceria com Associação dos Artesãos de Campinas, responsável pela seleção e curadoria dos expositores para levar à feira os melhores profissionais de Campinas e região. “A área de artesanato do Mundo Mix contempla artesãos e pequenos produtores de Campinas e cidades da região de modo a oferecer para o público exigente da feira qualidade e novidade a um preço acessível. Tem muita coisa bonita e interessante”, diz a diretora da associação, Rita Diogo, lembrando que o artesanato é um dos principais pilares da economia criativa, em que é valorizada a criação autoral, com materiais inusitados.

Durante os dois dias de MMM ocorrerão as disputas do Drag Race, cujo objetivo é valorizar e promover a visibilidade da arte transformista junto à comunidade, contribuindo desta forma para o combate ao preconceito e discriminação de gênero e orientação sexual. “Nos anos 90, quando introduzimos shows de drag no Mundo Mix a questão era mais artística, de afirmação de classe. Hoje, além disso, estamos no momento de discutir gênero”, diz o idealizador do Mercado Mundo Mix, Beto Lago.

Todos os artistas performáticos, drag queens, trans de comunidade LGBT da região metropolitana estão convidados a se inscreverem até quinta-feira na página do evento no Facebook (https://www.facebook.com/events/386271198551133/); basta seguir as normas do regulamento e aguardar o retorno da banca julgadora.

Há 24 anos, o Mundo Mix fortalece a economia criativa no Brasil. Estilistas renomados como Alexandre Herchovicth, Walerio Araujo, João Pimenta, Samuel Cirnansck e Marcelo Sommer, e grandes marcas como Cavalera e Chilli Beans deram os primeiros passos no MMM. O evento foi criado em 1994 em São Paulo, passou pelo Rio de Janeiro e logo desembarcou em Campinas, onde construiu trajetória exponente que o levou à Europa.

A temporada no Antigo Continente deu-se de 2001 a 2013, quando retornou a Campinas. Desde então, foram realizadas cerca de 30 edições, inicialmente na Estação Cultura, em Campinas, e pela segunda vez consecutiva desembarca no CIS-Guanabara, consolidando uma parceria exclusiva com a Unicamp. Desde a mais recente edição, em abril, o Mercado Mundo Mix está instalado no CIS-Guanabara, firmando uma parceria exclusiva com a Unicamp. O local é a antiga estação de trem da Mogiana que foi restaurada em diferentes etapas, tombada pelo Condepacc em 2004 e pelo Condephaat em 2018.  

O CIS-Guanabara é um órgão da Unicamp, criado e vinculado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC). Está instalado na antiga Estação Guanabara, símbolo arquitetônico da cidade pertencente a então Cia. Mogiana, fundamental para o desenvolvimento econômico da cidade e país nos séculos XIX e XX. O CIS-Guanabara desenvolve suas atividades fundamentado numa visão ampla sobre cultura, acolhendo e promovendo ações que atendem aos ensejos do homem contemporâneo nos campos da arte, entretenimento, educação, comportamento, sustentabilidade, dentre outros. “A denominação Centro Cultural de Inclusão e Integração Social consolida o compromisso e fomento aos diálogos e trocas de saberes universidade-sociedade, por meio de ofertas públicas de bens culturais, essenciais à promoção da causa da emancipação humana”, afirma o sociólogo e diretor do CIS, Marcelo Rocco. O CIS-Guanabara fica à rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local).


 

Evento celebra paz e perdão

universal no CIS-Guanabara

 

Meditação, hinos e dança integram a programação

 

O Movimento Mundial de Paz e de Mudança para o Sincronário de 13 Luas promove no próximo dia 25 de julho, das 19h00 às 21h00, a Celebração do Dia Mundial de Paz e do Perdão Universal - Dia Fora do Tempo Linear. O evento será realizado no CIS-Guanabara e contará com a participação da Companhia de Dança Humaniza, coordenada pela professora Keyla Ferrari.

O Sincronário da Paz representa a Rede de Arte Planetária (RAP) no Brasil. Trata-se de uma aliança global de pessoas voluntárias, autônomas, que trabalham pela paz, pela cultura e pela natureza, sem nenhuma filiação religiosa ou tendência política. Aberto ao público em geral, o evento tem a coordenação da professora Ilse Dudeck e da agente cultural do CIS-Guanabara, Flávia Moraes Salles. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, no bairro Botafogo, em Campinas (estacionamento gratuito no local)

 


 

Viola Perpétua tem primeira exibição

no CIS-Guanabara

Documentário será apresentado gratuitamente

no próximo dia 19, às 19h30

 

A celebração de valores ligados à cultura caipira por meio de orquestras que têm a viola como forma de expressão musical é o combustível que dá vida ao documentário Viola Perpétua, longa metragem do diretor Mário de Almeida, que será exibido em primeira mão no próximo dia 19 (quinta-feira), às 19h30, na gare do CIS-Guanabara. Com duração de 72 minutos, Viola Perpétua lança luz sobre as diversas formas de envolvimento com a música de viola e sobre as possibilidades e conflitos, no que tange a coexistência da cultura caipira no ambiente das orquestras e outros grupos que se utilizam do instrumento. Com depoimentos de pessoas ligadas a essa cultura, o documentário apresenta fragmentos de vida, possibilitando uma aproximação do espectador em um contexto de personagens que refletem sobre as suas próprias raízes. A exibição do filme será seguida de uma conversa entre o público e o diretor que falará sobre sua primeira experiência em longa metragem. O evento também será marcado pelo lançamento do site que leva o mesmo nome do filme. 

Segundo o diretor, foram mais de seis anos de pesquisa em busca de aspectos sobre grupos e pessoas que se expressam através da viola no estado de São Paulo. O trabalho focalizou diversas orquestras e seus integrantes, desde os primeiros grupos até os mais atuais, relacionando o surgimento  desses conjuntos com as novas formas de expressão do instrumento e da cultura peculiar. “Neste processo, segui no rastro de histórias que tinham as orquestras como ponto de partida ou de personagens que me levaram até seus grupos. Identifiquei contextos singulares, vivências de personagens em suas experiências coletivas. É isso que quero compartilhar por meio desse filme”, afirma Mário de Almeida. Ele ressalta que a ideia não é traçar um panorama geral sobre o surgimento de várias orquestras em curto espaço de tempo, lembrando que no período entre 2001 e 2009, segundo o pesquisador da Unicamp, Renato Cardinali Pedro, foram criados 49 grupos no estado de São Paulo. Também não quer fazer o espectador entender exatamente esse fenômeno. “Diferentemente disso, a intenção é compartilhar esse processo de imersão nos fragmentos que compõem um universo tão cheio de significado e proporcionar uma viagem pelas riquezas dos saberes populares e da luta por manter viva essa cultura no Brasil”, esclarece.

Em 2012, o diretor iniciou a pesquisa tendo como recorte principal orquestras de viola e grupos que trabalham atualmente com o instrumento no estado de São Paulo, especialmente no interior: “Neste projeto, desde o início, a busca foi por encontrar nas memórias e nas histórias das pessoas um sentido para o fenômeno do crescimento da viola. Queria ouvir desde aqueles que não têm muito contato com a cultura caipira até os que nasceram na roça ou têm uma forte ligação com a tradição. Sempre me interessou ir atrás de saber quais os sentimentos que uma cantoria, o som de viola ou mesmo o cheiro do fogão de lenha, despertam nessas pessoas. Na literatura, sempre encontramos pistas, mas é na conversa com as pessoas que a gente confirma que a viola é, por excelência, a porta-voz desses sentimentos”.

Mário de Almeida é documentarista e trabalha há 15 anos em projetos audiovisuais e multimídia. Formado em Rádio e Televisão pela Universidade Anhembi Morumbi, atua nas funções de diretor, roteirista, produtor e editor, participando de projetos em diversos segmentos. Além de Viola Perpétua, é diretor e produtor dos curtas REIS - os violeiros de Palmital (2013) e A mão direita do Itapuã (2017), filmes que são resultado de sua pesquisa sobre a cultura caipira e a música de viola.

Cenas que integram o documentário Viola Perpétua que que terá estreia nacional no CIS-Guanabara

 

Para o músico, pesquisador e autor de entrevistas que integram o documentário, Saulo Alves, esses grupos musicais vivem um momento de inovação. “Assim como reconhecemos a representação da imagem de uma dupla caipira para o segmento sertanejo, as orquestras representam um novo modo de se conceber a música de viola, seja pela formação do grupo, dos arranjos vocais e instrumentais ou do repertório. Mais do que cantar clássicos do cancioneiro sertanejo, as orquestras têm inovado com composições diversas que anteriormente permaneciam em campos musicais próprios”, afirma.

O filme, com produção de Carolina Scatolino e Mário de Almeida, contou com recursos da Secretaria Estadual da Cultura por meio do edital ProAC, programa de incentivo à cultura do governo paulista. Após essa primeira exibição na Estação Guanabara, o filme percorre um longo circuito por cidades do interior de São Paulo.  A apresentação do documentário no CIS-Guanabara tem a coordenação das agentes culturais Maria Aparecida Vaz Bueno e Helenice Vitorino. A exibição de Viola Perpétua é franqueada ao público. O CIS-Guanabara fica à Rua Mário Siqueira, 829, no Botafogo (estacionamento gratuito no local).


 

Visita guiada na Estação Guanabara

encerra programa Roda SP

178 passageiros embarcaram na plataforma que um dia recebeu o imperador D. Pedro II

 

Os passageiros que participaram da última etapa do programa Roda SP nesta quinta-feira (5 de julho) tiveram a oportunidade de conhecer alguns aspectos da história da ferrovia de São Paulo. Antes de embarcarem com destino a Serra Negra e Amparo, rebobinaram o fio do tempo, retornaram ao ano de 1876 quando foi inaugurada oficialmente a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. O estudioso da história de Campinas, Wagner Paulo dos Santos, falou sobre a vinda do imperador D. Pedro II a Campinas a bordo da Maria Fumaça e da Estação Guanabara como importante entroncamento ferroviário que ajudou a desenvolver um bairro de Campinas que é hoje uma das áreas mais valorizadas da cidade.

Wagner Santos lembra que D. Pedro II passou pela Estação Guanabara em 1876, na inauguração da Companhia Mogiana. “O imperador veio de trem do Rio de Janeiro a São Paulo. Na capital, pegou a antiga estrada de ferro dos ingleses que unia Santos a Jundiaí, de onde seguiu para Campinas. Ele embarcou na Estação Central de Campinas (hoje Estação Cultura), veio para a Estação Guanabara e seguiu para Mogi Mirim. Evidentemente, no trecho Campinas-Mogi Mirim já existiam as paradas planejadas, nas fazendas dos grandes produtores de café. O imperador aproveitou a oportunidade para conceder títulos de barão e de visconde aos fazendeiros, de acordo com as conveniências políticas da época. Os novos barões, enaltecidos, aplicavam mais dinheiro nas ferrovias, algo muito importante para o desenvolvimento do estado”, afirma o estudioso revelando que na primeira visita do imperador a Campinas, em 1852, a viagem se deu no lombo de uma mula.  

 

O Estudioso da história de Campinas, Wagner Santos, relata aspectos da memória da ferrovia paulista

 

O palestrante revelou também que o bairro Guanabara era um lugar afastado do centro, mas com algum sinal de uma industrialização que se fortaleceria nos anos seguintes. “A Estação Guanabara tornou-se uma espécie de entroncamento ferroviário. Houve um momento em que eram embarcados mais passageiros aqui do que na Estação Central. Toda a produção agropecuária que vinha do interior de São Paulo passava pela Estação Guanabara com destino a estação Central de Campinas. De lá seguia para diferentes destinos, como São Paulo e Santos. A estação Guanabara, no entanto, passou a ser um importante entreposto. Aquilo que não era transportado para a capital, como as máquinas agrícolas, ficava nos barracões e daqui seguiam para fazendas em Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Jaguariúna, por exemplo. Ou seja, a Mogiana começava a ganhar vida própria, era o pontapé inicial de uma nova linha, de um mercado que começava a se expandir para uma região até então desabastecida de linha ferroviária”.

 

Antiga estação de trem em Mogi Mirim:

fazendeiros investiam no desenvolvimento da ferrovia paulista

 

O programa Roda SP, iniciativa da Secretaria Estadual de Turismo, teve início no dia 21 de junho. Inicialmente estavam previstas saídas diárias de um ônibus para Serra Negra e Amparo (terças, quintas e sábados) e Águas de Lindóia e Lindóia (quartas, sextas e domingos). Por conta da grande procura, com bilhetes no valor de R$ 10,00, a organização ampliou o número de ônibus. Em média, partiram diariamente da Estação Guanabara três ônibus. Hoje, foram necessários quatro veículos coletivos para atender a demanda. Segundo a agente Cultural do CIS-Guanabara, Flávia Moraes Salles, idealizadora do projeto memória-viva que possibilita a visita guiada coordenada por um estudioso ou personagem que vivenciou os áureos tempos da ferrovia paulista, a Secretaria Estadual de Turismo já sinalizou que o programa poderá se repetir no próximo ano. “Caso se confirme, nossa proposta é intensificar as visitas guiadas, apresentando aos passageiros um pouco da memória da ferrovia paulista”, afirma. 

 

Ônibus do Roda SP na Estação Guanabara: programa poderá se repetir no próximo ano

 

 


 

Ferroviário aposentado relata

memórias no CIS-Guanabara

 

Ivo Arias é o convidado “memória viva” em projeto

do Sesc que tem etapa no próximo domingo na Estação Guanabara

 

 

O ferroviário aposentado Ivo Arias, 76 anos, foi telegrafista, chefe de estação, controlador de circulação de trens e chefe do Departamento de Transporte em diferentes companhias. Vestiu o uniforme da Sorocabana, da Mogiana, da Fepasa, empresa onde se aposentou em 1987. Lembra com emoção dos áureos tempos da ferrovia no estado de São Paulo, quando as estações de Campinas integravam o roteiro que partia do interior e seguia para o porto de Santos. “As pessoas estavam sempre bem vestidas. Os homens de terno, gravata e chapéu, muitas mulheres usavam luvas. Os funcionários da estação deviam usar quepe, terno e os sapatos muito bem engraxados, caso contrário, tomavam um dia de suspensão”, fala em tom nostálgico. Arias, como era conhecido no meio ferroviário, é o convidado “memória viva” do CIS-Guanabara para o projeto “Campinando...”, iniciativa do Sesc-Campinas que ocorre no próximo domingo em diferentes locais históricos da cidade.

Trata-se de uma proposta de (re) conhecimento de Campinas, que no auge de seus 244 anos têm uma história permeada por transformações importantes para a cidade e o país. Passeios e vivências vêm ao encontro da memória, dos patrimônios materiais e imateriais, das áreas naturais e rurais e das personagens que Campinas abriga, como o ferroviário Ivo Arias, além da tecnologia, da ciência e das artes produzidas no município.

A apresentação será às 8h30 no hall de entrada da Estação Cultura. O roteiro terá início às 9h00, com acompanhamento de guia turístico credenciado pelo Ministério do Turismo. A visita guiada começa na Estação Cultura onde os participantes terão uma introdução à história da ferrovia e sua trajetória em Campinas. Na sequência, embarque em ônibus para passeio pelo Palácio da Mogiana. “Após almoço ocorre a visita guiada na antiga Estação Guanabara, onde o ferroviário Ivo Arias terá a oportunidade de relembrar momentos de seus quase 35 anos de profissional de diferentes companhias de trem”, diz a agente cultural e responsável pela etapa no CIS-Guanabara, Flávia Moraes Salles. Na sequência, visita à Estação Anhumas para embarque no trem da Maria Fumaça com destino à Estação de Tanquinho. O retorno está previsto para a Estação Cultura às 18h30.

Para alguns, viajar de trem é um resgate da memória, para outros é uma oportunidade de descobertas. Em Campinas a ferrovia surgiu nos tempos áureos do café e era o meio de transporte mais utilizado para escoar a produção, fator primordial para o crescimento e desenvolvimento da cidade. Durante a visita guiada no CIS-Guanabara, o ferroviário aposentado terá também a oportunidade de falar da decadência desse sistema de transporte e da importância da preservação dessa memória. 

O aposentado Ivo Arias é o “memória viva” que coordenará a visita guiada no CIS-Guanabara

 

Arias vivenciou um momento triste da memória ferroviária de São Paulo, uma espécie de crônica da morte anunciada quando, segundo ele, os horários dos trens que partiam do interior rumo à capital foram alterados com o objetivo velado de acabar com esse meio de transporte e dar início ao sucateamento que se estende até os dias atuais. Ele lembra que o trem procedente da Alta Sorocabana, com passageiros de cidades como Presidente Prudente, Assis e Ourinhos, chegavam a São Paulo às 6h00 da manhã e retornavam para o interior às 18h00. “Os passageiros eram comerciantes que enchiam suas sacolas com produtos das ruas 25 de Março e José Paulino, passavam o dia fazendo compras e voltavam no final da tarde para as cidades de origem. Esses trens viviam lotados.” Em meados dos anos 1970, no entanto, os horários mudaram. Os trens passaram a chegar à capital às 16h00 e retornavam às 8h00 do dia seguinte. “Com esse novo horário, os passageiros desapareceram. A viagem não se tornava mais viável para o comerciante. Os trens ficaram vazios e o sistema tornou-se deficitário. Moral da história: acabaram com a linha. Era o início do fim da derrocada da ferrovia paulista”, fala com propriedade.

Apesar do sucateamento desse meio de transporte, o ferroviário fala com orgulho de seu papel na preservação de composições e percursos que mantém viva a memória da ferrovia paulista, como no trecho que liga a estação Anhumas, em Campinas, até a cidade vizinha de Jaguariúna. “Participei desse processo de preservação no sentido de sensibilizar os gestores da Fepasa. Apontei as locomotivas e os vagões que deveriam ser preservados” Arias foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e hoje atua como voluntário da entidade. “Sempre que possível vou aos finais de semana a Anhumas e Jaguariúna, só para ver se está tudo funcionando certinho”, fala com a naturalidade de quem viveu quase 35 anos entre trilhos, plataformas e composições ferroviárias.

 


 

CIS-Guanabara integra o programa Roda SP

 

Passageiros farão visita guiada percorrendo aspectos da história da antiga estação de trem

  

No próximo dia 21, a partir das 8h30, o CIS-Guanabara passa a integrar o Roda SP, programa desenvolvido pelo governo do Estado de São Paulo que visa promover o turismo em Campinas e cidades que compõem o Circuito das Águas. A Estação Guanabara, muito além de uma plataforma de embarque e desembarque de passageiros, torna-se um espaço onde os viajantes poderão fazer uma visita guiada, conhecendo aspectos da história do patrimônio ferroviário existente na cidade. O programa, promovido pela Secretaria Estadual de Turismo, se estende até 6 de julho, passando por Campinas, Águas de Lindoia, Serra Negra, Socorro, Amparo e Jagariúna. O valor da passagem (ida e volta) é de R$ 10,00. No CIS-Guanabara, as visitas guiadas serão realizadas nos dias 21 de junho e 05 de julho pelo estudioso da história de Campinas, Wagner Paulo dos Santos e pela agente Cultural do CIS, Flávia Moraes Salles.  

Criado em 2011, o Roda SP promove viagens aos visitantes e moradores do estado por meio de roteiros turísticos de ônibus, organizados e de baixo custo. A ação é itinerante, com a realização de circuitos turísticos em ônibus de turismo percorrendo diversas regiões, acompanhando o fluxo de turistas em eventos, períodos de alta temporada e de férias. A iniciativa, inédita no país, estimula o conhecimento do próprio estado, sua história e aspectos dos patrimônios culturais e ambientais. No Circuito das Águas, o Roda SP já esteve em julho de 2013, integrando as nove cidades do roteiro. A inclusão de Campinas, mais especificamente da Estação Guanabara, é uma das novidades dessa edição.

Um pouco de história – Por volta de 1890, havia na Estação Guanabara apenas uma casa para guarda e uma porteira. Conforme o relatório da Mogiana de 1891, ali se construiu uma estação e um armazém, no local chamado Guanabara. Inaugurada em 1893 como plataforma alternativa para desafogar a estação de partida original (Cia. Paulista), por alguns anos recebeu também os trens da Sorocabana que chegavam da Funilense ou de Mairinque pelo ramal de Campinas, com 13 linhas, caracterizando o intenso movimento de passageiros e mercadorias.

Localizada na praça Mauá, ao lado do Instituto Agronômico de Campinas, a estação guarda memórias dos áureos tempos campineiros, que perduraram até final dos anos 70. Dali em diante o que se assistiu foi o sucateamento das ferrovias. O complexo da Guanabara já não operava, e se tornou moradia para muitos desabrigados. Em 2008, após a restauração e tombamento pelo Condepacc (2004), o espaço foi recriado em uma proposta de Centro Cultural de Inclusão e Integração Social, idealizado, vinculado e mantido pela, então, Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PREAC-Unicamp, hoje ProEC). Para o sociólogo e diretor do CIS, Marcelo Rocco, a inclusão do CIS-Guanabara no roteiro do Roda SP é o reconhecimento da importância desse espaço na memória histórica de Campinas e do próprio estado. “No início deste ano, a Estação Guanabara se tornou patrimônio histórico e cultural do Estado de São Paulo, tombada pelo Condephaat, de modo que essa parceria com a Secretaria Estadual de Turismo é o reconhecimento da sua importância como um Centro Cultural, preocupado não apenas em preservar e conservar o patrimônio, mas também de proporcionar condições para o desenvolvimento de projetos de educação, cultura, lazer e emancipação humana por meio de ofertas públicas à comunidade de Campinas e região metropolitana”, afirma.

Roteiro tem início no CIS-Guanabara, com visita guiada. Bilhete (ida e volta) custa R$ 10,00.

 

Sobre a operação – Os roteiros vão funcionar de 21/06 a 06/07, de terça a domingo. Terças, quintas e sábados, os ônibus seguem para Serra Negra e Amparo. Quartas, sextas e domingos, com destino a Águas de Lindóia e Lindóia. Os embarques ocorrem sempre às 9h00 no CIS Guanabara, que também é ponto de venda de passagens.

Em dias de jogos do Brasil da Copa do Mundo 2018 não haverá saída dos ônibus (dia 22 e 27/6 já confirmados). Nesses dias, os pontos de venda terão horários especiais. O valor de 10 reais dá direito apenas ao bilhete do Roda SP. Custos com almoço e ingressos de atrativos não estão inclusos.

Mais Informações:

www.facebook.com.br/programarodasp

www.instagram.com/programarodasp

www.rodasp.com


 

CIS-Guanabara recebe propostas de eventos para o segundo semestre

O CIS-Guanabara recebe, até o dia 31 de maio, as inscrições de propostas artísticas e culturais a serem realizadas no segundo semestre de 2018.

O CIS-Guanabara está localizado à rua Mario Siqueira, 829, no bairro Botafogo, próximo ao centro da cidade. Suas instalações disponibilizam para esta chamada espaços como a Gare, Galeria de Arte, Barracão do Café, salas multiuso, amplo e gratuito estacionamento.

 

 

As  inscrições devem ser feitas via Formulário de Agendamento. O formulário e instruções gerais de preenchimento estão disponíveis em nosso site:

http://www.cisguanabara.unicamp.br/280814.htm

 


 

Reminiscências

Vivência com alunos do UniversIDADE remexe

baú de fotografias no CIS-Guanabara

| Texto: AMARILDO CARNICEL | PROEC | ESPECIAL PARA O JU     | Fotos: DIVULÇÃO | REPRODUÇÃO

 

O historiador por vocação, Wagner Paulo dos Santos: palestra focalizou

 o antagonismo das praças campineiras Largo do Rosário e Largo do Pará

Quando a comerciária aposentada Eleni Zilda Giraud Galani viu a foto da extinta doceria Términus, de Campinas, projetada na parede da sala multiuso 1 do CIS-Guanabara, não se conteve. Em tom claramente nostálgico, falou dos tempos em que saía da também extinta Lojas Sears, no centro da cidade, e se dirigia para Términus onde saboreava um cremoso chocolate quente. “Eles nos serviam em bules de prata e em xícaras de porcelana fina. E os bolos então? Um melhor que outro”. Foi nesse cenário de boas lembranças que transcorreu a vivência “Re-tratos, a Cidade que Mora em Mim – Memória, História e Significados”, ministrada dentro do Programa UniversIDADE, pelo engenheiro civil aposentado e estudioso da história de Campinas, Wagner Paulo dos Santos e pela psicóloga e produtora cultural do CIS-Guanabara, Flávia Moraes Salles.

“A foto me fez lembrar o gosto daquele delicioso chocolate engrossado com maisena nas tardes de frio. Senti o cheiro, o sabor dos doces e, o melhor, a lembrança da liberdade de falar de coisas que não podíamos tocar no ambiente de trabalho”, recorda a aluna que no próximo dia 22 de maio completa 70 anos.

Sobrado do Villaça ou Sobrado Maldito (à direita): palco de mortes misteriosas

Dona Eleni e os outros 14 alunos do programa UniversIDADE que participaram dessa vivência exibiram fotos antigas e alguns, de modo compulsivo, desataram a falar sobre recordações a partir daquilo que estava restrito ao quadrilátero da imagem. Um recorte que, na verdade, permitia passar um filme na cabeça de cada depoente. A partir da foto de uma rua, cenário de brincadeiras de infância, surgia a lembrança das músicas tocadas na vitrola na casa do vizinho, das prosas no ponto de ônibus e das voltas de bicicleta ao redor do quarteirão. Cheiro de mato, de frutas, ruas tranquilas e quintais bucólicos compunham as temáticas fotográficas trazidas pelos alunos que cuidadosamente, como guardiões da memória, selecionaram especialmente para aquele momento.

O professor de matemática aposentado, Sebastião Antônio José Filho, 74 anos, sentiu um nó na garganta quando se lembrou das pescarias nos rios Turvo e Grande na região de Palestina, cidade onde nasceu. Embora vivesse na área urbana, era na zona rural que levantava um dinheirinho pra satisfazer seu gosto pessoal. “Minha primeira bicicleta consegui com trabalho nas lavouras de algodão”, lembra orgulhoso. No entanto, as memórias do professor Sebastião não se limitaram ao período de infância. Fez questão de falar do tempo em que fazia faculdade em Rio Claro, por volta de 1965. “Tem melhor época na vida de um jovem?”, questiona, embora tenha a resposta com muita clareza. “Lembro-me com muita saudade da boate Panqueca, perto da faculdade. Tudo acontecia lá. Muitas festas, namoricos... era o ponto de encontro dos alunos de todos os cursos”, afirma.

A Doceria Términus, por volta de 1975:

 chocolate quente em xícaras de porcelana

 

“Os comentários de dona Eleni, um momento vivido em meados dos anos 70 do século passado, do professor Sebastião sobre infância e juventude e dos demais alunos que fizeram uma viagem ao passado vão ao encontro da proposta dessa vivência, ou seja, despertar a memória que está dentro da gente. São fotos impregnadas de significado afetivo que acordam o valor pessoal adormecido”, observa a psicóloga Flávia. Segundo ela, a proposta dessa vivência foi identificar, junto aos participantes, fragmentos da cidade que representam esses alunos. “Qual é o canto da minha cidade em que eu mais me identifico? Qual é o cenário de minha infância ou juventude que mais me representa?”. Com questões dessa natureza trazidas pelos alunos, a psicóloga promoveu um exercício de identificação do significado desse recorte afetivo para essas pessoas. A partir do uso de fotografias antigas, seja do álbum de família de cada um, seja do acervo escolhido pela coordenação do trabalho, os alunos claramente emocionados passearam pela imagem, relembraram e ressignificaram histórias, sempre com os olhos no passado e a cabeça no presente.  

Dona Eleni Galani, aluna do UniversIDADE:

saudades de bons momentos na Doceria Términus

História por vocação

Documento, registro, história, memória... São muitas as nomenclaturas aplicadas à fotografia como instrumento de lembrança e registro de um recorte no tempo e no espaço. Desde a sua invenção, em torno de 1830, a fotografia vem sendo utilizada e superficialmente inserida na cultura popular como atestado de um fato, prova incontestável da verdade. Para o historiador, Boris Kossoy, muito longe de ser verdade absoluta, a fotografia constitui-se uma representação da realidade, seja do ponto de vista de quem a produz, seja da perspectiva de quem é fotografado. Independentemente das diferentes linhas de pensamento sobre a finalidade da imagem fixa, o que não se discute é que as fotografias apresentadas na vivência “Re-tratos” contaram boas histórias. Os registros fotográficos permitiram o descongelamento de momentos que começaram a aflorar durante a narração da imagem.

Essa foi também a linha de trabalho do engenheiro civil de formação e historiador por vocação Wagner Paulo dos Santos que durante os dois encontros realizados nos dias 6 e 13 de abril no CIS-Guanabara assumiu parte da vivência “Re-tratos”. No início, num exercício em que estimulava os alunos a passearem pelas fotos e identificarem os locais, o engenheiro civil focalizou o antagonismo das praças Largo do Rosário e Largo do Pará. “A primeira era a área nobre, localizada no Centro da cidade, próxima ao teatro, igreja, cafés e livrarias, local onde circulava a nobreza campineira. A segunda, embora estivesse a menos de um quilômetro do local, era considerada arrabalde”. Tanto é que, segundo ele, os elementos ali instalados eram refugos de outros pontos das cidades. O coreto e o chafariz, por exemplo, foram, inicialmente, construídos em outras praças. “É por isso que eu sempre que me remeto ao Largo do Pará, digo largo da sucata. O que fazer com as sobras das reformas de outras praças? O que fazer com chafariz retirado do Largo do Rosário? E com o coreto que estava na Praça Bento Quirino? Manda pro Largo do Pará”, ilustra Wagner.

Seu Sebastião Antônio José Filho: histórias que remetem

 ao período de infância em Palestina e de juventude em Rio Claro

 

Os alunos presentes não imaginavam que a Rua Marechal Deodoro um dia fora conhecida como Rua do Picador. A razão, segundo Wagner, é simples. Morava naquela rua o senhor Salvador Cerqueira, um adestrador de cavalos que tinha em sua casa um picadeiro. Os animais chucros eram entregues para a realização do trabalho, que se tornou atração. “De maneira esperta, ele começou a fazer o trabalho aos domingos diante de uma plateia que pagava ingresso. Daí o nome, Rua do Picador”, afirma. Os alunos também não sabiam que a Avenida Senador Saraiva tem nos registros populares o nome de Rua Alegre. “É que ali estavam inicialmente instaladas as casas de prostituição da cidade. A palavra alegre era uma alusão às festas que ocorriam com frequência no local”, afirma. Ainda na linha das denominações populares, Wagner se lembra do Sobrado do Villaça ou ‘sobrado maldito’, edificação construída próxima ao Teatro São Carlos, esquina das Ruas José Paulino com Treze de Maio, no centro da cidade. O local foi cenário de mortes misteriosas. Além do proprietário que foi assassinado no local, há relatos de criadas negras que teriam, ‘acidentalmente’, caído no poço. “Após pesquisas feitas em livros de historiadores de Campinas, verifiquei que algumas negras, grávidas dos patrões, foram atiradas no poço”, afirma o engenheiro, justificando que não há na historiografia campineira registro do nome do primeiro dono do sobrado.  

A psicóloga e agente cultural do CIS-Guanabara,

Flávia Moraes Salles: fotografias que afloram a memória adormecida

 

Wagner é autor dos livros Escola Normal, a Andorinha do Amor (2003), lançado em comemoração ao centenário da Escola Normal de Campinas, e Minha Admirável Comunista (2001) em homenagem à primeira vereadora de Campinas, Vera Pinto Telles, em 1948. Seu interesse pela história de Campinas surgiu de maneira muito natural, quando buscava informações sobre suas origens. Neto de portugueses, o engenheiro queria saber quando e como chegaram seus avós ao Brasil. Da história pessoal para a história de Campinas, foi um passo. Interessou-se pelos nomes que davam nomes às ruas, às praças e viu no acervo fotográfico do Centro de Ciências, Letras e Artes uma fonte inesgotável de informações sobre a Campinas do início do século passado. “Meu happy hour durante anos foi remexendo arquivos do Centro de Ciências”, lembra com orgulho.

Aluno de instituições públicas do ensino fundamental até a graduação em Engenharia Civil feita na Unicamp, Wagner vê nessas palestras uma forma de retribuir à sociedade um pouco desse conhecimento acumulado. “Toda a minha educação foi realizada em escolas estaduais, custeadas com dinheiro do contribuinte. Chegou a hora de eu devolver um pouco daquilo que recebi”, afirma.

.

 

Aspectos da oficina oferecida a alunos do Programa UniversIDADE no CIS-Guanabara

Dona Eleni, aluna do Projeto UniversIDADE desde o início do ano, não poupou elogios ao programa. “Vale muito a pena pegar três ônibus para participar dessas vivências. A gente aprende muito e se ocupa com atividades que dão prazer.” O professor Sebastião, também aluno desde o início do ano, resumiu sua satisfação com uma frase. “A vivência de hoje, para mim, foi um renascimento”, afirmou. “Esse tipo de depoimento confirma os ‘re-tratos’ que todos podemos fazer com os monumentos esquecidos que guardamos dentro de nós”, conclui a psicóloga Flávia. O Programa UniversIDADE, da Unicamp, visa proporcionar às pessoas das comunidades interna e externa, acima de 50 anos, condições de mantê-las ativas tanto física quanto mentalmente, além de estimular e capacitar seus integrantes por meio de atividades interdisciplinares que buscam fomentar os diálogos relacionados à longevidade e qualidade de vida.

 

 


Notícias anteriores